INVISTA NO REINO DE DEUS ONDE ESTÁ TEU TESOURO AI ESTA TAMBÉM O SEU CORAÇÃO

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

ACEPÇÃO DE PESSOAS - TIAGO 2:1-13

Não é preciso grande esforço ou a realização de pesquisa sofisticada para percebermos que o fazer acepção de pessoas tem ocupado lugares nas nossas igrejas. Do mesmo modo, as preferências por outras tem transformado pessoas em ídolos, o que tem causado prejuízo à vida cristã de muitos.
Infelizmente há irmão que pretere o outro por causa da cor da pele, da aparência, pelo modo de falar ou de se vestir. Irmão de melhor situação financeira que despreza o pobre e vice-versa. Há também aquele que manifesta claramente sua(s) preferência(s) por puro interesse pessoal. Esforçam-se por estar sempre perto de alguém que está à frente de alguma área da igreja. E se um irmão ou irmã que não é do seu agrado se aproxima, agem como se dissessem “não o(a) quero por perto!” ou “Eu não o(a) chamei, o que você está fazendo por aqui?”.
Creio que não precisamos ilustrar ou estender mais estas observações. A discriminação de pessoas tomou uma proporção tão grande em o nosso meio que precisamos olhar mais detidamente para a palavra e bani-la de uma vez por todas do seio da igreja.
Esse não é um mal de hoje. Tiago enfrentou o problema da acepção de pessoas com um apelo à reconsideração da fé cristã. Uma pessoa que deseje professar a fé em Jesus Cristo, declarando-o como Senhor e Salvador de sua vida, não pode viver discriminando pessoas. Na realidade todos querem ser aceitos, bem recebidos, e discriminar é a raiz do problema.


Acepção de pessoas: a tradução do grego quer dizer: recepção de face; ver pela aparência. Pessoa que age com parcialidade; que tem um favoritismo por alguém, achando-se mais valor nesse alguém favorito, geralmente com interesse pessoal.
Tiago demonstra que, se uma pessoa professa sua fé em Jesus Cristo, deve ocupar-se em aprimorar a sua vida em relação ao Filho de Deus. De que maneira: tratando seu irmão como gostaria de ser tratado, amando-o como a si mesmo (Mt 7.12; Tg 2..
Bíblia na Linguagem de Hoje: “Vocês que creem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas”.
Bíblia Viva: “Queridos irmãos, como vocês podem alegar que pertencem ao Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória, se mostrarem preferência por gente rica e desprezarem os pobres?”.
Jesus não demonstrava ser o melhor, embora fosse o Filho de Deus. Não tinha preferência por pessoas em detrimento de outras. Tinha profundo amor por elas. Para ele todas eram iguais e tratadas por ele de modo igual. “mas se fazeis acepção... cometeis pecado” (Tg 2.9).


Tiago era profundo conhecedor da Lei e esta combate com veemência a acepção de pessoas. Além disso, Tiago andou e conviveu com Jesus e os demais apóstolos, que não discriminavam seus semelhantes. Para Tiago, tanto para a Lei, quanto para o evangelho, todos eram iguais. E, como em toda comunidade cristã há pobres e ricos, o autor da carta faz as seguintes considerações:
Tiago 2.5 – “não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?”.
pobres quanto ao mundo - literalmente, os sem dinheiro, sem posição social, sem bens materiais a oferecer, os mais desfavorecidos socialmente em tudo.
ricos na fé e herdeiros – o mesmo que dono, possuidor de uma herança.
Tiago chama a atenção de que os verdadeiros ricos eram os pobres materialmente falando, ou seja, os herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo.

Tiago 2.8 – “se estais demonstrando amor ao próximo fazeis bem”.
Quem é o próximo? Biblicamente falando, e segundo o que aprendemos de Jesus, próximo é todo o ser humano. Se olharmos para João 3.16 – “Porque Deus amou o mundo” – podemos afirmar que o próximo são todos os homens, toda a humanidade.

fazeis bem - a afirmativa de Tiago demonstra que se isto estivesse acontecendo aqueles cristãos amavam a Deus. Amar o próximo é a outra forma de amar a Deus.

Tiago 2.12 – “falai de tal maneira e de tal maneira procedei”.
Alguns judeus-cristãos traziam consigo o hábito de se gabar de serem cumpridores da Lei. Para Tiago o evangelho incorporava (no sentido de aglutinar) a Lei em vez de eliminá-la. Como cristãos deveriam falar e viver o evangelho.

Tiago 2.13 – “porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia”.
Tiago chama a atenção para a necessidade de se exercer a misericórdia com o próximo, o que estava sendo deixado de lado por aqueles cristãos.
misericórdia significa compaixão. É ser sensível ao próximo, principalmente com a sua dor e sofrimento. É ter piedade, exercer o amor.


Aqueles cristãos estavam dando preferência aos ricos em detrimento dos pobres. A discriminação era visível, pois ofereciam os melhores lugares aos ricos, que portavam anéis nos dedos e vestidos de tecidos finos, onde todos podiam contemplá-los.
Por causa da roupa simples e surrada o pobre era definido como alguém que nada podia oferecer à comunidade. Se um pobre se sentasse no banco, ninguém se sentava com ele. Se não havia lugar, era obrigado a sentar-se sob os pés dos ricos (Tg 2.2,3). Isso demonstrava duas coisas. Primeiro, que aquele irmão era inferior aos demais. Segundo, seu lugar naquela comunidade deveria ser o mesmo da sua posição social: embaixo, inferior, sob.
Aqueles cristãos não viam – ou não queriam ver – é que eram os ricos que cobravam violentamente dos pobres por quaisquer questões, levando-os constantemente aos tribunais. Não havendo quem defendesse sua causa, o pobre era sempre derrotado (Tg 2.6).


