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sábado, 5 de outubro de 2013

4º Trimestre de 2013 - Lição 2 : ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO - 13 de Outubro de 2013




Hinos Sugeridos 75, 386, 388.

TEXTO ÁUREO
“Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.1 5,18).

VERDADE PRÁTICA
A melhor prevenção contra o adultério é temer ao Senhor e estreitar os laços do amor conjugal.

Segunda       - Pv 5. 3-4.                           A ilusão do adultério
Terça             - Pv 5.7,8.                           Prevenção contra o adultério
Quarta           - Pv 5.9-12.                         As consequências do adultério
Quinta            - Pv 7.13.                            A falsa delicadeza da adúltera
Sexta             - Pv 5.1; 6.20; 7.1.              O conselho previne o adultério

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 5.1-6
1 - Filho meu, atende à minha sabedoria: à minha razão inclina o teu ouvido;
2 - para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento.
3 - Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite;
4 - mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.
5 - Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno.
6 - Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece.

INTERAÇÃO
O livro dos Provérbios, talvez, seja o principal dos livros bíblicos a falar sobre o adultério, os seus caminhos e suas artimanhas destruidoras. O sábio não economiza palavras e ironias ao denunciar a pessoa que adere essa prática como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, imaturidade e fraqueza são palavras que denotam o perfil do homem que, inexplicavelmente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com uma estranha. Esta não é a mãe dos seus filhos, a mulher que, juntamente com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a mulher que deseja tirar tudo o quanto ele construiu: a sua família e a sua vida.

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer os conselhos do sábio sobre a sexualidade humana.
Identificar as causas da infidelidade conjugal e suas consequências.
Previnir-se da infidelidade conjugal.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, é importante relembrar as características literárias apresentadas no livro dos Provérbios. Por isso, para introduzir a aula desta semana sugerimos que você utilize o quadro de Orientação Pedagógica da lição anterior. Em seguida, utilize o esquema da página seguinte (reproduza-o de acordo com as suas possibilidades). A partir dele, a classe conhecerá o esboço ternário de Provérbios. O objetivo é fazer com que os alunos apreciem o panorama do livro, facilitando assim, a assimilação do assunto da aula de hoje.
PALAVRA-CHAVE: Adultério; Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal impostas aos cônjuges pelo contrato matrimonial.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais, facilitou muito para a possibilidade de alguém vir a ter um “caso” extraconjugal. As estatísticas demonstram essa triste realidade. A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as consequências nefastas para a sociedade. E as igrejas? Estas também têm sofrido o efeito de tais males.
Apesar de a infidelidade conjugal ser uma prática pecaminosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. O problema está na forma de expressão do desejo e cm como é satisfeito. Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade. No entanto, as Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus. Aqui, encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para orientar-nos contra as ilusões e as artimanhas do adultério.

I - CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA
1. Uma dádiva divina. Boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualidade humana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor “aplana todas as nossas carreiras”, demonstrando cuidado pelo exercício correto da sexualidade, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1 Pe 3.7).
2. Uma predisposição humana. Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu “filho” para que ouças os seus conselhos e aja em conformidade com estes (Pv 5.1,2).
O texto hebraico de Provérbios, nesse versículo, apresenta a palavra ben traduzida em nossas Bíblias como “filho”. O mesmo termo ocorre também nas advertências contra o adultério em Provérbios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, a admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento. Antes do casamento e fora do casamento é pecado.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A sexualidade humana é uma dádiva de Deus ao ser humano. Ela j se manifesta na predisposição do indivíduo em vivê-la no parâmetro do casamento.

II - AS CAUSAS DA INFIDELIDADE
1. Concupiscência. Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos bons e } ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).
2. Carências. Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal.
A frase “bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A concupiscência e as carências não supridas na vida do ser humano são algumas das muitas causas da infidelidade conjugal.

III - AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE
1. Perda da comunhão familiar. Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios” (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: "Deus perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências ficam (Pv 5.9-14).
2. Perda da comunhão com Deus. É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: “Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos”, no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1 Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Além de perder a comunhão da família, o cônjuge adúltero quebra a sua comunhão com Deus.

IV - CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE
1. Sexo com intimidade. A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.18-20).
Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.
2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina. Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.
SINOPSE DO TÓPICO (4)
Um conselho importante para prevenir-se contra a infidelidade conjugal é apegar-se a Palavra de Deus, à disciplina e relacionar-se intimamente com o cônjuge.

CONCLUSÃO
A fidelidade conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a tentação é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado adultério.

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS
I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.17)
II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.?- 13,20-27)
C) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.1 5-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)
L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a insensatez (9.1-18)
III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16)
IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34)
V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27)
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1- 31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1 -9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)
Texto extraído da '“Bíblia de Estudo Pentecostal”, editada pela CPAD.

VOCABULÁRIO
Nefasta: Nociva, danosa, prejudicial.
Coletânea: Conjunto de várias obras ou coisas.
Flerte: Relação amorosa mais ou menos casta, leve e inconsequente, geralmente, destituída de sentimentos profundos.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Vida Cristã
“Sexo promove comunhão
A Bíblia afirma que ser dois é melhor do que ser um, e que onde estiverem dois ou três reunidos, Deus ali estaria (Ec 4.9-12; Mt 18.20).
E em 1 Pedro lemos que quando um casal precisa coabitar (verbo que significa relacionar-se sexualmente) com entendimento para que as suas orações sejam respondidas. Ora, isto significa que sexo tem a ver com vida espiritual, e que o casal, sendo dois, têm a possibilidade de serem mais fortes quando unidos, além da promessa da presença de Deus com eles no cotidiano da vida e na oração conjunta.
Não tenho medo de afirmar que muitos casais estão com problemas pessoais, financeiros, profissionais, de saúde, e até ministeriais, porque não estão se entendendo na vida sexual. Por mais que orem suas orações estão impedidas [...]. Ou- j tros há que até se acertam na cama, mas vivem às turras e perdem a J bênção de Deus pois se magoam mutuamente. Sem falar em casais que não oram juntos, que não fazem cultos domésticos, e que não dividem o sacerdócio do lar. Estes perdem a chance de serem dois, e de vivenciarem uma vida conjugal, profissional, financeira, familiar, ministerial e sexual prazerosa e sadia” (CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.241).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Vida Cristã
“FUGIRÁS DA TENTAÇÃO — ON LINE E DE OUTRAS FORMAS CORRA DA TENTAÇÃO
O Antigo Testamento não é o único que trata do assunto ‘fugir da tentação sexual’. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo chama nossos corpos de templos do Espírito Santo. Qualquer outro pecado, ele diz, cometemos contra Deus, mas a imoralidade sexual é um pecado tanto contra Deus quanto contra nossos próprios corpos. O povo de Corinto conhecia bem a imoralidade sexual; muitos juntavam-se a ela em vez de fugir dela. Mas Paulo os instruiu a fugir (1 Co 16.18).
O apóstolo repetiu essa ordem ao jovem pastor chamado Timóteo. Como a maioria dos jovens, Timóteo lutava com os desejos. Então Paulo instruiu a seu jovem amigo a ‘fugir das paixões da mocidade’ (2 Tm 2.22). Essa instrução reporta-se não apenas a maridos e esposas, mas também àqueles que estão para se casar. A Bíblia ensina que nossos corpos são presentes reservados para nossos futuros cônjuges. Que presente de casamento maravilhoso para se trazer ao seu próprio casamento!
A Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, nunca nos encoraja a tentar enfrentar a tentação sexual. Mas insiste em que saiamos completamente do caminho dela.

