INVISTA NO REINO DE DEUS ONDE ESTÁ TEU TESOURO AI ESTA TAMBÉM O SEU CORAÇÃO

terça-feira, 8 de janeiro de 2013




Lição 3
2 0 de Janeiro de 2 0 1 3
A L o n g a Se c a
So b r e Is r a e l
^ "E 5e o mew que se cham a pelo
m eu nome, se hum ilhar, e ora r, e b u sca r
a m inha face, e se co n verter dos seus
m aus cam inhos, então, eu ouvirei dos
céus, e perdoarei os seu s pecados, e
sa ra re i a su a te rra ” (2 C r 7.14).
V E R D A D E P R A T IC A
£ A longa seca sobre Israel teve como
| objetivos disciplinar e demonstrar a
Ê soberania divina sobre os homens.
--XJ
m m
•ot
L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - 1 R s 18.21
O que motivou a estiagem
T e r ç a - 1 R s 1 8.2
As consequências da estiagem
Q u a r t a - 1 R s 1 8 .3 9
FL. As lições deixadas pela estiagem
l '-- Q U in ta - 1 7 .4 ; 18.1 3
As provisões de Deus durante a
estiagem
r
rrjg&t I
S exta - 1 R s 1 7 .1 ; 18.1
■7. O lugar da profecia na estiagem
S á b a d o - T g 5.1 7 ,1 8
A soberania de Deus na estiagem
: -
j ç õ e s Bíb l ic a s 17
IN T E R A Ç Ã O
“Faze-nos regressar outra vez do cativeiro,
SENHOR, como as correntes do Sul [como
as torrentes no Neguebe - ARA]". Esta é
uma porção do Salmo 126. O povo de
Israel está alegre por ter sido liberto do
cativeiro através do decreto do rei Ciro.
Então, eles se lembraram de Jerusalém .
Muros caídos e Templo em escombros, por
isso clamaram: ‘Faze-nos regressar outra
vez do cativeiro, SENHOR.” A imagem que
eles tinham era a da região do Neguebe
que todo o ano ficava em sequidão. Mas
pelo menos uma vez por ano havia chuvas
torrenciais e a região enchia-se de águas.
Logo após, o rio no Neguebe baixava
e com eçavam brota r flores. O deserto
tornava-se pastos verdejantes. Entãor o
povo pede em canção: Restaura-nos “como
as torrentes no Neguebe (ARA)’’. Professor,
Deus pode mudar a nossa sorte e transfor-
^mar o nosso “deserto" em jardim florido.
L E IT U R A B ÍB L IC A
EM CLASSE
1 Reis 18.1-8
1 - E su ce d e u que, d ep o is de
m u ito s d ia s, a p a la v ra do S E NHOR
veio a E lia s no te rce iro
ano, d iz e n d o : Vai e m ostra -te
a A ca b e , p o rq u e d a re i ch u va
so b re a te rra .
2 - E fo i E lia s m o s tra r- s e a
g A c a b e ; e a fom e e ra e xtre m a
i em S a m a ria .
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1 §5I
3 - E A ca b e cham ou a O b a d ia s,
o m o rd o m o . (O b a d ia s te m ia
m uito ao SEN H O R,
4 - p o rq u e s u c e d e u q u e, d e s tru
in d o Je z a b e l o s p r o fe ta s do
SEN H O R , O b a d ia s tom ou cem
p r o fe ta s , e de c in q u e n ta em
c in q u e n ta o s e sc o n d e u , n u m a
co v a , e o s s u s te n to u co m p ã o
e á g u a .)
5 - £ d isse A ca be a O b a d ia s: Vai
p e la te rra a to d a s a s fo n te s de
ág u a e a todos os r io s ; pode s e r
qu e a ch e m o s e rv a , p a ra que
em vida c o n s e rv e m o s o s c a va
lo s e m u la s e não e ste ja m o s
p riv a d o s dos a n im a is.
6 - E r e p a r t ir a m e n tre s i a
te rra , p a ra p a s sa re m p o r e la ;
A ca b e fo i à p a rte p o r um ca m inho,
e O b a d ia s tam bém fo i á
p a rte p o r o u tro ca m in h o.
7 - E sta n d o , p o is, O b a d ia s j á
em ca m in h o , e is q u e E lia s o
e n c o n tr o u ; e, c o n h e c e n d o -o
e le , p ro s tro u - s e s o b re o s e u
ro s to e d is s e : És tu o m eu s e n
h o r E lia s?
8 - E disse-lh e e le: Eu so u ; vai e
d ize a teu se n h o r: Eis que a q u i
e stá Elias.
O B J E T IV O S
Após esta aula, o aluno deverá estar
apto a:
E x p lic a r o porquê da longa estiagem.
R e la t a r as consequências e lições
deixadas pela seca.
C o n s c i e n t i z a r - s e de que Deus é
soberano.
O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado professor, para iniciar a lição
de hoje é im portante conceituar o
fenôm eno da estiagem ou seca. Reproduza
na lousa o seguinte esquema: (1)
conceito: (2) diferença: (1) Explique
que a seca ou estiagem é um fenôm eno
do clima, causado pela insuficiência de
chuva por um período bem longo. No
entanto (2) há uma diferença entre seca
e estiagem. Estiagem é um fenômeno
climático que ocorre num intervalo de
tem po, já a seca é permanente.
18 Liç o es Bíbi.tcas
IN T R O D U Ç Ã O
A longa se c a predita pelo
profeta Elias e que teve seu fiel
cumprimento nos dias do rei Acabe
(1 Rs 17.1,2; 18.1,2) é citada em
o Novo Testamento pelo apóstolo
Tiago: “Elias [...] orando, pediu que
não ch o vesse, e, por três anos
e seis meses, não choveu sobre
a te rra ” (Tg 5.1 7). A
seca é um fenôm eno
climático e como tal é
imprevisível. Todavia,
no contexto do reinado
de Acabe ela ocorreu
não somente como algo
previsível, mas também
anunciado. Não era um fenômeno
simplesmente meteorológico, mas
profético. Aqui veremos como se
deu esse fato e como ele revela a
soberania de Deus não somente
sobre a história, mas também sobre
os fenômenos naturais.
I - O P O R Q U Ê D A SECA
1. D is c i p l i n a r a n a ç ã o . O
culto a Baal financiado pelo estado
nortista afastou o povo da adoração
verdadeira. O profeta Elias estava
consciente disso e quando confrontou
os profetas de Baal, logo
percebeu que o povo não mantinha
mais fidelidade ao Deus de Israel:
“Então, Elias se chegou a todo o
povo e disse: Até quando coxeareis
entre dois pensamentos? Se o
Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal,
segui-o” (1 Rs 1 8.21). De fato a palavra
hebraica a s ’iph, traduzida como
pen sam entos, mantém o sentido de
am bivalência ou opinião dividida. A
idolatria havia dividido o coração do
povo. Para corrigir um coração dividido
somente um remédio amargo
surtiria efeito (1 Rs 18.37).
2. R e v e la r a d iv in d a d e v e r d
a d e ira . Quando Jezabel veio para
Israe! não veio sozinha. Ela trouxe
consigo a sua religião e uma vontade
obstinada de fazer de seus deuses o
principal objeto de adoração entre
os hebreus. De fato observamos que
o culto ao Senhor foi substituído
pela adoração a Baal e Aserá, principais
divindades dos sidônios (1 Rs
16.30-33). A consequência
desse ato foi uma
total decadência moral
e espiritual. Baal era o
deus do trovão, do raio