Infelizmente o problema se repete em nossos dias. Nas nossas igrejas há discriminação de pessoas com base em todo tipo de preconceitos: racial, social, intelectual e até espiritual. Este, parece ter-se tornado uma epidemia, com crentes achando-se mais consagrados e/ou espirituais que os outros. Comportam-se como aquele fariseu que orava no Templo (Lc 18.13).
Um fato que nos chama a atenção hoje é: quando um crente está doente busca, a todo custo, ser curado. Se há uma ferida no seu corpo, faz de tudo para que ela feche e cicatrize. Rejeita o pensamento da possibilidade de ter de amputar um membro do seu corpo.
Quando um irmão peca, considera o pecado do outro como “imperdoável”. Logo, um mal incurável. Este mesmo irmão é taxativo na sua sentença: “Pastor, temos de disciplinar este irmão; ele não pode continuar fazendo parte do rol de membros da nossa igreja”. O desejo carnal de justiça se faz presente e ele pede logo a “amputação” do membro quase indefeso.
E se fosse com você? Reflita sobre isso.
Tiago, porém, adverte: “porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia.” (Tg 2.13)


A proposta para os dias de hoje é a de espelharmos a nossa fé em Cristo pela comunhão e não no fazer acepção de pessoas. Há ainda irmãos querendo escolher as pessoas que devem ou não fazer parte da igreja do Senhor. Tal pensamento não pode fazer parte da sua vida.
“Este tipo de procedimento lança uma interrogação sobre a fé que vocês têm – você, afinal de contas, é realmente um cristão? – e mostra que vocês estão sendo dirigidos por propósitos errados.” (Tg 2.4, Bíblia Viva).
Tiago ensina o que pode acabar com a acepção de pessoas na igreja: o amor ao próximo. “Se estais demonstrando amor ao próximo fazeis bem” (Tg 2..
Conta-se que Gandhi, o grande oponente do sistema de castas, foi a uma igreja evangélica na África do Sul para ouvir um amigo inglês pregar. Ao aproximar-se da porta foi impedido de entrar devido à cor de sua pele. Gandhi encontrou o mesmo sistema de castas em uma igreja que pregava o amor de Deus.
Será que não temos agido da mesma forma quando convidamos “pessoas especiais” para “programas especiais”? E deliberamos em os nossos corações que outras “não especiais” não devem ser convidadas a participar?
Jesus ia ao encontro das pessoas. O estado em que elas se encontravam não era empecilho para ele se aproximar e demonstrar-lhes o seu amor.
Apenas um exemplo: a igreja faz acepção de pessoas quando reluta para não realizar uma cantata no alto do morro, no meio da favela, listando uma série de obstáculos, apresentando desculpas e mais desculpas, como “não vai dar certo!”, “E se chover?”, “Eles não vão querer!”... Mas demonstra o amor ao próximo quando envida todo esforço para que a mesma cantata aconteça, como um presente dos céus para aquelas pessoas.

domingo, 27 de outubro de 2013

A Igreja ao Gosto do Freguês: Bispa da Igreja Batista assume que é lésbica

Bispa da Igreja Batista assume que é lésbica



Bispa da Igreja Batista renuncia ao cargo após anunciar que se casou com outra mulher

Na última semana, uma importante líder da Igreja Batista em Detroit, nos Estados Unidos, renunciou ao ser cargo na igreja após a polêmica em torno de seu anúncio de que ela havia se casado com outra mulher. A bispa Allyson D. Nelson Abrams abriu mão de seu cargo na Igreja Batista Zion Progress, onde há cinco anos servia como a primeira mulher ordenada ao cargo pastoral.

A renúncia veio após seu anuncio, feito no início do mês, de que havia se casado com uma mulher, ter surpreendido os fiéis. Abrams, de 43 anos, era casada com um homem, mas anunciou aos membros de sua igreja que se apaixonou por Diana Williams, bispa de uma denominação dissidente da Igreja Católica. As duas se casaram em março, em Iowa, onde o casamento homossexual é legal.

De acordo com a publicação local Detroid Free Press, o anúncio do casamento causou um intenso debate entre os cristãos locais e a questão acabou por dividir as opiniões dos fiéis. Porém, a bispa informou que abriu mão de seu cargo na igreja, apesar de muitos fiéis apoiarem sua permanência, para não causar divisões na congregação.

Ela renunciou também ao cargo de secretária do Conselho de Pastores Batistas de Detroit e arredores, um grupo influente entre os cristãos afro-americanos na região, e como coeditora da revista da Convenção Batista Nacional Progressista.

Ao anunciar sua decisão, Abrams afirmou que diversas passagens bíblicas tratam a homossexualidade como algo permitido para o cristão, e afirma que “o amor é algo que deveria ser incondicional”.

A decisão de Abrams motivou um intenso debate sobre o tema entre importantes líderes cristãos, como o rev. Charles C. Adams, pastor presidente de uma das maiores igrejas de Detroit, a Igreja Batista Memorial Hartford. Apoiador do casamento gay, o pastor afirma que é preciso haver mais discussão sobre este assunto na comunidade cristã afro-americana. De acordo com o reverendo, ao negar o casamento gay “estamos negando às pessoas o direito a proteção igual sob a lei”.

Sobre o seu futuro como líder religiosa, Abrams revela que pretende juntar duas outras denominações, apesar de não revelar quais. Sobretudo, garante que irá continuar a pregar o evangelho.

sábado, 26 de outubro de 2013

Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos



Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o DinheiroLIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Sabedoria de DEUS para uma vida vitoriosa - A atualidade de Provérbios e Eclesiastes.
Comentário: Pr. José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
TEXTO ÁUREO"Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência" (Pv 23.23).
 

VERDADE PRÁTICAQuando o dinheiro não é dominado como servo, mas domina como senhor, transforma-se num grande e terrível tirano.
 

LEITURA DIÁRIASegunda - Pv 11.15 Advertência contra a fiança
Terça - Pv 22.26,27 Advertência acerca do crédito
Quarta - Pv 28.8 Advertência contra a usura
Quinta - Pv 17.16 Advertência contra o tolo
Sexta - Pv 23.23 Buscando virtudes
Sábado - Fp 4.19 Buscando a suficiência em Cristo
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Provérbios 6.1-51 Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho, 2 enredaste-te com as palavras da tua boca, prendeste-te com as palavras da tua boca. 3 Faze, pois, isto agora, filho meu, e livra-te, pois já caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te e importuna o teu companheiro; 4 não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras; 5 livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.
 