TRATE A TENTAÇÃO SEXUAL COMO UMA DOENÇA MORTAL
Imagine que você tenha ouvido a respeito de um surto de uma doença mortal em uma área remota. Apenas profissionais médicos treinados ousaram viajar até a área onde houve o surto, e você ficou sabendo que se contrair a doença provavelmente morrerá. Você também sabe que apenas aqueles que viajam para o loca! da epidemia estão vulneráveis à doença.
Seria um ato de bravura ou de plena estupidez viajar até a área afetada apenas para provar quão ‘resistente’ à bactéria mortal você é? Nenhuma pessoa em sã consciência se poria em tamanho perigo sem uma boa razão. Mas é exatamente isso que muitos cristãos fazem em relação à tentação sexual. Antes e depois do casamento, dedicam-se a ela, flertam com ela e entretêm-se com ela — acreditando que no último instante serão capazes de pisar nos freios e evitar a colisão.
Isso não funciona desse jeito. Deus nos conhece. Ele nos criou, então sabe o quanto a tentação sexual pode arrastar seus filhos. É por isso que Ele nos instrui a fugir. Se tratássemos a tentação sexual como uma doença mortal e altamente contagiosa, entenderíamos melhor e obedeceríamos à admoestação da Bíblia a fugir” (YOUNG, ED. Os Dez Mandamentos do Casamento, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.123-24).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRUZ, Elaine, Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do Casamento. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MILLER, Molly Ann. Meu Marido Tem Um Segredo. Encontrando a libertação para o vicio sexual. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
PARROT, Leslie. A batalha pela sua mente. Entendendo a Personalidade Santificada. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

EXERCÍCIOS
1. A quem é dirigida a admoestação contra o adultério no livro de Provérbios?
R: A admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação.
2. Qual fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera $1 em Provérbios?
R: Que não há referência ao Diabo em suas advertências contra a mulher adúltera. O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”.
3.0 que a frase ‘‘bebe a água da tua f própria cisterna” mostra?
R: Ela mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água!
4. Qual é uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal?
R: A desonra da família.
5. Com suas próprias palavras, liste outras consequências igualmente destruidoras para a família vítima da infidelidade conjugal.
R: Resposta pessoal.

4º Trimestre de 2013 - Lição 1: O valor dos bons conselhos - 06 de Outubro de 2013



Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos



Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Comentarista: José Gonçalves



TEXTO ÁUREO

“O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7).

VERDADE PRÁTICA

Provérbios e Eclesiastes são verdadeiras pérolas da sabedoria divina para o nosso bom viver.

HINOS SUGERIDOS

584, 629, 631.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Pv 1.2

A sabedoria revela prudência



Terça - Pv 1.3


A sabedoria oferece justiça, juízo e equidade



Quarta - Pv 1.4

A sabedoria traz conhecimento



Quinta - Pv 1.5

A sabedoria gera sábios conselhos



Sexta - Pv 1.6

A sabedoria interpreta a vida



Sábado - Pv 1.7

O temor do Senhor e a sabedoria


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Provérbios 1.1-6.

1 - Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.

2 - Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;

3 - para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;

4 - para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;

5 - para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos;

6 - para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.


INTERAÇÃO

Prezado professor, iniciaremos mais um trimestre, o último do ano. Esta é uma excelente oportunidade para fazer uma autoanálise a respeito do seu ministério de ensino. Seus objetivos foram alcançados? Seus alunos cresceram na graça e no conhecimento de Deus? Neste trimestre estudaremos parte da literatura sapiencial judaica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos para a vida humana. Veremos o quanto eles são atuais e relevantes em seus ensinamentos.

O comentarista deste trimestre é o pastor José Gonçalves, professor de Teologia, filósofo, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conhecer o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes.
Identificar as fontes da sabedoria dos sábios antigos.
Compreender o propósito da sabedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para introduzir o primeiro tópico da lição, sugerimos que você reproduza o esquema abaixo. É importante que todos os alunos tenham uma cópia do quadro. O objetivo é fazer um resumo a respeito dos elementos literários presentes nos livros dos Provérbios e do Eclesiastes. Explique aos alunos que quando estes livros foram compilados nos tempos bíblicos, a cultura, a língua e o estilo literário eram opostos aos da literatura moderna. Compreender o estilo literário usado pelo compilador antigo é essencial para entendermos o sentido real do texto e evitarmos interpretações mirabolantes.


CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS DOS LIVROS DE:


PROVÉRBIOS

1. O estilo literário do livro dos Provérbios é pelo menos dois: Provérbio e Instrução.

2. Provérbios: A expressão é de difícil definição, mas suas características são singulares: a) concisão; b) sagacidade; c) forma memorável; d) base na experiência; e) verdade universal; f) objetivo prático e longo uso. Quase sempre, o provérbio é descrito como poético ou rítmico, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis.

3. Instrução: Quase sempre articulada como o legado de um pai ao filho, ou do mestre ao discípulo, que incluem ordens de proibições e as motivações pelos quais eles devem obedecer.


ECLESIASTES

1. O livro se divide em quatro partes: a primeira, a central, a segunda e o epílogo.

2. Primeira parte [1.1 — 3.15]. Reflexões bem organizadas sobre a vida, acompanhadas de um poema enternecedor sobre o tempo.

3. Parte central [3.16 — 11.8]. Alguns provérbios aparecem. De vez em quando uma parábola e poesia também.

4. Segunda parte [11.9 — 12.8]. Há uma mudança de tom. A ideia é dar esperança ao jovem, pois a velhice chega depressa demais.

5. O epílogo [vv.9-14]. Esta seção é a justificativa de como o pregador ensinou ao povo provérbios e ensinos verdadeiros e com clareza.


COMENTÁRIO

introdução


Palavra Chave

Sabedoria: Grande instrução; ciência, erudição, saber.


Lembro-me dos ditados populares que ouvia dos meus pais: “Águas passadas não movem moinhos”; “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”; “Quem espera sempre alcança”, e muitos outros. Essas pequenas expressões contêm conselhos de uma cultura popular impregnada de valores éticos, morais e sociais, que acabam por dirigir as regras da vida em sociedade.

Mais do que qualquer outra fonte, a Bíblia está recheada dessas pérolas. São bons conselhos que revelam a sabedoria divina. Tais máximas bíblicas são expressas em linguagem figurada, das mais variadas formas (parábolas, fábulas, enigmas e provérbios). Por isso, neste trimestre, conheceremos o que a Bíblia revela sobre os conselhos divinos contidos nos livros de Provérbios e Eclesiastes. Veremos ainda como esses conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor.



I. JOIAS DA LITERATURA SAPIENCIAL

1. O livro de Provérbios. A Bíblia diz que Salomão compôs “três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco” (1Rs 4.32). O texto sagra do identifica Salomão como o principal autor do livro de Provérbios (Pv 1.1), mas não o único. O próprio Salomão exorta a que se ouça “as palavras dos sábios” (Pv 22.17), e declara fazer uso de alguns dos provérbios desses sábios anônimos (Pv 24.23).

O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias, e que posteriormente foram compilados pelos homens deste piedoso rei (Pv 25.1).

Por último, o livro de Provérbios revela que Agur, filho de Jaque, de Massá, é o autor do capítulo 30. Já o capítulo 31 é atribuído ao rei Lemuel de Massá. O livro pertence ao gênero literário hebreu conhecido como sapiencial, isto é, literatura da sabedoria.

2. O livro de Edesiastes. Eclesiastes, juntamente com Cantares, Jó, Salmos e Provérbios, também faz parte do gênero literário conhecido como “Literatura Sapiencial”. Sua autoria é atribuída a Salomão (Ec 1.1). Embora escrito pelo filho de Davi e pertença ao mesmo gênero literário, o livro de Eclesiastes possui um estilo diferente de Provérbios. Ele se apresenta como um discurso usado em assembleias ou templos. Alguns intérpretes acreditam que se trata de uma coletânea utilizada por Salomão em seus discursos.

Ao contrário do que muitos pensam, o livro de Eclesiastes não expõe uma espécie de ceticismo ou desencanto existencial. Salomão faz um balanço da vida do ponto de vista de alguém que teve o privilégio de vivê-la com intensidade, mas que descobre ser ela totalmente vazia se não vivida em Deus. A própria sabedoria, tão celebrada nos Provérbios, quando posta a serviço de interesses pessoais e objetivos mesquinhos é tida como tola.