e da fertilidade, e supostamente
possuía poder
so b re os fen ô m e n o s
naturais. A longa seca sobre o reino
do Norte criou as condições neces- %
sárias para que Elias desafiasse os
profetas de Baal e provasse que tal §
divindade não passava de um deus |
falso (1 Rs 1 7.1,2; 18.1,2,21,39). |
Deus não precisa provar nada g
para ser Deus, mas os homens cos- ^
tumam responder favoravelmente |
quando suas razões são convenci- ^
das pelas evidências. I
---------------------------------------------------- I
SINOPSE D O T Ó P IC O (1 )
Havia dois motivos majoritários §
para o porquê da seca: disciplinar a |f
nação e revelar o Deus verdadeiro, f,
R E S P O N D A |
1. De a co rd o com a liçã o , co m o a J
se c a c o n trib u iu p a ra a e xe cu çã o £
do p la n o de D e u s? '0
II - OS EFEITO S D A SECA |
1. E s c a s s e z e fo m e . A Escri- *
tura afirma que “a fome era extrema *
em Samaria” (1 Rs 1 8.2). A seca já ■§
s r i t i t ~i~m~irciiwM— iiir iT i • í iiiii m \ m
L iç õ e s Bíb l ic a s 19
P A LA V R A -C H A V E
S e c a :
Tem po se c o ; fa lta
ou c e s sa ç ã o
de ch u va .
s
1
m
v"
3
%
havia provado que Baal era um deus
impotente frente aos fenômenos
naturais e a fome demonstrou à
nação que somente o Senhor é a
fonte de toda provisão. Sem Ele não
haveria chuva e consequentemente
não haveria alimentos. O texto de 1
Reis 1 8.5 revela que até mesmo os
cavalos da montaria real estavam
sendo abatidos. O desespero era
geral. A propósito, o texto hebraico
de 1 Reis 18.2 diz que a estiagem
foi violenta e seve ra . A verdade é
que o pecado sempre traz consequências
amargas!
2« E n d u re c im e n to ou a r r e p
en d im en to . É interessante observarmos
que o julgamento de Deus
produziu efeitos diferentes sobre a
casa real e o povo. Percebemos que
à semelhança de Faraó (Êx 9.7), o
rei Acabe e sua esposa, Jezabel, não
responderam favoravelmente ao
juízo divino. Acabe, por exemplo,
durante a estiagem confrontou-se
com o profeta Elias e o acusou de
ser o perturbador de Israel (1 Rs
I 8.1 7). Quem resiste a ação divina
acaba por ficar endurecido!
Por outro lado, o povo que
não havia dado nenhuma resposta
ao profeta Elias quando questionado
(1 Rs 1 8.21), respondeu favoravelmente
ante a ação soberana do
Senhor: “O que vendo todo o povo,
caiu sobre os seus rostos e disse:
Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é
Deus!” (1 Rs 1 8.39). O Novo Testamento
alerta: “[...] se ouvirdes hoje
a sua voz, não endureçais o vosso
coração” (Hb 3.7,8).
S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )
g Numa esfera material a seca
|í provocou escassez e fome. Mas, do
5 ponto de vista espiritual, arrependimento
para o povo e endurecimento
para os nobres.
R ESPO N D A
2. Cite duas consequências im ediatas
advindas com a seca ,
III - A P R O V IS Ã O
D IV IN A N A SECA
1. P r o v i s ã o p e s s o a l . Há
sempre uma provisão de Deus para
aquele que o serve em tempos
de crise. Embora houvesse uma
escassez generalizada em Israel,
Deus cuidou de Elias de uma forma
especial que nada veio lhe faltar (1
Rs 17.1 -7). A forma como o Senhor
conduz o seu servo é de grande
relevância. Primeiramente, Ele o
afasta do local onde o julgamento
seria executado: “Vai-te daqui” (1
Rs 17.3). Deus julga e não quer
que o seu servo experimente as
consequências amargas desse ju ízo!
Em segundo lugar, o Senhor o
orienta a se esconder: “Esconde-te
junto ao ribeiro de Querite” (1 Rs
1 7 .3 ). Deus não estava fazendo espetáculo;
era uma ocasião de juízo.
Em terceiro lugar, Elias deveria ser
suprido com aquilo que o Senhor
p rovidenciasse: “Os corvos lhe
traziam pão e carne” (1 Rs 17.6).
Não era uma iguaria, mas era uma
provisão divina!
2. P r o v is ã o c o le tiv a . Ficamos
sabendo pelo relato bíblico que
além de Elias, o profeta de Tisbe, o
Senhor também trouxe a sua provisão
para um grande número de pessoas.
Primeiramente encontramos o
Senhor agindo através de Obadias,
mordomo do rei Acabe, provendo
livramento e suprimento para os
seus servos: “Obadias tomou cem
profetas, e de cinquenta em dn-
2 0 L iç õ e s Bíb l ic a s
quenta os escondeu, numa cova, e
os sustentou com pão e água” (1 Rs
18.4). Em segundo lugar, o próprio
Senhor falou a Elias que Ele ainda
contava com sete mil pessoas que
não haviam dobrado os seus joelhos
diante de Baal: “Eu fiz ficar em Israel
sete mil” (1 Rs 1 9.1 8). Deus cuida de
seus servos e sempre lhes provê o
pão diário.
SÍNOPSE D O T Ó P IC O (3 )
Deus mandou provisão para
os profetas em duas perspectivas:
pessoal, ao profeta Elias e coletiva,
aos cem outros profetas.
R ESPO N D A
3. De que form a a provisão divina se
m anifestou duran te a estiagem ?
IV - AS LIÇÕES
D E IX A D A S PELA SECA
1. A m a je s t a d e d iv in a . Há
alguns fatos que devemos atentar
sobre a ação do Deus de Elias, conforme
registrado nos versículos do
capítulo 17 do primeiro livro dos
Reis. Antes de mais nada, a sua
onipotência. Ele demonstra controle
sobre os fenômenos naturais (1
Rs 17.1). Em segundo lugar, Deus
mostra a sua onipresença durante
esses fatos. Elias, ao se referir ao
Senhor, reconheceu-o como um
Deus sem pre presente: “Vive o
Senhor, Deus de Israel, perante
cuja face estou” (1 Rs 17.1). Em
terceiro lugar, Ele é onisciente, pois
sabe todas as coisas, quer passadas,
quer presentes, ou futuras. O
profeta disse que não haveria nem
orvalho nem chuva, e não houve
mesmo! (1 Rs 17.1).
2 = O p e c a d o te m o s e u
c u s t o . Quando o profeta Elias
encontra-se com Acabe durante
o período da seca, Elias responde
ao monarca e o censura por seus
pecados: “Eu não tenho perturbado
a Israel, mas tu e a casa de teu pai,
porque deixastes os mandamentos
do Senhor e seguistes os baalins” (1
Rs 18.1 8). Em outras palavras, Elias
afirmava que tudo o que estava
acontecendo em Israel era resultado
do pecado. O pecado pode ser
atraente e até mesmo desejável,
mas tem um custo muito alto. Não
vale a pena!
SINOPSE D O T Ó P IC O (4 ) |
A estiagem em Israel deixou %
duas grandes lições: a primeira %
é que Deus é majestoso e sobe- %
rano. A segunda, de igual forma
é bem clara: que o pecado cobra ||
a sua conta. p
R E S P O N D A %