Moedas
Antes do desenvolvimento da moeda corrente, os homens trocavam mercadorias e serviços utilizando a permuta. Suas palavras para gado e para dinheiro mostram o lugar central que o gado possuía nos sistemas romanos e israelitas de permuta. A palavra lat. pecunia (dinheiro) vem de pecus (gado), enquanto a palavra hebraica comum para gado, miqneh, pode significar "preço de compra" ou "posse (adquirida por meio de compra)", como acontece em Gêneses 17.12,13; 23.18; Levítico 25.16. Naturalmente, outras mercadorias e animais, como ovelhas e cabras, também eram usados nas permutas. Hirão foi pago em azeite e trigo por sua ajuda na edificação do Templo (1 Rs 5.11).
Com o passar do tempo, o homem passou a usar metais, principalmente o ouro, a prata e o bronze, como meio de troca. A princípio, antes da introdução da cunhagem, o metal usado na troca era de vários tamanhos, formas e pesos. Assim, Abraão pagou o campo de Macpela pesando 400 siclos de prata (Gn 23.16), e Acã furtou de Jericó uma barra (ou cunha) de ouro que pesava 50 siclos, e uma quantidade de prata que pesava 200 siclos (Js 7.21). A palavra "siclo" foi o nome de uma unidade de peso, muito antes de se tornar o nome de uma moeda. As jóias e os objetos intencionalmente criados também eram avaliados em relação ao seu peso (cf. Gn 24.22).
Em negociações comerciais, ouro ou prata eram pesados na presença dos participantes, como fizeram Abraão e Efrom (Gn 23.13). Jeremias pesou 17 siclos de prata pelo campo de Anatote (Jr 32.9), e Esdras pesou a prata e o ouro que seriam levados ao Templo em Jerusalém (Ed 8.24-30).
A primeira série de moedas a chegar perto de ser uniforme veio de Lídia na Ásia Menor em aprox. 700 a.C. (Heródoto i.94). Cidades gregas na costa na Ásia Menor e na Grécia rapidamente adotaram esta ideia. Com a conquista persa de Sardes em 547 a.C, o uso de moedas difundiu-se grandemente por toda parte (cf. "Coinage. Greek", Oxford Classical Dictionary, p. 208).
As moedas não foram conhecidas entre os israelitas antes da queda do Reino do Norte em 721 a.C, ou do Reino do Sul em 586 a.C. A menção de dinheiro em nossas traduções do AT antes destas datas deve ser entendida como referências a barras, lingotes e jóias feitas de metais preciosos usados no comércio.
A primeira referência a moedas no AT parece ser Esdras 2.69; 8.27 e Neemias 7.70-72. A palavra "dárico", um nome derivado de Dário I, ou pode estar relacionado com a palavra grega "dracma"). Têm sido encontrados exemplos do dárico persa. Era uma moeda de formato oval de ouro puro.
As moedas antigas eram feitas de ouro, prata, eletro, cobre e bronze.
No final do século II a.C, depois da revolta macabeana em relação ao governo síro (ou selêucida), João Hircano da família asmoneana cunhou moedas com a inscrição " Jônatas o sumo sacerdote e a comunidade de judeus" (aprox. 111/110 a.C).
Alexandre Janeu (105-78 a.C.) foi o primeiro a usar o termo "rei" em suas moedas. Antígono Matatias (40-37 a.C), o último do macabeus, e o governante que antecedeu Herodes o Grande, cunhou uma moeda retratando um candelabrode sete hastes. Esta é a mais antiga representação conhecida do candelabro sagrado que pertencia ao Templo de Jerusalém. Muitas das moedas de Matatias eram uma liga contendo chumbo.
O período do NT. No NT, há várias referências gerais a dinheiro. A palavra grega nomisma expressa a metade da frase "moeda do tributo" (Mt 22.19). É um termo geral para dinheiro. O Senhor Jesus usou a palavra ao falar sobre a moeda utilizada para o pagamento do imposto individual (Mt 22.19-22; Mc 12.14-18; Lc 20.21-26). A palavra grega argyrion é traduzida tanto por "prata" (At 3.6; 20.33; 1 Pe 1.18) como por "dinheiro" (Mt 25.18,27; Lc 9.3; 19.15,23; At 8.20). Ela refere-se várias vezes às moedas de prata, sem que alguma moeda em particular seja especificada; por exemplo, as 30 moedas pagas a Judas (Mt 26.15; 27.3-9) e a queima de livros no valor de 50.000 moedas (ou peças) de prata em Efeso (At 19.19). Ao dizer aos seus discípulos para não levarem ouro, prata ou cobre em suas missões de pregação, o Senhor Jesus pode ter-se referido a moedas ou ao suprimento de metais que poderia ser usado como dinheiro (Mt 10.9). Quando Jesus virou as mesas dos cambistas (Jo 2.15), João diz que ele derramou pelo chão o kerma ("dinheiro"). Referindo-se a dinheiro, geralmente moedas de cobre, este termo transmite a ideia de dinheiro de pouco valor. Uma outra palavra grega transmitindo às vezes a ideia de moedas de cobre ou de pouco valor é chalkos (Mateus 10.9, "cobre"; Marcos 6.8; 12.41, "dinheiro").
Como um exemplo final, o termo grego chrema ("dinheiro") é usado tanto para uma soma exata (como a quantia que José apresentou aos apóstolos em Atos 4.37), como para quantidades indefinidas (por exemplo, na tentativa de Simão de comprar o dom do Espírito com dinheiro, Atos 8.18,20; e no caso da esperança de Félix de receber um suborno de Paulo, Atos 24.26). Durante a era do NT, as moedas podiam ser emitidas pelo próprio Império Romano, por governadores romanos, reis locais e cidades livres. Algumas moedas romanas importantes que o General Pompeu introduziu em Israel em 63 a.C. representavam diretamente o governo e o imperador romano (cf. Mt 22.19-21). No entanto, a partir de 6 d.C, os governadores romanos podiam emitir moedas localmente em nome do imperador. O nome do governador não aparecia nestas emissões, e para não ofender os judeus elas geralmente levavam símbolos neutros tais como uma espiga de cevada, uma palmeira, um ramo de oliveira, folhas de uva e outras. No entanto, Pilatos antagonizava os judeus usando símbolos pagãos em algumas de suas moedas. Um exemplo é um lepton com o verso contendo as palavras, "Tibério César", e a vara mágica de um adivinho (a adivinhação foi proibida para os judeus em Deuteronômio 18.10). O verso tinha uma grinalda com as letras da data - LI Z - ao seu redor, indicando o 17° ano de Tibério, isto é, 30-31 d.C. A letra L era o símbolo egípcio para o ano, I e Z para 10 e 7 respectivamente. Foram encontradas moedas emitidas pelos governadores romanos Copônio (6-9 d.C), Valério (15-26), Pilatos (26-36) e Félix (52-59) (cf. J. A Thompson, The Bible and Archaeology, pp. 308-309).
A classificação comum da dracma em menos de 20 centavos não é esclarecedora; com uma dracma era possível comprar uma ovelha, e, com cinco, um boi (Arndt, p. 205). A didrachma (didracma), uma moeda dupla ou de duas dracmas, era equivalente ao meio siclo judeu e era aceitável como o imposto anual do Templo para os indivíduos (Mt 17.24, com o sentido de tributo). O estater (estáter) que Pedro encontrou na boca do peixe (Mt 17.27) valia quatro dracmas, ou o equivalente ao imposto do Templo para duas pessoas.
A mina (Lc 19.13-25, gr. mna) era uma unidade monetária igual a 100 dracmas. A mina Ática valia de 18 a 20 dólares americanos nos tempos normais (Arndt, p. 526).
O talento (Mt 18.24; 25.15-28, gr. talanton) era uma outra grande medida de dinheiro. Era originalmente uma medida de peso, e o valor de um talento variava consideravelmente com a época, a região e o tipo de metal.
Várias moedas romanas também são mencionadas no NT. O denarion (denário, lat. denarius, que algumas versões traduzem como "centavo") era uma moeda de prata. Valia normalmente 18 centavos de dólar, mas Nero a desvalorizou, reduzindo seu valor para cerca de 8 centavos (Arndt, p. 178). O denarion era o salário diário comum de um trabalhador (Mt 20.2; cf. Mt 18.28; Jo 6.7; Ap 6.6). No século I d.C. ela era cunhada principalmente em Roma sob a direção imperial.
Quando os maliciosos fariseus e herodianos perguntaram ao Senhor Jesus se era legal que o imperador romano cobrasse dos judeus o imposto do censo (gr. kensos), Ele mandou que eles mostrassem a "moeda do tributo" (Mt 22.17-19). Então eles lhe trouxeram um dinheiro (ou denário), que era a moeda legal usada para pagar o imposto individual. Ele perguntou de quem era a imagem e a inscrição na moeda, a fim de estabelecer a base para sua resposta à tentativa de o surpreenderem em uma armadilha. O denário corrente teria sido inscrito em um latim abreviado de um lado, César, Filho Augusto do divino Augusto"; e do outro lado: "Pontifex Maximus" (isto é, sumo sacerdote), com sua mãe Lívia mostrada sentada no assento de Pax, segurando um ramo e um cetro. A moeda, portanto, representava para os judeus tanto o poder odioso do governo romano como o culto imperial blasfemo que divinizava o governante terreno, e exigia que ele fosse adorado. Contudo, o Senhor Jesus, com extraordinária habilidade, evitou condenar a cobrança de impostos dizendo aos líderes judeus: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus" (v. 21).
Os pardais ou passarinhos de Mateus 10.29 e Lucas 12.6 eram avaliados em termos de assarion (lat. assarius, "asse" ou "ceitil"). Uma moeda de cobre, que valia algo em torno de um sexto de um denário (denarion). O valor do kodrantes ou quadrante (lat. quadrans, Mt 5.26; Lc 12.59, chamado de "centavo" ou "ceitil") era um quarto do assarion, e o valor do cobre lepton era a metade do quadrante. O lepto que a viúva lançou nas ofertas do Templo (Mc 12.42; Lc 21.2 era a menor moeda em circulação.
As moedas das revoltas judaicas. Durante suas duas insurreições contra Roma, os judeus confeccionaram moedas em seu próprio nome. Em 66-70 d.C, eles cunharam moedas de um siclo de prata e de meio siclo de prata usando símbolos neutros que falavam da esperança de livramento dos judeus, e outras moedas em bronze (Y. Yadin, Masada, pp. 98, 108-109, 168-171). Lia-se na moeda de um siclo de prata a seguinte inscrição em hebraico antigo: "Siclo de Israel I"; e no verso: "Santa Jerusalém". Lia-se na moeda de bronze: "Ano 4"; o verso trazia um cálice e as palavras: "Pela Redenção de Sião" (J. A. Thompson, The Bible and Archaeology, pp. 310ss.).
Depois de esmagar a revolta judaica em 70 d.C, os romanos cunharam moedas com as letras "s.c", isto é, "com o consentimento do senado". De um lado elas mostravam a cabeça do imperador Vespasiano com seus títulos; o outro lado retratava uma mulher (representando a Judeia) debaixo de uma palmeira sob a guarda romana, e trazia as palavras: "Judaea Capta" (pode-se ver a figura e a legenda na obra de Y. Yadin, Masada, p. 215).
Durante sua revolta de 132-135 d.C. sob a liderança de Ben Kosebah (Bar Kochba), os judeus colocaram uma nova estampa sobre as moedas romanas, e confeccionaram algumas próprias, incluindo uma tetradracma de prata e um denário de prata. A tetradracma levava uma estrela acima do Templo e o nome "Simão" de um lado. O outro lado tinha a inscrição: "Pela Liberdade de Jerusalém", com uma árvore cítrica e seus galhos.
O denário trazia o nome "Simão" de um lado, e "Ano da Libertação de Israel" do outro (cf. Thompson, op. cit., p. 311).
Depois de sufocar esta rebelião, os romanos emitiram uma moeda especial mostrando o imperador com um par de bois arando as fronteiras de uma nova cidade, tendo a inscrição Colônia Aelia, o novo nome que eles deram a Jerusalém.
Uso arqueológico das moedas. Os historiadores estudam as moedas encontradas em escavações arqueológicas a fim de aumentar nosso conhecimento dos tempos bíblicos.
Algumas descrevem personagens históricas, como por exemplo, as moedas que mostram Tibério, Vespasiano e os reis herodianos. Outras, refletem os êxitos em assuntos regionais políticos e militares, por exemplo, a esperança de Israel pela independência e a conquista romana. As moedas também podem ajudar a determinar a data de ruínas arqueológicas. Por exemplo, a ocupação de um grande edifício na Jericó romana pode ser datada do final do século I a.C até aprox. 65 d.C. com base nas moedas ali encontradas, e que foram cunhadas por Herodes o Grande, Arquelau, Herodes Agripa e vários outros procuradores romanos (cf. James B. Pritchard, "The 1951 Campaign at Herodian Jericho", BASOR #123 [1951], p. 14ss.).
As moedas encontradas em Qumran, onde os Rolos do Mar Morto foram copiados ou usados, mostram que o mosteiro esteve ocupado de forma intermitente. As ocupações ocorreram do início do século I a.C. até aprox. 37 a.C, e então de 4 a.C. a 68 d.C, e finalmente de 132 a 135 d.C. Moedas datadas de 66-70 d.C. indicam que a fortaleza Masada estava inabitada na época da primeira revolta judaica e esteve em contato com Jerusalém até 69-70 d.C. (Yadin, Masada, pp. 108, 168, 172).
 