SINOPSE DO TÓPICO (I)



Provérbios e Eclesiastes são livros de sabedoria judaica que revelam os desígnios eternos para a vida.






II. A SABEDORIA DOS ANTIGOS



1. A inteligência dos sábios. Já observamos que pelo menos duas referências do livro de Provérbios fazem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.17; 24.23). Mas quem são esses sábios? O texto não os identifica. Todavia, o Primeiro Livro dos Reis fala acerca de outros sábios, igualmente famosos, e como Salomão os sobrepujou em sabedoria (1Rs 4.29-31).

2. A sabedoria de Salomão. O escritor americano Eugene Peterson mostra a singularidade da sabedoria salomônica em diferentes áreas da vida. Mais especificamente nos Provérbios, há uma amostra de como honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmente, bem como cultivar emoções e atitudes em relação aos outros de modo pacífico. Peterson ainda mostra que o princípio da sabedoria salomônica destaca que o nosso modo de pensar e corresponder-nos com Deus reflete a prática cotidiana de nossa existência. Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer.






SINOPSE DO TÓPICO (II)



A sabedoria dos antigos, e particularmente a de Salomão, versava sobre diferentes áreas da vida humana.






III. AS FONTES DA SABEDORIA



1. A sabedoria popular. Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel. Ciente dessa verdade, Salomão apresenta máximas populares para compor os seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23). Podemos entender que Deus dá inteligência aos homens para que estes possam analisar as situações da vida e tirar delas conclusões que servirão para si mesmos e para outras pessoas, em forma de conselhos e advertências, como ocorre no livro de Provérbios.

2. A sabedoria divina. O texto bíblico destaca que Salomão “falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes. E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (1Rs 4.33,34). De onde vinha tanta sabedoria? O texto bíblico revela que Salomão orou pedindo a Deus sabedoria (1Rs 3.9), e que o Senhor respondeu-lhe integralmente (1Rs 3.10-12). Esta é a fonte da sabedoria de Salomão e explica o porquê de ninguém conseguir superá-la.






SINOPSE DO TÓPICO (III)



A fonte de toda sabedoria do rei Salomão era o Senhor nosso Deus.






IV. O PROPÓSITO DA SABEDORIA



1. Valores éticos e morais. Na introdução do livro de Provérbios, encontramos um conjunto de valores éticos e morais que revelam o propósito desses conselhos. Ali, consta todo o objetivo proposto pelo livro: (1) Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) entender as palavras da prudência; (3) receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar aos simples prudência e aos jovens conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir sábios conselhos; (7) compreender provérbios e sua interpretação, bem como também as palavras dos sábios e suas metáforas (Pv 1.1-6).

2. Valores espirituais. Além de apontar valores éticos e morais, ao afirmar que o “temor do Senhor é o princípio da ciência; [e que somente] os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7), o cronista sacro abaliza os valores espirituais que sobressaem nas palavras de Provérbios. Da mesma forma, o livro de Eclesiastes aponta para Deus como a razão de toda a existência humana. Fora dele não há base segura para uma moral social. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico que, adaptado à nossa realidade, apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana de todos os homens.






SINOPSE DO TÓPICO (IV)



O propósito da sabedoria nos livros de Provérbios e Eclesiastes é constituir um conjunto de valores éticos, morais e espirituais para a vida.






CONCLUSÃO



A literatura sapiencial, representada neste trimestre pelos livros de Provérbios e Eclesiastes, revela que o temor do Senhor é o fundamento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem princípios do saber divino. Segundo a Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter muita informação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o temor do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe viver e conviver (Tg 3.13-18).


VOCABULÁRIO



Desencanto Existencial: Desgosto ou decepção com a realidade vivida, isto é, com a vida.
Tessitura: Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura.
Sétuplo: Numeral que vale sete vezes o outro.
Epítome: A síntese, o resumo.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA



Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.


EXERCÍCIOS



1. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salomão?

R. O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriormente, eles foram compilados pelos homens desse rei (Pv 25.1).



2. Embora pertença ao mesmo gênero literário de sabedoria judaica, qual a diferença entre Eclesiastes e Provérbios?

R. Diferentemente de Provérbios, Eclesiastes apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.



3. Além de louvores e orações, o que os livros poéticos mostram?

R. Muito da sabedoria do povo de Israel.



4. Cite pelo menos três objetivos propostos na introdução do livro de Provérbios.

R. Conhecer a sabedoria, a instrução; entender as palavras da prudência; adquirir sábios conselhos.



5. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico. Para nós, o que eles falam hoje?

R. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I



Subsídio Bibliológico



“Livros da Sabedoria

São considerados livros da sabedoria três dos livros poéticos: Jó, Provérbios e Eclesiastes, embora Jó seja realmente um livro de espécie única.

Essa classificação é baseada no fato de tratarem esses três livros dos problemas que mais interessam à humanidade. Jó trata do problema do sofrimento, Provérbios, do problema do dever moral, e Eclesiastes, do problema da felicidade.

Os livros chamados de Sabedoria são diferentes da literatura profética de Israel porque expressam melhor a filosofia dos pensadores do que as determinações das mensagens de Jeová. Não se encontra neles a frase: ‘Assim diz o Senhor’, quando falam dos problemas da vida e das conclusões dos homens.

Os sábios anunciaram as verdades como um tratado de filosofia moral, usando palavras de profundeza mais elevada do que seus conhecimentos, de modo que só tempos depois é que puderam ser interpretadas.

Provérbios e Eclesiastes apresentam principalmente esse fato” (MELO, J. L. Eclesiastes versículo por versículo. RJ: CPAD, 1999, p.12).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II



Subsídio Lexicográfico



“Sabedoria [de Cristo]

Embora no Antigo Testamento a sabedoria seja personificada no livro de Provérbios e mostrada como tendo existido eternamente em Deus (Pv 8.22-30), ela é centrada em uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo (1Co 1.30; Cl 2.2,3; cf. Lc 11.49).

Cristo, em sua natureza humana, cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Como resultado os homens perguntaram, ‘Donde veio a este a sabedoria’ (Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém maior que Salomão estava ali (Mt 12.42). O apóstolo Paulo escreve que Ele é o poder e a sabedoria de Deus, destacando que a vida e a morte de Cristo eram o sábio plano de salvação de Deus (1Co 1.24).

Os gregos, com sua filosofia, buscavam a sabedoria (1Co 1.22) e produziram grandes homens como Platão e Aristóteles, mas não vieram a conhecer a Deus. Em contraste, Deus, em sua infinita sabedoria, usou a Palavra da cruz para revelar o modo como o homem pode ser salvo. O evangelho provou ser um tropeço para os judeus, que estavam tentando obter a salvação através das boas obras (Rm 9.30-33); e ‘uma loucura ou insensatez’ (gr. moria, os pensamentos de um simplório, simples demais para ser aceito como o verdadeiro conhecimento da salvação) para os gregos cultos. Os judeus ficavam ofendidos com o pensamento da crucificação, e por serem tão impotentes a ponto de precisarem que alguém morresse pelos seus pecados. Os gregos consideravam a simples fé em uma expiação substitutiva um modo fácil demais para a salvação. Contudo, a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo é o epítome de toda a sabedoria (Ef 3.10), uma vez que ela resolve o maior problema do mundo e do homem, isto é, o pecado” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.1712).


SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO



O valor dos bons conselhos



Neste trimestre, teremos a oportunidade ímpar de estudar os livros de Provérbios e Eclesiastes. São duas pérolas das Sagradas Escrituras. Provérbios nos ensina a viver de modo sábio e Eclesiastes nos mostra o verdadeiro sentido da vida.