4. O que o p ro fe ta a firm a relativo a ||
tudo o que o co rre ra em Isra el? |i
5. Quais lições se podem a p re n d e r J|
a tra vés da seca em Israel?
C O N C L U S Ã O
A longa seca sobre o reino do
Norte agiu como um instrumento
de ju ízo e disciplina. Embora o
coração do rei não tenha dado uma
resposta favorável ao chamamento
divino, os propósitos do Senhor foram
alcançados. O povo voltou para
Deus e o perigo de uma apostasia
total foi afastado.
A fome revelou como é vão
adorar os deuses falsos e ao mesmo
tempo demonstrou que o Senhor é
um Deus soberano! Ele age como
quer e quando quer. Fica, pois a lição
que até mesmo em uma escassez
violenta a graça de Deus revela-se
de forma maravilhosa.
if.
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S?.' ~s,
L iç õ e s Bíb l ic a s 21
V O C A B U L Á R IO
Clim ático: Relativo a clima; condições
meteorológicas (temperatura,
pressão e ventos) característica do
estado médio da atmosfera num
ponto da superfície terrestre.
T o p o g ra fia : Descrição minuciosa
de uma localidade.
T o r r e n c ia l: Em grande quantidade,
abundante.
B IB LIO G R A FIA S U G E R ID A
AHARONI, Yohanan; AVI-YONAH,
Anson F (et al). A t la s B íb lico . 1.
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
MERRIL. Eugene H. H is t ó r ia d e
Is r a e l no A n tig o T e s t a m e n t o :
O re in o de sa c e rd o te s que D eus
co locou e n tre a s n a çõ es. 6.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
SA IBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, n° 53, p.37
A U X ILIO B IB LIO G R Á FIC O I
as■:-á
S u b s íd io Geográfico
“ R e g i õ e s g e o g r á f i c a s d a
p a le s t in a
O terreno da Terra Santa é bastante
variado, principalmente devido
aos fortes contrastes climáticos de
região para região. A principal característica
do relevo da Terra Sanla e da
Síria é a grande fenda que se estende
desde o norte da Síria, atravessando
o vale do Líbano, o vale do Jordão, o
Arabá e o golfo de Elate, até a costa
sudeste da África. Esta fissura divide
a Palestina em ocidental — Cisjordânia
— e a oriental — aTransjordânia.
Há enormes diferenças de altitude
em curtas distâncias. A distância
entre o Hebrom e as montanhas de
Moabe, em linha reta, não passa de
58 quilômetros, embora ao atravessá-
la seja necessária uma descida
de mais de 91 5 metros. Esses contrastes
formam o árido Arabá, na
extremidade do deserto da Judeia,
com suas escarpas irregulares, e,
do lado oposto, os planaltos férteis
e irrigados da Transjordânia. Essas
variações de terreno e clima deram
lugar a padrões extremamente diversos
de povoados na Palestina,
que resultaram em divisões políticas
co rresp o n d en tes na maioria dos
períodos.
Em várias ocasiões, as regiões
mais distintas da Terra Santa são
claramente definidas e listadas na
Bíblia segundo a topografia e o clima
(Dt 1 .7 ;Js 10.40; 1 l . ! 6 ; J z 1.9 etc.)”
(AHARONI, Yohanan; AVI-YONAH,
Anson F (et aí). A t la s B íb lico . 1. ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 14).
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
Disciplinando a nação e revelando
quem era a divindade verdadeira.
2. Fome e escassez.
3. Trazendo provisão pessoal, istoé,
ao profeta Elias e tam bém de forma
coletiva aos cem profetas escondidos
por Obadias.
4. Que tudo o que estava acontecendo
em Israel era resultado do pecado.
5. Resposta pessoal.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lição 2 - ELIAS, O TISBITA