SALÁRIO
Nossa palavra salário é uma transliteração da palavra latina para sal. Soldados romanos recebiam parte de seus proventos em sal. O cloreto de sódio (sal) tornou-se um importante item comercial. Ver o artigo geral sobre Sal.
Compensação paga, em dinheiro ou bens, a um trabalhador contratado. A moeda não era o tipo mais comum de pagamento na Palestina antes do período grego. Nos tempos bíblicos, os homens eram contratados para diversos serviços, e apesar de geralmente receberem pelo dia de trabalho, existe uma referência que cita o pagamento anual (Is 16.14; 21.16). Os trabalhadores pagos eram homens livres, às vezes estrangeiros, porém eram pessoas pobres que haviam perdido suas terras.
Jacó prestou serviços durante 14 anos por suas esposas Raquel e Leia, depois fez com Labão um acordo pelo qual receberia pelos serviços prestados sob a forma de animais selecionados, ao cuidar da manada (Gn 29.15; 30.28,32ss.). Entre os trabalhadores pagos encontravam-se, entre outros, os trabalhadores agrícolas (Mt 20.1-16); pedreiros, marceneiros, e ferreiros, assim como aqueles que reparavam o Templo durante o império do rei Joás (2 Cr 24.12); enfermeiras (Ex 2.9), soldados (Lc 3.14); pastores (Jo 10.12) e pescadores (Mc 1.20). Até mesmo a contratação de meretrizes é mencionada (Ez 16.31).
O AT não fornece informações sobre a quantia paga regularmente. De qualquer forma, não se sabe a quanto o dinheiro equivalia comparado ao nosso tempo, e, sem dúvida, as taxas variaram com o passar dos séculos. Um escritor estima que nos tempos do NT um dia comum de trabalho seria equivalente a alguns dólares. Estes pagamentos eram acordados caso a caso, considerando-se a qualificação.
Na parábola em Mateus 20.1-16 é feita menção a um homem pagando um "denário" ou um "dinheiro" por dia (antigo ouro romano ou moeda de prata) aos trabalhadores de sua vinha. Ao pagar a todos os seus homens a mesma quantia todos os dias ao final do dia, embora alguns tenham sido contratados muito mais tarde do que outros, o empregador representa a generosidade graciosa de Deus e talvez também sua provisão para as necessidades mínimas de seu povo.
A lei de Moisés protegia os trabalhadores contra o tratamento injusto. O salário diário deveria ser pago na noite do mesmo dia e nunca deixado para a manhã seguinte (Lv 19.13; Dt 24.14ss.). Mas acredita-se que os servos contratados deveriam ter uma vida difícil (Jó 7.1ss.). Os empregadores nem sempre mantinham sua palavra, como no caso de Labão e Jacó (Gn 31.7). Os profetas denunciavam aqueles que retinham o salário ou que oprimiam o assalariado (Jr 22.13; Ml 3.5; cf. Tg 5.4).
O termo "salário" (galardão ou recompensa) é também utilizado de forma figurativa, como a compensação recebida por aqueles que trabalham na seara do Senhor Jesus Cristo (que é composta por almas, João 4.36), e da morte como o salário do pecado (Rm 6.23).
Bibliografia. Leon Morris, The Wages of Sin, Londres. Tyndale Press, 1954. N. B. B.
 