O livro de Provérbios

O livro de Provérbios é um verdadeiro compêndio de sabedoria em forma de parábolas. São sentenças curtas, porém carregadas de significados e verdades que foram aprendidas e ensinadas no dia-a-dia dos israelitas. Ao estudar este livro, precisamos observar algumas particularidades importantes:

1. Salomão não foi o único autor dos provérbios, embora ele tenha escrito uma grande parte (cf. 1.1; 10.1; 25.1). O próprio Salomão declara: “... também estes são provérbios dos sábios” (Pv 24.23). Não podemos negar que Salomão foi um dos homens mais sábios do seu tempo e que proferiu 3 mil provérbios (1Rs 4.32), todavia há outros autores das citações, como Agur (Pv 30.1) e o rei Lemuel (Pv 31.1). É importante também observar que seus autores pertenceram a épocas distintas.

2. Os provérbios têm a sua origem nos ditos populares. Todavia, os provérbios bíblicos são breves declarações que expressam os conselhos divinos para nós. Podemos afirmar que cada provérbio é uma parábola resumida e o livro todo é a Palavra de Deus. É Deus falando por intermédio das circunstâncias da vida.

3. Existem várias formas literárias dentro do livro, como, por exemplo, parábolas, poemas, antíteses e comparações.

O propósito do livro é ensinar os leitores a viverem de forma justa, correta e ética. O objetivo é levar as pessoas a expressarem, no seu dia-a-dia, a sabedoria de Deus. Embora o livro também trate das questões corriqueiras da vida, ele é um convite à busca da sabedoria que vem do Alto, a sabedoria divina.



O livro de Eclesiastes

Ao ler Eclesiastes 1.1 e o capítulo 2, não temos dúvida de que Salomão é seu autor. Além disso, tanto a tradição judaica quanto a cristã conferem a autoria do livro a Salomão.

Eclesiastes é um livro biográfico e durante a sua leitura percebemos que não existe uma sequência lógica. A impressão que temos é que os textos foram surgindo de tempos em tempos, como em um diário. É o relato triste de um homem que, embora sábio, viveu parte da sua vida longe de Deus. O propósito é mostrar, e em especial aos jovens, que o sentido da vida não está nos bens materiais, no conhecimento, no prazer, na fama. O verdadeiro sentido da vida está em Deus, o Criador.

sábado, 24 de agosto de 2013

ESCATOLOGIA – APOCALIPSE - Prof. Eliseu Pereira

CURSO ESCATOLOGIA II – APOCALIPSE
Prof. Eliseu Pereira

LIÇÃO 1 – INTRODUÇÃO GERAL

Texto devocional:
“Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17-18)

[1]       Título: apocalupsis (gr. Apokalutw) significa revelação, desvendamento, descobrimento de algo que está encoberto, tirar o véu. 

[2]       Autor e data: apóstolo João, bispo de Éfeso, quando exilado na ilha de Patmos, entre 90-96 d.C., durante o reinado do imperador Domiciano.  

[3]       Contexto histórico:  durante o reinado do imperador Domiciano.  

[4]       Modos de interpretação:


1 – 3
4 – 19
20 – 22
Preterista: a maioria das profecias (ou todas), se cumpriram no passado;
Igrejas históricas;
Simbolismo das condições atuais;
Simbolismo do céu e da terra;
Histórica: as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja, inclusive a Tribulação (pós-milenista e amilenista);
Igrejas históricas;
Simbolismo dos acontecimentos da história: queda de Roma, islamismo papado, Reforma;
O juízo final, milênio, estado eterno;
Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias; as passagens proféticas apenas ensinam idéias ou verdades;
Igrejas históricas;
Simbolismo do conflito entre  bem e o mal;
A vitória do bem;
Futurista: crêem que todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio (pré-milenista);
Igrejas históricas e/ou sete estágios da história da igreja;
A futura tribulação; julgamentos concentrados sobre a igreja apóstata e sobre o anticristo; a vinda de Cristo;
O reino milenar; julgamento dos ímpios mortos; estado eterno;

[5]       Hermenêutica:
a. Bíblia X Jornais: o enfoque é a Palavra de Deus e não as manchetes de jornais;  
b. Simbologia: necessidade de separar o que linguagem simbólica da literal;
c. Profecias do AT: muitas porções do Apocalipse são recorrentes nos profetas do Antigo Testamento.
d. Números: três (trindade) – quatro (terra) – seis (imperfeito, incompleto) – sete (perfeito) – dez (plenitude) – doze (governo) -
e. Tempo: “as coisas que em breve devem acontecer” ou o “tempo está próximo”
Esboço:[1]
a. Passado: as coisas que viste (1);
b. Presente: as que são (2-3);
c. Futuro: as coisas que hão de acontecer (4-22); 
i.     Os ímpios serão julgados (4-19)
ii.    Os justos serão abençoados (20-22)
d. Diagrama:





3º QUADRO
Cap 4-11
Céu















1º QUADRO
Cap 1
Jesus 

2º QUADRO
Cap 2-3
Igreja

4º QUADRO
Cap 12-16
Terra

Trombetas
Taças

6º QUADRO
Cap 19-20
Reino 

7º QUADRO
Cap 21-22
Cidade














5º QUADRO
Capítulos 17-18
Mundo Espiritual





“cousas que viste”
“e as que são”
“e as que hão de acontecer depois destas.”













LIÇÃO 2 – A VISÃO DO TRONO, O LIVRO SELADO E OS JUÍZOS

Texto devocional: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” (Carta à Igreja de Éfeso, Ap 2.7)

[1]       Conceitos:
a.   tempo: “as coisas que viste”, “as que são” e “as que hão de acontecer”
b.  já x ainda não: o reino de Deus está entre nós, mas ainda não foi implementado inteiramente.

[2]       Esboço: Apocalipse cap 4-11
a.  Visão no céu: cap 4 e 5;
i.     Deus (cap 4):
(1)                       descrição da glória de Deus (v 2-8a);
(2)                       adoração a Deus: 2 hinos (8b e 11) e narrativa (9-10);
ii.    Jesus (cap 5):
(1)                       descrição da glória de Cristo (v 5-7);
(2)                       adoração a Cristo: 2 hinos (9-10 e 12) e narrativa (11-12a);
iii.  Adoração a Deus e Jesus (cap 5): v 13,14;
b.  Abertura dos selos: cap 6 e 8.1-5
c.   Os servos de Deus: cap 7
i.     144 mil judeus (v 1-8);
ii.    Santos da tribulação (v 9-17);

[3]       Visão do céu:
a.  3ª seção: “mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.”
b.  Trono: poder (relâmpagos, trovões e vozes) e misericórdia (arco-íris);
c.   Personagens:
i.     Deus: primeira descrição do que se assenta no trono. Deus é espírito; aparência não é antropomórfica;
ii.    24 anciãos: são o “Conselho de Deus”; não são anjos; são homens que representam o governo de Deus sobre Israel (12 patriarcas) e sobre a igreja (12 apóstolos). Eles se assentam em tronos (Mt 19.28), usam coroas (Ap 2.10), estão vestidos de branco (Ap 3.4-5).
iii.  4 seres viventes: o pano de fundo são os querubins de Ezequiel (1.5,10; 10.20) e de Isaías (6.2) inclusive com respeito ao cântico.
iv.  Messias que venceu: estava no meio do trono (7.17) como o Leão da tribo de Judá (Gn 49.9-10) e Raiz de Davi (Is 11.1; ver Hb 1.3);
v.    Cordeiro de Deus (Lc 24.26): 7 chifres(onipotente Mt 28.18); 7 olhos (onisciência, cf. Zc 4.10); 7 espíritos (Espírito Santo Jo 16.7; At 2.33).