ELIAS E ELISEU: UM MINISTÉRIO DE PODER PARA TODA A IGREJA 

(LIÇÕES BÍBLICAS 1º TRIMESTRE/2013)




Lição 2
13 de Janeiro de 2013

Elias, o Tisbita

TEXTO ÁUREO


"E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras? E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tisbita"
(2 Rs 1.7,8).

VERDADE PRÁTICA


A vida de Elias é uma história de fé e coragem. Ela revela como Deus soberanamente escolhe pessoas simples para torná-las gigantes espirituais.

HINOS SUGERIDOS 84, 336, 340

LEITURA DIÁRIA


Segunda – 1 Rs 18.36
O Deus de Elias
S
Terça – 1 Rs 18.41-45
A fé de Elias
T
Quarta – 1 Rs 17.1
A vocação de Elias
Q
Quinta – 2 Rs 9.35,36
A natureza do ministério de Elias
Q
Sexta – 1 Rs 18.18
A função social do profeta Elias
S
Sábado – Mt 17.10-13
O lugar de Elias nas Escrituras
S

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


I Reis 17:1-7
1 - ENTÃO Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.
2 - Depois veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:
3 - Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
4 - E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.
5 - Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
6 - E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.
7 - E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.


INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos mais detalhadamente os fatos relacionados à vida e à obra de um dos maiores personagens da história sagrada. Elias aparece nas páginas da Bíblia como se viesse do nada. De fato a Escritura silencia sobre a identidade de seus pais e também de sua parentela; diz apenas que ele era tisbita, dos moradores de Gileade! Parece muito pouco para um homem que irá ocupar um grande espaço na história bíblica posterior. Todavia é esse homem enigmático que protagoniza os fatos mais impactantes na história do profetismo de Israel. Isso acontece quando denuncia os desmandos do governo dos seus dias e desafia os falsos profetas que infestavam o antigo Israel. Elias é um modelo de autenticidade e autoridade espiritual a quem devemos imitar.