 
Mamom - Moedas e Dinheiro - Riquezas - Salário - CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
Foi nos dias de Isaías, após a rápida introdução das manufaturas, que certos israelitas ímpios adicionaram Mamom ao seu panteão pagão, que não tardou a igualar-se ao degenerado Baal. Depois que os habitantes de Jerusalém se negaram a arrepender-se, apesar dos repetidos apelos dos profetas, a cidade foi deixada vazia por setenta anos.
Há uma excelente descrição da riqueza móvel de Tiro, em Eze. 27:12-25, descrição essa que também se aplica a Israel. O trecho de Apo. 18:11-13 provê outra excelente lista de riquezas, onde o único item que não aparece nas listas do Antigo Testamento é a seda. Contudo, alguns estudiosos debatem se Eze. 16:10 menciona ou não a seda. Nossa versão portuguesa a menciona, seguindo versões em outras línguas. Mas a seda chinesa só apareceu na Ásia Menor por volta do século I A.C. (ver Seda).
Moedas e Dinheiro.
Antes da invenção das moedas, o dinheiro era transportado sob a forma de lingotes, barras ou argolas de ouro ou de prata, mas o metal também podia ser pesado sob alguma outra forma. As jóias feitas com esses metais sempre eram mais valiosas do que os metais propriamente ditos, dependendo do trabalho ai investido. O ouro que Acã roubou em Jericó (ver Jos. 7:21). literalmente, era uma «língua» de ouro. Uma dessas «línguas» foi encontrada em escavações em Gezer. Pedras preciosas de todas as variedades também eram usadas como dinheiro, mesmo após a invenção da moeda. Devido ao grande valor concentrado nas pequenas pedras preciosas, eram elas o método mais conveniente de transportar grandes somas de dinheiro. Até hoje muitos existem muitas joalheiros e montadores de jóias. A moeda só foi inventada no século VII A.C.. A primeira referência veterotestamentária às moedas aparece em Esdras 2:69, onde se lê sobre as «dracmas», que eram dários persas de ouro. O Novo Testamento faz alusão a diversas moedas de ouro, de prata e de cobre.
Riquezas no Novo Testamento.
O Novo Testamento usa apenas um quinto do número de palavras para indicar riquezas, em relação ao Antigo Testamento. E apenas um desses termos gregos aparece por mais de três vezes. O grego ploutos, termo usado na parábola do semeador, é usado mais figuradamente do que de maneira literal. O trecho de II Coríntios 8:2 contrasta as riquezas com a pobreza. Euporia é termo grego que se refere às riquezas obtidas com o fabrico de nichos de Diana. Em nossa versão portuguesa essa palavra é traduzida por «prosperidade» (ver Atos 19:25). A palavra grega euodóo, «prosperar», é usada na saudação que há em III João 2. Paulo, em I Coríntios 16:2, admoesta os crentes a contribuírem para a igreja em proporção à prosperidade de cada um.
Plousios é termo grego empregado em I Timóteo 6:17, onde os ricos são exortados a dependerem de Deus, e não de suas riquezas.
Teologia da Riqueza. Por toda a parte a Bíblia ensina que Deus é o Criador, o proprietário de todas as coisas. Só ele é o Criador e o distribuidor de riquezas. A riqueza é um dom de Deus. Em Deuteronômio 8:18, Israel foi instruído: «Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque é ele que te dá força para adquirires riquezas ... » O crente, pois, é apenas um administrador das riquezas pertencentes a Deus. Na aplicação da parábola dos talentos, porém, Cristo diz que ele merece um lucro em face do seu investimento.
Abusos e Obstáculos.
Em parte alguma da Bíblia as riquezas materiais são consideradas como más por si mesmas. De fato, Israel recebeu ordens para honrar ao Senhor com os seus «bens» (Pro. 3:9), e os dízimos eram uma parte integral da adoração. Não obstante, as riquezas materiais com freqüência se tomavam motivo de tentação, pelo que o salmista (ver Sal. 62:10) sabiamente aconselhou:«... se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração». A atitude de Jó para com a totalidade da vida também se aplica ao seu aspecto econômico: «Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!» (Jó. 1:21).
Nos dias do cristianismo primitivo, o dinheiro e a filosofia eram dois dos maiores obstáculos à adoração de Deus em Cristo. O perigo mortal do amor ao dinheiro se percebe na observação de Cristo: «Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!» (Mar. 10:23). E a parábola do rico tolo e o episódio do jovem dirigente salientam a mesma verdade. O Senhor Jesus sumariou: «Não pode.s servir a Deus e às riquezas» (Mat. 6:24). E também: «...porque onde está o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração» (Luc. 12:34).
Certos personagens do Antigo Testamento, como Abraão, Davi e Jó foram homens muito abastados. No Novo Testamento não há santo que se compare com eles quanto a esse particular. Podemos observar, entretanto, que o centurião romano, acerca de quem Cristo disse: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta» (Mat. 8:10), era homem suficientemente rico para haver construído a sinagoga de Cafarnaum, onde Cristo ensinou (ver Luc. 7:5). E, embora Jesus Cristo fosse o Senhor de todas as riquezas espirituais e materiais, achou por bem passar pela vida terrena sem riquezas materiais, confiando-se à compaixão de seus amigos.
10. A verdadeira riqueza é a Espiritualidade, I Tim. 6:18; Heb. 11:26; Luc. 12:21.
 