[4]       Abertura dos selos:
a.  Livro: selado com 7 selos na mão de Deus;
i.     Formato: livro ou rolo de papiro ou pergaminho, geralmente escrito apenas na parte interna;
ii.    Selado: lacre de cera; os selos não indicam o conteúdo do livro, mas ao serem abertos, são acompanhados de juízos;
b.  Selos: do latim sigilus ou segredo; não revelam o conteúdo do livro, mas indicam que o conteúdo será revelado após a abertura dos selos;
i.     7 selos: costume de lacrar um testamento diante de 7 testemunhas que colocavam cada uma seu próprio selo para conferir validade;
ii.    Testamento: a morte de Cristo o qualifica para abrir o livro e mostra que ele tem toda autoridade no céu e na terra. Somente Cristo conhece o conteúdo do livro os acontecimentos atuais e futuros;
iii.  Significado: o rolo é símbolo da promessa do Reino de Deus que será dado em herança ao povo comprado para Deus;
iv.  Herança: 1 Pe 1.4 dá a entender que Deus havia determinado na eternidade dar em herança o seu reino a um povo comprado para si;

[5]       Caixa de texto: Selos  Trombetas   Taças  Relações sugeridas entre selos, trombetas e taças:
a.  arranjo simultâneo: os julgamentos são vistos como ocorrendo simultaneamente, com a repetição mostrando a intensificação dos juízos;


b.  Caixa de texto: Selo ó trombetas ó taças arranjo consecutivo: todos os juízos dos selos, trombetas e taças em seqüência cronológica;

c.   arranjo telescópico: apresenta o 7º selo introduzindo a série de 7 trombetas e sendo explicado por ela; a 7ª trombeta introduz a série de 7 taças e é explicada por ela. Assim, as 7 taças se igualam a 7ª trombeta e as 7 trombetas se igualam ao 7º selo.

7º selo
7ª trombeta



   1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6                  1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6       1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6
            selos                                           trombetas                              taças
 



d.  arranjo consecutivo e posicional: apresenta o 7º selo introduzindo a série de 7 trombetas e as 7 taças, sendo que as trombetas são as causas provocadas no céu e as taças são os efeitos vistos na terra e no mundo espiritual.

Céu
 6 Selos  ►
7º selo

7 trombetas



Terra

7 taças
e


Inferno











7 anos de tribulação



LIÇÃO 3 – A ABERTURA DOS SELOS E OS SERVOS DE DEUS

Texto devocional: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.” (Carta à Esmirna Ap 2.11)

[1]       Abertura dos selos:
a.  Abertura: os selos não revelam o conteúdo do livro, mas liberam as forças que estarão em ação durante o julgamento da grande tribulação: a guerra, a forme e todo tipo de praga que resultará em juízo e morte;
b.  Conteúdo dos selos: pano de fundo em Zacarias 6.1ss;
i.     1º selo: cavalo branco – anti-Cristo ou evangelização do mundo??? A figura do arco nunca está associada a Deus, a Cristo ou à igreja.
ii.    2º, 3º e 4º selos: cavalos – referência a juízo – anjos que recebem poder para causar dano na terra e no mar (7.2)
iii.  5º selo: referência aos mártires da igreja;
iv.  6º e 7º selo: referência ao dia do Senhor e à 2ª vinda de Jesus

c.   Efeitos dos selos:

SELO
DESCRIÇÃO / EFEITOS
1º Selo
Cavalo branco: cavaleiro armado com arco para vencer; conquista
2º Selo
Cavalo vermelho: cavaleiro armado com espada para tirar a paz da terra; guerra
3º Selo
Cavalo preto: cavaleiro com uma balança indicando fome, escassez e carestia; escassez e crise econômica
4º Selo
Cavalo amarelo: cavaleiro chama Morte tem poder para matar ¼ da população da terra (guerras, fome, peste e feras); mortandade
5º Selo
Visão dos mártires: promessa de vingança; justiça
6º Selo
Terremoto, efeitos no sol, na lua e nas estrelas; o céu se abre e há forte abalo na terra, nas ilhas e nos mares; pânico entre as nações;
7º Selo
Silêncio no céu

d.  Comparação com Sermão Profético:

Mateus 24
Apocalipse 6
v. 4-5 – falsos cristos e engano;
cavaleiro armado com arco para vencer; conquista
v. 6-7 – guerras e rumores de guerras; nação contra nação, reino contra reino;
espada para tirar a paz da terra; guerra
v. 7 – fome;
fome, escassez e carestia;
V 8 – guerra, fome e terremotos em vários lugares;
Morre ¼ da população da terra (guerras, fome, peste e feras);
9-13: perseguição, martírio, ódio, traição e falsos profetas e apostasia
Visão dos mártires: promessa de vingança; justiça
29-31: “o sol escurecerá , e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.”
12-17: efeitos no sol, na lua e nas estrelas; o céu se abre e há forte abalo na terra, nas ilhas e nos mares; pânico entre as nações;


[2]       Os servos de Deus:
a.  Povo comprado para Deus (5.9): costume de resgatar escravo para uma divindade perante a qual o preço era pago; a expressão “tribo, língua, povo e nação” aquela altura era profética quanto à expansão do reino de Deus;

b.  Os 144 mil selados em Ap 7.1-8:
i.     Cenário: terra
ii.   Origem: tribos de Israel nacional
iii. Identidade: judeus remanescentes que se converterão a Cristo
iv.  Relação com igreja: Israel distinto da igreja ou símbolo da igreja?
v.    Selo de Deus: contraste com a marca da besta; não sofrem os danos no juízo de Deus sobre a terra durante a grande tribulação;

c.   Os 144 mil selados em Ap 14.1-5:
i.     Cenário: estão no céu diante do Cordeiro (v.1), junto com o seres viventes e dos anciãos (v.3), selados com o nome de Deus e de Cristo e cantam um novo cântico exclusivo (v 3.b);
ii.    Origem: comprados da terra (v. 3.c);
iii.  Identidade: homens puros e virgens, sem mácula, redimidos dentre os homens e primícias para Deus e para o Cordeiro (v.4,5);

d.  Santos da tribulação (7.9-17):
i.     Cenário: céu
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: salvos crentes em Cristo;
iv.  Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;

e.  Cântico de Moisés (15.1-4):
i.     Cenário: céu
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: vencedores da besta, da sua imagem e do número do nome;
iv.  Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;

f.    Numerosa multidão (19.1-10):
i.     Cenário: estão no céu, junto com o seres viventes e anciãos (v 1, 4, 5);
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: a noiva do Cordeiro formada por todos os servos de Deus; Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;
 
AS SETE BEM-AVENTURANÇAS NO APOCALIPSE

1)      Bem-aventurado os que lêem e os que ouvem e guardam a profecia deste livro (1.3).
2)      Bem-aventurado os mortos, que morrem no Senhor (14.13).
3)      Bem-aventurado aquele que vigia (arrebatamento) – (16.15).
4)      Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro (19.9).
5)      Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição (20.6).
6)      Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro (22.7).
7)      Bem-aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro (22.14).


LIÇÃO 4 –  O JUÍZO DAS TROMBETAS E DAS TAÇAS

Texto devocional: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (Carta à Igreja de Pérgamo, Ap 2.17)

[1]       Revisão:
a.  1º selo: cavalo branco – anti-Cristo;
b.  2º, 3º e 4º selos: cavalos – referência a juízo: guerra, fome, morte; 
c.   5º selo: referência aos mártires da igreja;
d.  6º selo: referência ao dia do Senhor e à 2ª vinda de Jesus;

[2]       Abertura do 7º Selo:
a.  há silêncio no céu: manifestação de expectativa e reverência; 
b.  7 anjos recebem 7 trombetas: anunciam os julgamentos de Deus;   
c.   orações dos santos:  são oferecidas no altar de ouro e o incenso é lançado sobre a terra provocando trovões, vozes, relâmpagos, e terremotos;
d.  selos: as forças liberadas pela abertura dos selos estarão em ação durante o juízo das trombetas e das taças;

[3]       Trombetas:
a.  dividem-se em 2 grupos:
i.     as quatro primeiras atingem a natureza;
ii.    as três últimas (também chamadas de ais) atingem os homens ímpios “os que moram na terra" (3.10; 6.10; 11.10; 13.8; 17.2);
b.  características: atingem cerca de 1/3 do alvo; tem o objetivo de julgar e produzir arrependimento;
c.   relação com pragas do Egito: figura do juízo de Deus sobre os ímpios - água se transformam em sangue; escuridão;