I. A IDENTIDADE DE ELIAS

1. Sua terra e sua gente. O relato sobre a vida do profeta Elias inicia-se com uma declaração sobre a sua terra e seu povo: "Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade" (1 Rs 17.1). Estas palavras põem no cenário bíblico uma das maiores figuras do movimento profético. Elias era de Tisbe, um lugarejo situado na região de Gileade e a leste do rio Jordão. Esse lugar não aparece em outras passagens bíblicas, mas é citado somente no contexto do profeta Elias (1 Rs 21.17; 2 Rs 1.3,8; 9.36). Elias se tornou muito maior do que o meio no qual vivia. Na verdade, não foi Tisbe que deu nome a Elias, mas foi Elias que colocou Tisbe no mapa! Davi, Pedro, Paulo, também construíram uma história cheia de sentido e significância. Todos nós deveríamos imitá-los e viver de tal modo que a nossa história se tornasse um testemunho para a posteridade.
2. Sua fé e seu Deus. O nome do profeta Elias já revela algo de sua identidade, pois significa Javé é o meu Deus ou ainda Javé é Deus. Elias era um israelita e como tal professava sua fé no Deus verdadeiro que através da história havia se revelado ao seu povo. Com o desenrolar dos fatos vemos o profeta afirmando essa verdade. Por exemplo, quando desafiava os profetas de Baal, Elias orou: "Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo" (1 Rs 18.36). Deus era o Senhor dos patriarcas; da nação de Israel e Elias era um servo dEle! Deus era o Senhor de Abraão, um dos maiores personagens da história bíblica, mas Elias estava consciente de que Ele também era o seu Deus!Assim como Elias, o crente deve saber de forma precisa quem é seu Deus para que dessa forma possa  ter uma fé viva e não vacilante.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Elias era oriundo de Tisbe, lugarejo a leste do Rio Jordão. Seu nome significa "Javé é o meu Deus".



II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS

1. Sua vocação e chamada. A vocação e chamada de Elias foram divinas da mesma forma como foram as vocações e chamadas dos demais profetas canônicos. Esse fato é logo percebido quando vemos o profeta Elias colocar Deus como a fonte por trás de suas enunciações proféticas: "Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou" (1 Rs 17.1). Em outra passagem bíblica Elias diz que suas ações obedeciam diretamente a uma determinação divina (1 Rs 18.36). Somente um profeta chamado diretamente pelo Senhor poderia falar dessa forma. De uma forma geral todo cristão foi chamado para a salvação, porém, alguns foram chamados para tarefas especiais. É a nossa vocação e chamada quem nos habilita para a obra do Senhor.
2. A natureza do seu ministério. A natureza divina e, portanto, sobrenatural do ministério do profeta Elias é atestada pela inspiração e autoridade que o acompanhavam. A história do profeta Elias é uma história de milagres. É uma história de intervenções divinas no reino do Norte. Encontramos por toda parte nos livros de Reis as marcas da inspiração profética no ministério de Elias. Isso é facilmente confirmado pelo escritor bíblico quando se refere à morte de Jezabel (2 Rs 9.35,36). Assim como Elias predisse, aconteceu! Elias possuía inspiração e autoridade espiritual. De nada adianta possuir um ministério marcado pela popularidade e fama se ele é carente de autoridade e poder divino.

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

A inspiração e a autoridade encontradas em Elias denotam a natureza divina do seu ministério.

III. ELIAS E A MONARQUIA

1. Buscando a justiça. Na história do profetismo bíblico observamos a ação dos profetas exortando, denunciando e repreendendo aos reis (1 Rs 18.18). O livro de 1 Reis mostra que o profeta Elias foi o primeiro a atuar dessa forma. Na verdade as ações dos profetas revelam uma luta incansável não somente em busca do bem-estar espiritual, mas também social do povo de Deus. Quando um monarca como o rei Acabe se afastava de Deus, as consequências poderiam logo ser percebidas na opressão do povo. A morte de Nabote, por exemplo, revela esse fato de uma forma muito clara (1 Rs 21.1-16). Acabe foi confrontado e denunciado por Elias pela forma injusta como agiu!
2. A restauração do culto. Como vimos, os monarcas bíblicos serviam tanto de guias políticos como espirituais do povo. Quando um rei não fazia o que era reto diante do Senhor, logo suas ações refletiam nos seus súditos (1 Rs 16.30). A religião, portanto, era uma grande caixa de ressonância das ações dos reis hebreus. Nos dias do profeta Elias as ações de Acabe e sua mulher Jezabel sofreram oposição ferrenha do profeta porque elas estavam pulverizando o verdadeiro culto (1 Rs 19.10). Em um diálogo que teve com Deus, Elias afirma que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Deus verdadeiro e em seu lugar levantado outros altares para adoração aos deuses pagãos. Como profeta de Deus coube a Elias a missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (1 Rs 18.30).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Elias denunciou que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Senhor.

IV. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA

1. No Antigo Testamento. Até aqui vimos que os dois livros de Reis e uma porção do livro das Crônicas trazem uma ampla cobertura do ministério profético de Elias.  O Antigo Testamento mostra que com Elias tem início a tradição profética dentro do contexto da monarquia. Foi Elias quem abriu caminho para outros profetas que vieram depois. Mas Elias não possuía apenas um ministério de cunho profético e social, seu ministério também era escatológico. Malaquias predisse o aparecimento de um profeta como Elias antes "do grande e terrível dia do Senhor" (Ml 4.5).
 2. No Novo Testamento. Em o Novo Testamento encontramos vários textos associados à pessoa e ao ministério do profeta Elias. Jesus identifica João, o batista, como aquele que viria no espírito e poder de Elias (Lc 1.17; Mt 17.10-13). No monte da transfiguração, o evangelista afirma que Elias e Moisés falavam com o Salvador acerca da sua "partida" (Mt 17.3; Lc 9.30,31). Quando o Senhor censurou a falta de fé em Israel, ele trouxe como exemplo a visita que Elias fizera à viúva de Sarepta (Lc 4.24-26). No judaísmo dos tempos de Jesus, Elias era uma figura bem popular devido aos feitos miraculosos, o que levou alguns judeus acharem que Jesus seria o Elias redivivo (Mt 16.14; Mc 6.15; 8.28).