DINHEIRO, AMOR AO - Do grego philarguria, lit, "o amor à prata". Paulo exorta os cristãos a estarem contentes com o que têm, porque, em primeiro lugar, não trouxemos nada para o mundo quando nascemos, e não levaremos nada quando partirmos dele (1 Tm 6.7ss.). Em segundo lugar, as riquezas trazem muitas tentações. O amor ao dinheiro é a raiz, ou causa, de todos os males. Este era o pecado que constantemente afligia o jovem governante rico, e que o afastou de Cristo (Lc 18.23ss.). Judas Iscariotes vendeu seu Senhor por 30 moedas de prata (Mt 26.15). Barnabé, ao contrário, tendo terras vendeu-as, trouxe o dinheiro, e depositou-o aos pés dos apóstolos (At 4.37). Ele não deu à sua riqueza a possibilidade de tornar-se um laço para sua vida. As Escrituras não condenam a posse das riquezas, mas consideram o crente que as possui como um mordomo, e não simplesmente como uma pessoa abastada. Ele deve distribuir o que tem para a glória de Deus, e com a devida consideração pelas necessidades dos outros - tanto crentes como não crentes (1 Tm 6.17-19;G16.10;Fp2.4).
 
6.1 SE FICASTE POR FIADOR DO TEU COMPANHEIRO. Este versículo é uma advertência para que ninguém seja "fiador" de um amigo (cf. 11.15; 17.18; 22.26). Ser fiador significa aceitar a responsabilidade pela dívida doutra pessoa, se esta deixa de pagá-la. Esse ato torna a situação financeira do co-signatário dependente dos atos do amigo e fica sujeita a fatos que escapam ao seu controle. Pode levar à pobreza (cf. 22.26,27) e à perda de amizades vitalícias. Isso não significa, porém, que devemos recusar-nos a ajudar alguém que esteja realmente sofrendo, sem meios para atender às necessidades básicas da vida (Êx 22.14; Lv 25.35; Mt 5.42). Quanto aos pobres, não devemos emprestar e sim dar-lhes (cf. Mt 14.21; Mc 10.21; ver Pv 19.17).
 