[4]       Efeitos das trombetas:
a.  1ª trombeta: atinge a terra e queima 1/3 da vegetação da terra;
b.  2ª trombeta: atinge o mar; mata 1/3 da vida marinha e 1/3 dos navios;
c.   3ª trombeta: atinge 1/3 da água doce; mata muitas pessoas (ver Jr 9.15);
d.  4ª trombeta: atinge 1/3 do sol, da lua e das estrelas; produz escuridão; a luz do dia diminuirá para cerca de 16 horas;
e.  5ª trombeta (1º ai): um anjo abre o abismo e libera seres que têm poder de ferir os homens que adoram a besta durante 5 meses; (Lc 10.19; Jl 2.4-10);
f.    6ª trombeta (2º ai): atinge o Rio Eufrates e solta 4 anjos malignos, líderes de um exército demoníaco de 200 milhões que matam 1/3 dos ímpios (9.15) por meio de fogo, fumaça e enxofre;
g.  7ª trombeta (3º ai): o reino de Cristo é anunciado; adoração e louvor; 



QUADRO COMPARATIVO DAS TROMBETAS E DAS TAÇAS:

 

TROMBETA
ALVO
EFEITOS

EFEITOS
ALVO
TAÇA
1ª trombeta
saraiva e fogo sobre a Terra;
queimou 1/3 terra, vegetação (árvores e ervas);
Úlceras malignas e perniciosas
Terra e adoradores da besta
1ª taça
2ª trombeta
grande montanha em chamas cai no mar;
1/3 da águas se tornam sangue; morre 1/3 da vida marinha; destrói 1/3 das embarcações;
As águas do mar se tornam em sangue e mata toda a vida marinha
Mar
2ª taça
3ª trombeta
Grande estrela em chamas cai sobre rios e água doce;
1/3 se torna absinto; morte de muitas pessoas;
As águas se tornam em sangue
Rios e fontes de água doce
3ª taça
4ª trombeta
Fere o 1/3 do sol, lua e estrelas;
1/3 do dia e da noite na escuridão;
Queimar os homens com intenso calor; blasfêmias;
sol
4ª taça
5ª trombeta – 1º ai
Anjo solta seres ferozes do abismo;
Ferir os homens que não têm o selo de Deus por 5 meses sem matar;
Escuridão e os homens remordiam a língua de dor; blasfêmias;
Trono da besta
5ª taça
6ª trombeta – 2º ai
Soltos os quatro anjos do Eufrates: fogo, fumaça e enxofre;
200 milhões de soldados matam 1/3 dos homens; os demais não se arrependem;
Reis do oriente: ajuntam os reis para a batalha do Armagedom 
Eufrates
6ª taça
7ª trombeta – 3º ai

Louvor e adoração; abre-se o santuário de Deus; relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada; 
relâmpagos, vozes, trovões, grande terremoto destrói muitas cidades; grande saraivada 
Ar
7ª taça


LIÇÃO 5 – AS BESTAS DO APOCALIPSE

Texto devocional: E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à igreja de Tiatira – Ap 2.26-29)

[1]       Glossário:
a.  Besta: no sentido escatológico é um domínio, conforme as visões de Daniel.
b.  Cabeça: também significa domínio, mas talvez em um sentido mais específico;
c.   Chifre: a pessoa do dominador; um rei; um tirano;
d.  Mulher: cidade, ou sistema político e / ou religioso;
e.  Dragão: o diabo

[2]       Descrição das bestas:
Besta do mar (Ap 13)
Besta da terra (Ap 13)
Besta do abismo (Ap 17)
7 cabeças, 10 chifres e 10 diademas (v.1)
2 chifres de cordeiro (v.11)
Vermelha (v.3), 7 cabeças, 10 chifres (v. 3,7)
Semelhante ao leopardo, pés de urso e boca de leão
--
--
Dragão: dá poder, trono e grande poderio
Dragão: fala como ele (v.11)
--
Poder sobre tribo, língua e nação
Exerce todo o poder da besta do mar (v. 12)
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1 nome de blasfêmia sobre as cabeças (v. 1)
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Corpo cheio de nomes de blasfêmias (v. 3)
Boca profere grandes coisas e blasfêmias contra Deus, guerra contra santos (v. 5, 6)
promove adoração à besta do mar (v.12, 14) obriga sob pena de morte (15-17)
--
Tempo de atuação: 42 meses
Faz grandes sinais, desce fogo do céu; engana
--

[3]       Besta do mar / abismo:
a.  Fundo profético: a visão dos animais em Daniel:
i.     4 animais (leão, urso, leopardo e um animal terrível) sendo que o leopardo tem 4 cabeças, totalizando 7 cabeças (7.1-8);  
ii.    o animal terrível: tem 10 chifres; 1 pequeno chifre cheio de olhos derruba três chifres; ele tem uma boca que fala grandes coisas;
b.  Identidade: em sentido amplo é o sistema de governo mundial; mas é também o ‘iníquo’, homem da perdição” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2:3-8);
c.   Mar: representa os povos, multidões, nações e línguas (17.15)
d.  Cabeças: representam poderes;
i.     7 montes: sobre os quais a cidade está assentada – Roma (17.9);
ii.    7 reis: 5 reis já caíram (Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia, Grécia), 1 está presente (Roma) e outro virá e durará pouco tempo (Anticristo) (17.10);
e.  10 chifres: representam 10 reis que reinarão com a besta por 1 hora, se voltarão contra meretriz e a destruirão;
f.    Besta que era, não é mas virá (17.7-8): a própria besta é o oitavo rei; é dos 7 reis e caminha para a destruição

[4]       Besta da terra:
a.  Identidade: falso profeta (16.13; 19.20; 20.10); é um homem e não um sistema;
b.  Terra: Palestina??
c.   2 chifres: exerce dupla autoridade – política e religiosa ?
d.  Número da besta: controle total – “pequenos e grandes, ricos e pobres’;
e.  Significado: o que o nome e o número da besta significam será conhecido dos santos que estiverem na terra na época em que a besta estiver aqui em pessoa. De uma coisa temos certeza: ninguém na terra atualmente tem sabedoria suficiente para compreender o número da besta. [2]

[5]       Meretriz:
a.  Identidade: a grande Babilônia que domina sobre os reis da terra (17.18);
b.  Mulher: vestes: vestida de vermelho e púrpura; adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; cálice de ouro com abominações e da imundícia da prostituição; tem escrito na testa “Mistério, a grande Babilônia, mãe das prostituições e abominações da terra”; está embriagadacom o sangue dos santos e testemunhas de Jesus.
c.   Este sistema religioso dará sustentação ao governo do Anticristo;

[6]       A visão da mulher no céu:
a.  Mulher:
i.    Identidade: judeus? Maria? Cristandade?
ii.    Visão: vestida com o sol, com a lua sob os pés, uma coroa de 12 estrelas na cabeça, grávida em trabalho de parto; após o nascimento do filho, a mulher foge para o deserto, e é protegida por 1260 dias;
b.  Filho:
i.     Identidade: ressurreição de Cristo? ou  arrebatamento da igreja? 
ii.    Visão: arrebatado por Deus para o seu trono e reinar sobre as nações
c.   Dragão:
i.     Identidade: Satanás, diabo e acusador
ii.    Visão: não consegue atingir o filho da mulher e persegue a sua descendência. É derrotado por Miguel e lançado sobre a terra.
d.  Interpretações:
i.     A mulher representa Israel (povo judeu) do qual descende o Cristo. O varão então representa Cristo em seu ministério terreno. O arrebatamento para Deus é a ascensão de Cristo após a ressurreição. Satanás perseguirá os judeus, mas  estes serão poupados por Deus.
ii.    Por coerência, se a meretriz representa o sistema religioso, a mulher representa outro sistema – a cristandade; o filho varão representa os cristãos verdadeiros que serão arrebatados para o trono de Deus (ver Ap 3.21 quando diz que o vencedor se assentará com Cristo em seu trono). O diabo imporá terror à igreja porque não sabe a hora do arrebatamento, mas Deus livrará os escolhidos. A descendência da mulher – restante dos cristãos – serão poupados e salvos por um período de tempo (3,5 anos e meio).