SINÓPSE DO TÓPICO (4)

Com Elias, o Antigo Testamento destaca o desenvolvimento da tradição profética no regime monárquico.

CONCLUSÃO

Os comentaristas bíblicos observam que os capítulos 17-22 do livro de 1 Reis, que cobrem o período do reinado de Acabe, mostram que o declínio religioso termina com arrependimento ou julgamento divino. De fato, observamos que a mensagem profética de Elias visava primeiramente a produção de arrependimento e não a manifestação da ira divina. Isso é visto claramente quando Acabe se arrepende e o Senhor adia o julgamento que havia sido profetizado para os seus dias (1 Rs 21.27-29). Fica, pois, a lição para nós revelada na história do profeta Elias: a graça de Deus é maior do que o pecado e suas consequências.  Fomos alcançados por essa graça!


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI


Subsídio Sociológico
"A Profecia entre os Hebreus
Dos nomes hebreus aplicados aos profetas como representantes de um movimento espiritual em Israel, o termo nabhi' foi, sem dúvida alguma, o mais largamente usado. Originalmente pensava-se que era derivado de uma raiz indicando um 'orador', mas agora é sabido que seu significado básico é 'chamar'. O nabhi' era, portanto, um indivíduo que tinha sido chamado por Deus para algum propósito específico, e que assim mantinha um relacionamento espiritual em particular com Ele. O profeta era essencialmente uma figura carismática, autorizado a falar aos israelitas em nome do seu Deus. Antes da época de Samuel, tais indivíduos eram geralmente designados como um 'homem de Deus', e na mesma época de Saul e Davi essa expressão era aparentemente sinônimo de nabhi'. As declarações dos profetas hebreus eram consequência direta de seu relacionamento espiritual com Deus, e, em essência, abrangiam variações sobre temas teológicos e da aliança cultuados na Lei. De fato, não há uma única doutrina profética que já não tenha sido apresentada, ao menos na forma embrionária, na Tora; deste modo, os profetas podem ser considerados comentadores além de pioneiros doutrinários" (HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.218).


VOCABULÁRIO


Carismática: Relativo a quem tem carisma. Força divina conferida a uma pessoa.
Recôndito: Oculto, escondido.
Eclesiástica: Pertencente ou relativo à Igreja; eclesial.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
DEVER, Mark. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1. ed. Rio de Janeiro: 2008.

SAIBA MAIS


Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 53, p.37.

EXERCÍCIOS


1. Qual o significado do nome Elias?
R. Javé é Deus.

2. Que fatos autenticam o ministério profético de Elias?
R. A inspiração e autoridade espiritual.

3. Descreva a atuação de Elias durante a monarquia na qual viveu.
R. Elias combateu a injustiça e buscou a restauração do culto.

4. Que fatos podem ser destacados sobre o ministério de Elias no Antigo Testamento?
R. Elias possuía um ministério de cunho social, profético e escatológico.

5.. Cite pelo menos três referências bíblicas sobre Elias em o Novo Testamento
R. Mateus 16.14; Marcos 6.15 e Lucas 1.17.


Lição 1 - A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL

ELIAS E ELISEU: UM MINISTÉRIO DE PODER PARA TODA A IGREJA

 (LIÇÕES BÍBLICAS 1º TRIMESTRE/2013)




Lição 1
6 de Janeiro de 2013

A Apostasia no Reino de Israel

TEXTO ÁUREO


"E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele"
 (1 Rs 16.31).

VERDADE PRÁTICA


A apostasia na história do povo de Deus é um perigo real e não uma mera abstração. Por isso, vigiemos.

HINOS SUGERIDOS 75, 212, 305

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Hb 6.4,5,6
A apostasia como um perigo real
S
Terça - 1 Tm 4.1
A apostasia possui seus agentes
T
Quarta - 2 Ts 2.3,12
A apostasia está sujeita ao juízo divino
Q
Quinta - Hb 3.12
A apostasia afasta o homem de Deus
Q
Sexta - At 1.25
A apostasia exemplificada 
S
Sábado - Hb 6.11,12
A apostasia pode ser evitada
S

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



1 Reis 16.29-34

INTERAÇÃO


Caro professor, o pastor José Gonçalves - professor de Teologia, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB - é o comentarista das Lições Bíblicas deste trimestre. O tema que será abordado é "Elias e Eliseu: um ministério de poder para toda a Igreja". Estudaremos a vida desses profetas e veremos que ela é um divisor de águas no ministério e na historiografia judaica. Elias e Eliseu deixaram um legado de poder, ousadia, santidade e abnegação à sua posteridade. A partir de seus ministérios, podemos ver florescer Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros santos homens que honraram o caminho daqueles autênticos profetas do Senhor.

OBJETIVOS



Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel.


Conscientizar-se  sobre os perigos da apostasia.


Compreender quais foram as consequências da apostasia para Israel.



ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, para a primeira aula deste trimestre sugerimos que você reproduza o esquema abaixo.  Utilize-o para apresentar aos alunos um panorama geral da vida de Elias e Eliseu. Inicie a aula traçando as principais características desses profetas bíblicos. Diga à classe, que mesmo diante de uma sociedade apóstata, Elias e Eliseu obedeceram ao Senhor. Eles porfiaram por realizar a vontade de Deus contra quaisquer prejuízos.



COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Podemos afirmar, com segurança, que um dos períodos mais sombrios na história do reino do Norte, também denominado "Israel", ocorreu durante o reinado de Acabe, filho de Onri. Acabe governou entre os anos 874 e 853 a.C., e o seu reinado foi marcado pela tentativa de conciliar os elementos do culto cananeu com a adoração israelita. Uma primeira leitura dos capítulos 16.29 - 22.40 do livro de 1 Reis, revela que essa mistura foi desastrosa para o povo de Deus. Na prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal, trazendo como consequência uma apostasia sem precedentes e pondo em risco até mesmo a verdadeira adoração a Deus.

I. AS CAUSAS DA APOSTASIA

1. Casamento misto. O texto bíblico põe o casamento misto de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos sidônios, como uma das causas da apostasia no reino do Norte. O relato bíblico destaca que Acabe "tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou" (1 Rs 16.31). Foi em decorrência desse casamento pagão que a idolatria entrou com força em Israel. Embora se fale de um casamento político, as consequências dele foram na verdade espirituais. A mistura sempre foi um perigo constante na história do povo de Deus. Os crentes devem tomar todo o cuidado para evitar as uniões mistas. A Escritura, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, condena esse tipo de união (Dt 7.3; 2 Co 6.14,15).
2. Institucionalização da idolatria. A união de Acabe com Jezabel demonstrou logo ser desastrosa, pois através de sua influência, Acabe "levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria" (1 Rs 16.32). A institucionalização da idolatria em Israel fica evidente quando o autor sagrado destaca que também Acabe "fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele" (1 Rs 16.33). Não há dúvida de que o culto a Baal estava suplantando o verdadeiro culto a Deus. Havia uma idolatria financiada pelo Estado.Vez por outra temos visto Satanás tentando se valer do poder estatal para financiar práticas que são contrárias aos princípios cristãos.  Por isso devemos orar pela nação para que ela seja um canal de bênção e não de maldição.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Tanto no Antigo como em o Novo Testamento as Escrituras condenam o casamento misto.

II. OS AGENTES DA APOSTASIA

1. A perda da identidade nacional e espiritual. As palavras de Elias: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos?" (1 Rs 18.21), revela a crise de identidade dos israelitas do reino do Norte. A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor?  Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à adoração falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo essa identidade.
2. O julgamento divino. É nesse cenário que aparece a figura do profeta Elias predizendo uma seca que duraria cerca de três anos (1 Rs 17.1; 18.1). A fim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus, o Senhor enviou o seu mensageiro para trazer um tratamento de choque à nação.  Julgamento semelhante ocorre durante o reino de Jeorão, filho de Josafá e genro de Acabe, que recebe uma carta do profeta Elias. Nela é anunciado o juízo divino sobre a sua vida e reinado (2 Cr 21.12-15). O Senhor mostrou claramente que a causa do julgamento estava associada ao abandono da verdadeira fé em Deus. Tempos depois o apóstolo dos gentios irá nos lembrar da necessidade de nos corrigirmos diante do Senhor (1 Co 11.31,32).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As consequências da apostasia à nação de Israel foram duas: a perda da identidade nacional (e espiritual) e o julgamento divino.

III. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA

1. A perda da identidade nacional e espiritual. As palavras de Elias: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos?" (1 Rs 18.21), revela a crise de identidade dos israelitas do reino do Norte. A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor?  Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à adoração falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo essa identidade.

2. O julgamento divino. É nesse cenário que aparece a figura do profeta Elias predizendo uma seca que duraria cerca de três anos (1 Rs 17.1; 18.1). A fim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus, o Senhor enviou o seu mensageiro para trazer um tratamento de choque à nação.  Julgamento semelhante ocorre durante o reino de Jeorão, filho de Josafá e genro de Acabe, que recebe uma carta do profeta Elias. Nela é anunciado o juízo divino sobre a sua vida e reinado (2 Cr 21.12-15). O Senhor mostrou claramente que a causa do julgamento estava associada ao abandono da verdadeira fé em Deus. Tempos depois o apóstolo dos gentios irá nos lembrar da necessidade de nos corrigirmos diante do Senhor (1 Co 11.31,32).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

As consequências da apostasia à nação de Israel foram duas: a perda da identidade nacional (e espiritual) e o julgamento divino.