Ficar como fiador do companheiro (6:1-5) - Estudo no Livro de Provérbios - Antônio Neves de Mesquita 
Coisa tremenda é pôr o nome num documento de outrem, assumindo a obrigação de pagar, se o outro falhar. Isso é mais grave do que parece e não poucas vezes caímos nessa ratoeira. É proibido ficar como fiador. Talvez haja uma ressalva, que faremos bem em colocar aqui: caso o afiançado der outras garantias por fora, de modo a cobrir os riscos assumidos. Assim ainda poderá ser dada a fiança, mas o melhor é: nem assim, nem de modo algum. É preceito bíblico. Não poucos têm sido arruinados por darem fiança a outrem. Não se entenda que todos que pedem fiança são caloteiros; todavia, no caminho acontecem coisas que levam um homem direito a não poder cumprir as suas obrigações. Então aí está o fiador. Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, o se te empenhaste ao estranho (6:1). A doutrina é que não devemos ficar por fiadores de companheiros, isto é, Irmãos ou até estranhos. Nem num caso nem noutro. Se ficarmos por fiador de quem quer que seja, já estás enredado com os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca (v. 2). Como se vê, o estatuto da fiança é antigo. Moisés legislou quanto a emprestar dinheiro, que é bem melhor do que ficar por fiador (Deut. 23:19). É melhor emprestar, admitindo que se pode perder, do que ficar por fiador. Se perdermos o emprestado, perdemos o nosso; mas se ficarmos por fiador poderemos perder até o que não é nosso. O conselho é este: Filho meu, agora faze isto: livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro (v. 3), continuando a dar instruções quanto ao modo de se livrar da rede, implorando e não descansando nem de dia nem de noite, até se livrar da emboscada. Isso, atualmente é impossível, pois fiança é assinatura em documento, o que não seria o caso antigamente, porquanto a palavra valia. Como se poderia retirar a fiança dada em documentos? Não há jeito. Em casos de fiança de casa, o Código Civil, nos Artigos 1500/1501, admite que o fiador pode denunciar a fiança dada; mas os que pedem a fiança logo se cobrem contra esta possibilidade, incluindo no contrato a cláusula de que o fiador abre mão daquele direito; e, como poucos conhecem o Código Civil, então a prescrição é quase nula. O verso 5 usa uma linguagem típica de agir como a gazeia, ao se livrar do caçador, e a ave, do passarinheiro. Registrando nesta página esses conselhos, esperamos que os leitores do livro aprendam a lição.
Em Israel a fiança podia ser dada em objetos, como penhores. Todavia, o sábio legislador foi muito severo na maneira como se poderia aceitar essa fiança. Em Êxodo 22:25-27 admite-se dar objetos em penhor. Caso o irmão fosse pobre, daria o vestido; este, no entanto, deveria ser restituído antes do pôr do sol, para que se cobrisse com ele de noite. No caso de penhor de animal, este deveria ser entregue tal qual havia sido recebido. Em Levítico ainda há prescrições quanto a emprestar dinheiro. Se fosse a um irmão, não se podia cobrar juros; a estranho, sim. O que Moisés preveniu foi a usura contra o pobre. As Caixas Econômicas, nas suas seções de penhores, contam uma história triste, de gente que dá em penhor, a troco de meia dúzia de reais, objetos de estimação e até necessários para o sustento da vida, como máquinas de costura e outros. Isso deveria ser proibido, Mas a fome é má companheira, e a miséria é qualquer coisa que deve escurecer o coração do pobre.
Os intérpretes de Provérbios discutem minuciosamente os prós e os contras dessa escritura, e chegam a comentar o uso do dinheiro como um dos motivos de fianças em bancos, casas comerciais, agenciamento de diversas naturezas. O uso do dinheiro é um índice do caráter; e o que toma dinheiro emprestado, com um fiador amigo, deve ser um homem de caráter comprovado. O que toma dinheiro emprestado para negociatas é moralmente fraco e praticamente desonesto. Vive do que tens e não cries dificuldades para os outros. O capítulo ora em estudo previne especialmente contra dar fiança a estrangeiros. Isso seria possível em tempos antigos para comerciantes ambulantes, comprando em um lugar, para vender em outro. Cuida-te contra tais práticas. Jamais ponhas o teu nome em papel que envolva fiança. Se te empenhaste ao estranho (v. 1), estás enredado com o que dizem os teus lábios (v. 2). Trata-se, naturalmente, de fiança verbal, que nos tempos antigos valia, como, o mandar um cabelo da barba a alguém, pedindo emprestado. O cabelo era sólida garantia de pagamento.
Possivelmente a referência "ao estranho" signifique "a almocreves", que vinham à Palestina comprar azeite e vinho, para venderem na Fenícia, que não produzia em abundância esses produtos. Então o comerciante venderia a crédito e precisaria de um fiador para a dívida, até que o ambulante voltasse. Se era isto o que significa "ao estranho", então o risco era maior ainda, porque os tais, depois de vendidos os artigos, voltariam ou não. O comércio ambulante de azeite é muito comum na Europa, andando os assim chamados "almocreves", com um burrico, transportando dois pequenos barris, vendendo de porta em porta aos que não cultivam oliveiras e vinhedos.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:Definir fiador, empréstimo, usura e suborno.
Decidir usar corretamente o dinheiro.
Buscar o equilíbrio financeiro.

Resumo rápido da Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
I. O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS1. O Fiador. Conselho - Livra-te, pois já caíste nas mãos do teu companheiro - Nunca fique por fiador de ninguém.
2. Empréstimo. - Sempre que puder ajudar alguém, ajude, sem esperar receber de volta o que emprestou.
II. - O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL1. Evitando a usura. - juros só para estrangeiros à sua fé e sem cobrar juros abusivos, além do mercado.
2. Evitando o suborno. - Não se venda e nem venda a verdade - Não suborne e nem seja subornado.
III. O USO CORRETO DO DINHEIRO1. Para promover valores espirituais. - use principalmente seu dinheiro na obra de DEUS - Ficará guardado no céu seu gesto para o tribunal de CRISTO - Não gaste seu dinheiro naquilo que não é pão, ou seja, naquilo que não promove edificação, paz, alegria para sua família e igreja..
2. Para promover o bem-estar social.
IV. BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO1. Buscando a suficiência. - Melhor não desejar a pobreza e nem a riqueza, qualquer uma das duas pode lhe causar afastamento de DEUS. "Porção acostumada" é suficiência.
2. Buscando o que é virtuoso. - Ofertas na casa do Senhor, contribuir com a obra missionária, investir em obras sociais e bem-estar da família.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) O cristão deve ter prudência ao decidir ser um fiador ou efetuar um empréstimo.
SINOPSE DO TÓPICO (2) A Bíblia rechaça a prática do lucro fácil que advém da usura e do suborno.
SINOPSE DO TÓPICO (3) O conselho bíblico diz que o uso do dinheiro deve promover valores espirituais e o bem estar social.
SINOPSE DO TÓPICO (4) Uma vida financeiramente equilibrada se caracteriza quando o muito não se torna excesso nem o pouco, escassez.

VOCABULÁRIOAgiotagem: Empréstimo de dinheiro a juros superiores à taxa legal; usura.
Mercado Financeiro: Segundo a Economia, é um complexo mecanismo que organiza os processos de compras e vendas em comércio (mercadorias, valores imobiliários, câmbio e outros bens).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDABARNHILL, Julie Ann. Antes que as Dívidas nos Separem: Respostas e cura para os conflitos financeiros em seu casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
PALMER, Michael D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 56 p.38.
 
Questionário da Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Compra a _______________________________ e não a vendas; sim, a _______________________________, e a disciplina, e a ________________________________" (Pv 23.23).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Quando o _____________________________ não é dominado como ____________________________, mas domina como ____________________________, transforma-se num grande e terrível tirano.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
3- Quais os principais males, ocorridos tanto no passado como no presente, que têm como origem o dinheiro?
(    ) Guerras, assassinatos, fomes e violência.
(    ) É o que as Escrituras afirmam em 1 Timóteo 3.10.
(    ) É o que as Escrituras afirmam em 1 Timóteo 6.10.

I. O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS
4- Qual a definição de Fiador, segundo o Dicionário Aurélio?
(    ) Aquele que empresta ou fica por testemunha alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.
(    ) Aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.
(    ) Aquele que dá ou abastece alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.
 
5- Quais os conselhos do Sábio para quem deseja ficar como fiador de alguém?
(    ) O crente não precisa ter cuidado ao afiançar ou avalizar alguém, pois DEUS o ajudará a receber a conta.
(    ) O crente deve ter cuidado ao afiançar ou avalizar alguém, pois como diz o sábio, poderá sofrer "severamente aquele que fica por fiador do estranho".
(    ) Tenha cuidado com o cartão de débito e com o famoso "cheque especial".
(    ) Tenha cuidado com o cartão de crédito e com o famoso "cheque emprestado".
(    ) Este último se não houver fundos para cobri-lo, na data da apresentação, você será cadastrado na lista de emitentes de cheques sem fundos.
(    ) Siga a recomendação do sábio, evite esse tipo de problema e esteja "seguro".
 