[7]       Duas testemunhas:
a.  Identidade: os dois ungidos Moisés e Elias (ver Zacarias)
b.  Tempo de atuação: 1260 dias (=42 meses)
c.   Poder: poder de reter chuva e amaldiçoar as águas e outras pragas
d.  Morte e ressurreição: serão mortos pela 1ª besta em Jerusalém – haverá comemoração em todo o mundo;
e.  Ressurreição: sobem ao céu
f.    Terremoto: cai a décima parte da cidade e mata 7 mil homens
g.  Glória: Pessoas dão glória a Deus






LIÇÃO 6 – O ANTICRISTO E A BABILÔNIA

Texto devocional: O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à igreja de Sardes – Ap 3.1-6)

[1]       Glossário:
a.  Besta: no sentido escatológico é um domínio, conforme as visões de Daniel.
b.  Cabeça: também significa domínio, mas talvez em um sentido mais específico;
c.   Chifre: a pessoa do dominador; um rei; um tirano;
d.  Mulher (prostituta): cidade, ou sistema político e / ou religioso;

[2]       Besta do mar – o Anticristo:
a.   Identidade:
i.     em sentido amplo é o sistema de governo mundial;
ii.    em sentido estrito é também o ‘iníquo’, homem da perdição” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2:3-8); tentará sentar-se no trono de Deus como se fosse deus (2 Ts 2.4); será um homem dotado de inteligência e capacidade de persuasão (Dn 7:8, 20; 8:23)
b.   Interpretação:
i.     um sistema político que envolve 7 ou 10 reinos, encabeçado por um líder anticristo; ele eliminará 3 reis para chegar ao poder (Dn 7.8,24);

[3]       Besta da terra:
a.   Identidade: falso profeta (16.13; 19.20; 20.10); é um homem e não um sistema;
b.  Interpretação: um líder religioso que promove o culto à primeira besta;
i.     um sistema religioso que blasfema contra Deus e exige adoração; persegue os “santos”; proferirá grandes coisas (Dn 7.20; 11.36);
ii.    um sistema econômico: controle do comércio e do abastecimento; identificação com a adoração à besta;

[4]       Descrição da besta e da meretriz:
a.  Besta do abismo: é a mesma besta do mar (Ap 13) - vermelha (v.3), 7 cabeças, 10 chifres (v. 3,7), corpo cheio de nomes de blasfêmias (v. 3);
b.  Meretriz:
i.     montada sobre a besta do abismo,
ii.    vestida de vermelho e púrpura; adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; tem na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundícia da prostituição (17.4);
iii.  tem escrito na testa “Mistério, a grande Babilônia, mãe das prostituições e abominações da terra” (17.5);
iv.  está embriagada com o sangue dos santos e testemunhas de Jesus (17.6);



[5]       Besta do abismo:
a.  Besta era, não é mas virá (17.7-8): a própria besta é o oitavo rei; é dos 7 reis e caminha para a destruição (17.8,11); será admirada pelos ímpios (17.8)
b.  Cabeças: representam poderes;
i.     7 montes: sobre os quais a cidade está assentada – Roma (17.9);
ii.    7 reis: identidade controvertida – seriam os impérios mundiais: 5 reis já caíram (Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia, Grécia), 1 está presente (Roma) e outro virá e durará pouco tempo (Anticristo) (17.10);
c.   Chifres: são 10 reis que entregam seu governo à besta;

[6]       Meretriz - A Grande Babilônia:
a.  Identidade: a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17.18);
b.  Roma ou Jerusalém: Jerusalém é retratada como prostituta pelos profetas;
c.   Mar: representam os povos, multidões, nações e línguas;
d.  Relação com o anticristo: dá sustentação ao sistema político-religioso do anticristo, mas afinal é destruída por ele (17.16,17);
e.  Babilônia: relação com todos os reis da terra e comércio mundial (18.3);
f.    Julgamento e queda:
i.     Juízo repentino: em um só dia (18.8) em uma hora (18.10, 17, 19);
ii.    Ver advertência de Paulo: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Ts 5.3);
iii.  flagelos: morte, pranto, fome e fogo enviados da parte de Deus (18.8);
iv.  grande comoção e impacto sobre os países (18.9), sobre o comércio (18.11-13); sobre o meios de transporte (18.17,19);
v.    ruínas: morada de demônios e covil de espíritos imundos (18.2, 14);





LIÇÃO 7 – A VINDA DE JESUS E OS JULGAMENTOS

Texto devocional: Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à Igreja de Filadélfia 3.11-13).

[1]       Revisão:
a.  Besta do mar: era, não é, mas virá; 7 cabeças e 10 chifres; blasfêmia; perseguição contra os que não aceitam adorar;
b.  Meretriz: Babilônia, a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17.18);
c.   Julgamento e queda:
i.     Juízo repentino: em um só dia (18.8) em uma hora (18.10, 17, 19);
ii.    Paulo: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Ts 5.3);
iii.  Cântico (18.20): Deus julgou a causa dos profetas e cristãos perseguidos;
iv.  Pedra da mó (18.21-24): lançada ao mar, desaparecimento;

[2]       Bodas do Cordeiro (19.1-10):
a.  Cânticos (19.1-2;3;4;5;6-7):
b.  Esposa: pronta para as bodas – vestida de linho fino, puro e resplandecente; 
c.   Linho fino: obras de justiça dos santos (19.8);

[3]       Vinda de Jesus (19.11-21):
a.  Visão do Senhor Jesus:
i.     Aspecto: montado em um cavalo branco (19.11); olhos como chama de fogo (19.12); muitos diademas na cabeça (19.12b); veste salpicada de sangue (19.13a);
ii.    Título: Fiel e Verdadeiro (19.11b); nome desconhecido (19.12c); chamado Palavra de Deus (19.13b); Rei dos reis e Senhor dos senhores (19.16);
iii.  Juízo: julga e peleja com justiça (19.11c); espada afiada: instrumento de justiça e juízo contra os ímpios (19.15); pisa o lagar da ira de Deus (19.15.b); 
b.  Exércitos do céu: seguem o Senhor Jesus, montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro (19.14);

[4]       Visão do julgamento:
a.  Convocação (19.7-18): figura de vitória em batalhas; 
b.  Armagedom: exércitos reunidos para a batalha sob o comando da besta e do falso profeta (19.19); eles são presos e lançados no lago de fogo (19.20); os demais são mortos pela Palavra de Deus (19.21);
c.   Textos paralelos: “e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Isaías 11.4); “a quem [anticristo] o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts 2.8); 
d.  Satanás: é preso por mil anos (20.1-3); sua atuação é limitada e não pode enganar e agir;

[5]       Milênio:
a.  Visões:
i.     Amilenista: o milênio é simbólico e representa o reino de Cristo; 
ii.    Pós-milenista: o reino de Cristo começou com a ascensão de Cristo;
iii.  Pré-milenista: o milênio coincide com a prisão de satanás; 
b.  Definição: O Milênio é o período de 1000 anos em que Cristoreinará sobre a terra, dando cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.
c.   Designações: O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus” (Lc 19.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério” (At 3.19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).
d.  Textos bíblicos: reino de paz e comunhão sobre a Terra (Is 1:25-31; 2:1-22; Jr 23:5-8; Mq 4:1-4; Ez 34:11-24; Zc 14:1-21; Jo 3:5; Ap 12:10).
e.  A Bíblia deixa claro que Jesus será o Rei dos judeus e se assentará literalmente no trono de Israel (Lucas 1:32-33), cumprindo literalmente a promessa feita a Davi (Salmos 89:3-4).
f.    Governo:
i.     Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16)
ii.    Seu caráter: Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
iii.  Sua capital será Jerusalém (2.3).
g.   População: a nação israelense continuará existindo fisicamente (sem corpos glorificados) e muitas nações continuarão existindo, sob o governo do Mestre, mesmo aquelas que subirão contra Jerusalém (Zc 14:16; Ez 36:33-36).
h.  Relação com Satanás: Durante este período Satanás estará acorrentado, sendo liberto ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.