IV. APOSTASIA

1. Um perigo real. A apostasia era algo bem real no reino do Norte. Estava espalhada por toda parte. Na verdade a palavra apostasia significa, segundo os léxicos, abandonar a fé ou mudar de religião. Foi exatamente isso que os israelitas estavam fazendo, estavam abandonando a adoração devida ao Deus verdadeiro para seguirem aos deuses cananeus. 
Em o Novo Testamento observamos que os cristãos são advertidos sobre o perigo da apostasia! Na Epístola aos Hebreus o autor coloca a apostasia como um perigo real e não apenas como uma mera suposição (Hb 6.1-6). Se o cristão não mantiver a vigilância é possível sim que ele venha a naufragar na fé.
2. Um mal evitável. Já observamos que Acabe foi um rei mau (1 Rs 16.30). Em vez de seguir os bons exemplos, como os de Davi, esse monarca do reino do Norte preferiu seguir os maus exemplos. O cronista destaca que "ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava" (1 Rs 21.25). Ainda de acordo com esse mesmo capítulo, Acabe se contristou quando foi repreendido pelo profeta, mas parece que foi um arrependimento tardio (1 Rs 21.17-29). Tivesse ele tomado essa atitude antes, o seu reinado

SINÓPSE DO TÓPICO (4)

A apostasia é um perigo real, mas também é um mal evitável através da vigilância do crente.

CONCLUSÃO

Ficou perceptível nessa lição que a apostasia no reino do Norte pôs em perigo a existência do povo de Deus durante o reinado de Acabe. A sua união com Jezabel demonstrou ser nociva não somente para Acabe, que teve o seu reino destroçado, mas também para o povo de Deus, que por muitos anos ficou dividido entre dois pensamentos em relação ao verdadeiro culto.
As lições deixadas são bastante claras para nós: não podemos fazer aliança com o paganismo mesmo que isso traga algumas vantagens políticas ou sociais; a verdadeira adoração a Deus deve prevalecer sobre toda e qualquer oferta que nos seja feita. Mesmo que essas ofertas tragam grandes ganhos no presente. Todavia nada significam quando mensuradas pela régua da eternidade. 



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI


Subsídio Lexográfico
"Apostasia
[Do gr. apostásis, afastamento] Abandono premeditado e consciente da fé cristã. No Antigo Testamento, não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios ou abjuração da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, a apostasia constituí-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era tida como a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos.
Jeremias e Ezequiel foram os profetas que mais enfocaram a apostasia israelita sob o prisma das relações matrimoniais.
No Primitivo Cristianismo, as apostasias não eram desconhecidas. Muitos crentes de origem israelita, por exemplo, sentindo-se isolados da comunidade judaica, deixavam a fé cristã, e voltavam aos rudimentos da Lei de Moisés e ao pomposo cerimonial levítico.
Há que se estabelecer, aqui, a diferença entre apostasia e heresia. A primeira é o abandono premeditado e completo da fé; a segunda, é a abjuração parcial dessa mesma fé" (ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. 13. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.56,57).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII


Subsídio Biográfico
"ELIAS
Elias foi chamado para servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posição econômica e política desde a separação feita pelo governo Davídico em Jerusalém. [...]
Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12). Em seguida, Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. É possível que esse "ribeiro" (nahal) seja o profundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água terminou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fosse restaurada à terra. A identidade de Elias como profeta ou homem de Deus foi confirmada pela divina manifestação quando o filho da viúva foi restaurado à vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.628-29). 

"ELISEU
[...] Seu ministério profético cobriu toda a última metade do século IX a.C., atravessando os reinados de Jorão, Jeú, Jeoacaz, e Joás, do reino do Norte. Sua influência estendia-se desde uma viúva endividada (2 Rs 4.1) até um homem rico e proeminente (4.8) e mesmo até dentro do próprio palácio de Israel (5.8; 6.9; 12, 21, 22; 6.32-7.2; 8.4; 13.14-19). Além disso, outros reis (Josafá de Judá, 2 Reis 3.11-19, Bem-Hadade da Síria, 8.7-9) e altos funcionários do exército sírio 5.1,9-19 procuravam sua ajuda. Diferentemente de Elias que tinha uma tendência ao ascetismo, e a se afastar dos olhos do público, Eliseu viveu próximo às pessoas que servia, e gostava da vida social. Tinha uma casa em Samaria, a capital (2 Rs 6.32), mas viajava constantemente pelo país, tal como Samuel havia feito antes dele. Frequentemente parava para visitar seus amigos em Suném. Exatamente como Jesus fez, mais tarde, muitas vezes com Maria e Marta. Eliseu chorou quando falou com Hazael, pois conhecia muito bem o cruel sofrimento que este causaria a Israel (2 Rs 8.11,12). [...] É evidente que muitos aspectos da pessoa e da obra de Eliseu são capazes de reproduzir em muitos aspectos o caráter e o ministério de nosso Senhor" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.633).

VOCABULÁRIO


Abjuração: Renúncia solene a fé; a doutrina; a opinião.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.HARRISON, R. K.
Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.MERRIL. Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

SAIBA MAIS


Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 53, p.36.

EXERCÍCIOS


1. De acordo com a lição, quais foram as causas da apostasia?
R.  O casamento misto e a institucionalização da idolatria.

2. De que forma Acabe e Jezabel se tornaram agentes da apostasia em Israel?
R. Promovendo a adoração ao falso deus Baal e procurando suplantar o verdadeiro culto a Deus.

3.A apostasia trouxe como consequência a perda da identidade nacional e o julgamento divino. De que forma Deus usou Elias para atuar nesse processo?
R. Deus usou o profeta para predizer um período de grande fome e dessa forma fazer o povo refletir sobre o seu pecado.

4. Sobre o rei Acabe, o que o cronista destaca?
R. Que "ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava" (1 Rs 21.25).

5. Faça um breve comentário sobre os perigos da apostasia.
R. Resposta pessoal.