[6]       Batalha final (Ap 20.1.10)
a.  Soltura de Satanás: “é necessário que seja solto por um pouco de tempo” (Ap 20.3b); seduzirá as nações para a batalha final contra os santos;
b.  Batalha final: aliança de nações rebeldes contra o povo de Deus; eles são destruídos por intervenção de Deus (Ap 9.10);
c.   Condenação de Satanás: ele é lançado no lago de fogo (Ap 20.10; Mt 25.41; ver Is 14.10, 15, 24-27: “Tu também como nós estás fraco? e és semelhante a nós?...).

[7]       O Julgamento dos Mortos Não-Redimidos:
a.    Textos: Ap 20.11-15
b.  Tempo: Depois do Milênio.
c.    Lugar: Perante o Grande Trono Branco.
d.   Juiz: o Pai confiou todo julgamento ao Filho (Jo 5.22); Cristo foi constituído como juiz de vivos e mortos (At 10.42; 2 Tm 4.1); Paulo diz que Deus julgará o mundo com justiça por meio de Cristo (At 17.30-31);
e.  Réus: a terra e os céus (fim da velha ordem); as obras da terra (1 Pe 3.10-11); anjos caídos (Jd 6) e todos os mortos (Ap 20.12-13); todos os não-salvos desde o principio da humanidade.
f.    Juízo: quem não crê já está sumariamente julgado (Jo 5.38);
g.  Base: O que faz serem julgados é a rejeição da salvação em Cristo, mas o fogo do juízo é a demonstração de que pelas próprias más obras merecem a punição eterna.
h.   Resultados: O lago de fogo, segunda morte: a primeira morte é a morte física; a segunda morte é espiritual – condenação eterna (Ap 20.15);
i.    Livros: livro das obras de cada um e o livro da vida do Cordeiro (21.27);

[8]       Ressurreições
 
Ressurreição dos Justos: (Lc 14.14; Jo 5.28,29)
i.     Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no arrebatamento da igreja (1Ts 4.16).
ii.    Inclui os salvos durante o período da tribulação (Ap 20.4).
iii.  Inclui os santos do A.T. (Dn 12.2 - Alguns crêem que serão ressuscitados no arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda). Todos estes são incluídos na primeira ressurreição.
b.  Ressurreição dos Ímpios: Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda ressurreição resulta na segunda morte para todos os envolvidos.

[9]       Nova Jerusalém (Ap 21.1-22.5)
a.  Nova ordem: fim da velha ordem e início da nova ordem – novo céu e nova terra; Deus diz a João: ”eis que faço novas todas as coisas” (21.5); “esperamos novos céus e nova terra nos quais habita justiça” (2Pe 3.13);
b.  Mar: símbolo de luta e dominação, de mistério e perigo; por outro lado, diz que todas as coisas são recriadas (21.5);
c.   Cidade santa: assim como Babilônia é símbolo do sistema conta Deus, assim Jerusalém é símbolo da habitação de Deus e seu povo;
d.  Tabernáculo de Deus: Deus habitará com os homens – este é ponto máximo da bendita esperança cristã; “contemplarão a sua face” (22.4);
e.  Cidadãos dos céus: os vencedores têm acesso, mas há lista de pessoas que não têm permissão para entrar (ver 21.8; 22.15; ver Salmos 15);
f.    Descrição da cidade(21.9-22.5): a glória da Jerusalém celestial; suas medidas, portas e fundamentos;
g.  Templo: não há templo na cidade, porque Deus habita com os homens (21.22) e os santos contemplarão a sua face (22.4);
LIÇÃO 8 – REVISÃO GERAL

Texto devocional: Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Carta à Igreja de Laodicéia, Ap 3.20-22)

[1]       Esquema: pré-tribulacionista / pré-milenista



[2]       Legenda:



1
Revelação do Anti-Cristo
Arrebatamento
Batalha no céu:
Satanás lançado na terra
2
Trono de Cristo
Bodas do Cordeiro
3
tempo indefinido
santos da tribulação
6 selos
4
70ª Semana de Daniel
5
1ª parte – 3,5 anos:
Tribulação
início: aliança com o Anticristo
Encarnação de Satanás
6
2ª parte – 3,5 anos: 
Grande Tribulação
Rompimento da aliança
Abominação desoladora
Ministério das 2 testemunhas:
- morte e ressurreição
7º selo: 7 trombetas e 7 taças
7
Segunda Vinda de Jesus

8
Batalha do Armagedom
Derrota do Anticristo

9
Satanás é preso
Milênio
Julgamento dos vivos
10
Fim do Milênio:
Satanás é solto
Última batalha: Gogue e Magogue
Satanás é lançado no lago de fogo

11
Trono Branco: julgamento dos mortos
12
Lago de fogo
13
Eternidade








[3]       Bênçãos e exortações finais
a.  “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.” (Ap 22.7)
b.  “Continue o injusto fazendo injustiça; continue o imundo ainda sendo imundo;  o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.” (Ap 22.11)
c.   “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22.12)
d.  “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20)



NOTAS BIBLIOGRÁFICAS E LEITURAS RECOMENDADAS:
ALEXANDRE, Marcos. Notas introdutórias às cartas de 1ª, 2ª e 3ª de João e Apocalipse; acessado no site http://www.icegob.com.br/marcos/EpJOeAP.pdf
BAPTISTA. Walter Santos. O Apocalipse; acessado no site http://www.scribd.com/doc/23221954/Walter-Santos-Baptista-O-APOCALIPSE
BLOOMFIELD, Arthur E. O Futuro glorioso do Planeta Terra - as profecias do Apocalipse. Belo Horizonte: Editora Betânia, 1974. 
Coelho Filho, Isaltino Gomes. O Apocalipse de João; acessado no site http://www.isaltinogomes.com/2007/09/o-apocalipse-de-joao.
FERREIRA. João Cesário Leonel Estudos no livro do Apocalipse; acessado no site http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/estudosapocalipse.htm
GENTRY Jr, Kenneth L.. “A importância da carta do Apocalipse” in Beast of Revelation, cap. 8. Disponível no site www.monergismo.com.
HARBIN, Chrístopher B. Escatologia: Estudo Teológico das Coisas Finais (Vida além-túmulo, Parousia, Ressurreição, Julgamento, Fim do Mundo e o Apocalipse). Porto Alegre: Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul, 2006; acessado no site http://www.theotrek.org/resources/br/Escatologia.pdf.
HENDRIKSEN, William. Mais que Vencedores – Interpretação do Livro de Apocalipse, 1ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1987.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento, 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
LADD, George. Apocalipse. Introdução e Comentário, 5ª reimpressão. São Paulo: Edições Vida Nova, 1996.
LOCKYER,   Herbert. Apocalipse: o Drama dos Séculos, 3ª ed. Miami, Flórida: Editora Vida, 1988.
MCDOWELL, Eduward A. Apocalipse – Sua Mensagem e Significação. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1960.
PINHEIRO, Jorge. A esperança escatológica; acessado no site http://miriamz.sites.uol.com.br/Escatologia/Esperancaescatologica.htm.
POHL, Adolf. Apocalipse de João I. Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2001.
ROPE, David. Apocalipse. A verdade para hoje; acessado em http://www.biblecourses.com/Portuguese/NewTestament.aspx
SILVA, Mauro Clementino da. Análise Escatológica do Apocalipse de João, 1ª ed. Editora não identificada, 1994.




[1] Baseado no livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”, de Arthur Bloomfield. Editora Betânia.

[2]              Lockyer Herbert. Apocalipse: O Drama dos Séculos. Miami, Flórida EUA: Ed. Vida, 1982, pp. 141-142.