6- Qual a definição de emprestar, segundo o Dicionário Aurélio?
(    ) Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono.
(    ) Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, sem precisar restituir depois ao dono.
(    ) Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que faça uso delas perpetuamente.
 
7- Quais os conselhos do Sábio para quem deseja emprestar ou ficar como fiador de uma quantia ou coisa a alguém?
(    ) Não há nada de errado em emprestar, ou tomar emprestado, o compromisso firmado com o crente é certo de seu cumprimento.
(    ) Sobre isso, o conselho encontrado em Provérbios é atualíssimo: "Não estejas entre os que dão as mãos e entre os que ficam por fiadores de dívidas.
(    ) Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?".
(    ) Não há nada de errado em emprestar, ou tomar emprestado, desde que se cumpra o compromisso firmado.
(    ) Comprou? Pague! Tomou emprestado? Devolva! Quem compra e não paga, toma emprestado e não devolve, age desonestamente para com a pessoa que lhe deu crédito e desonra o nome do Senhor.

II. - O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL
8- É lícita a prática de emprestar dinheiro a juros? Por que?
(    ) Os termos hebraicos neshek e nashak aludem ao pagamento da dívida e não estipulam os juros devidos ao acordo feito.
(    ) Para Milton C. Ficher, erudito em Antigo Testamento, a legislação de Deuteronômio  já proibia a prática de se "emprestar com usura" ("juros" na ARA).
(    ) Mas não apenas dinheiro, também comida e "qualquer coisa que se empreste à usura".
(    ) Os termos hebraicos neshek e nashak aludem a qualquer tipo de cobrança abusiva feita por ocasião do pagamento da dívida.
(    ) O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos devia ser observado pela nação israelita.
(    ) Sobre isso e acerca de quem habitaria o tabernáculo do Altíssimo, Davi advertiu solenemente.
(    ) A legislação brasileira prevê que o crime de usura, ou agiotagem, ocorre quando os juros cobrados por particulares forem maiores que os praticados pelo Mercado Financeiro e permitido por lei.
(    ) Portanto, agiotagem é crime! É pecado!

9- O que é o suborno, de acordo com os léxicos?
(    ) Subornar é propor lucro fácil em negócios honestos.
(    ) Subornar é "dar dinheiro ou outros valores a, para conseguir coisa oposta à justiça, ao dever ou à moral".
(    ) Subornar é corromper para ganhar vantagens.
(    ) A imprensa veicula constantemente exemplos de pessoas que receberam suborno quando deveriam zelar pelo cumprimento de suas obrigações.
(    ) A Palavra de Deus afirma que aquele que aceita suborno secretamente perverte o caminho da justiça.
(    ) O cristão não pode aceitar suborno nem muito menos pagá-lo, pois ele anda na luz e precisa honrar a Deus em todas as áreas de sua vida.
(    ) A prática do suborno é uma perigosa armadilha.
(    ) O que se apresenta como lucro hoje, amanhã se revelará numa perda irreparável.
(    ) Por isso, atentemos ao conselho de Provérbios.

III. O USO CORRETO DO DINHEIRO
10- Como promover valores espirituais com o uso correto do dinheiro?
(    ) "Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência".
(    ) Aquilo que é eterno custa caro e, por isso, poucos têm interesse nesse investimento.
(    ) Para Judas foi mais fácil vender Jesus do que se desfazer de sua cobiça.
(    ) O crente deve aproveitar o momento de prosperidade financeira para comprar tudo aquilo que está desejando, ninguém sabe o futuro.
(    ) O mesmo aconteceu com os irmãos de José - Venderam-no para o Egito por um punhado de dinheiro.
(    ) Hoje, muitos crentes estão negociando a sua herança espiritual e moral, trocando-a por coisas pecaminosas.
(    ) Por que não investir o dinheiro naquilo que promove a sabedoria, a instrução e o conhecimento? Cuidado!
(    ) Não desperdice o seu salário com futilidades. Adquira somente o que glorifica a Deus e honra o Evangelho de Cristo.

11- Como usar o dinheiro de modo correto para promover o bem-estar social? Complete:
Para o pobre, o ___________________________________mal dá para suprir as necessidades mais elementares e básicas. Felizmente, o ____________________________ não é o único valor que realmente conta, pois "melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja _______________________" (Pv 28.6). Há muitos crentes com dinheiro, e muito dinheiro, mas que não o utilizam para honrar a Deus e ajudar ao próximo. Eles não trazem os seus __________________________ à Casa do Senhor, não ofertam, não contribuem com a obra missionária, não investem em obras sociais e nem do bem-estar da própria família cuidam. A estes as Escrituras chamam de insensatos (Pv 17.16 - ARA). Os tais ainda não leram o conselho do sábio: "Porque as _______________________________ não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração?" (Pv 27.24). Quando morrerem, outros irão usufruir o que eles deixarem!

IV. BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO
12- Como buscar o ponto de equilíbrio financeiro?
(    ) Em Provérbios 30.8,9, o sábio ensina o sentido de ter uma vida financeira próspera, isto é, sem pobreza, com muita riqueza.
(    ) Em Provérbios 30.8,9, o sábio ensina o sentido de ter uma vida financeira suficiente, isto é, nem pobreza nem riqueza.
(    ) Esse ponto de equilíbrio define bem o que é ter uma vida próspera na perspectiva bíblica.
(    ) É ter a suficiência, como ensinou o apóstolo Paulo.
(    ) Essa suficiência mantém nossa vida equilibrada.
(    ) Ela não permite o muito tornar-se excesso nem o pouco virar escassez. Atentemos ao conselho do sábio!

13- O que é virtuoso para o Sábio e como adquiri-lo?
(    ) Para o sábio, há coisas que superam o valor do dinheiro: "Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.
(    ) Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino.
(    ) Diz o rei Salomão: "Mais digno de ser escolhido é o nome de próspero do que o nome de pobre, melhor é ter do que possuir fama de ter".
(    ) Mais preciosa é do que os rubins; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela".
(    ) A sabedoria, como bem espiritual, em muito supera o dinheiro, pois para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia.
(    ) É incomparável o seu valor.
(    ) Diz ainda Salomão: "Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro".

CONCLUSÃO
14- Complete:
A presente lição mostrou que, embora o _________________________________seja algo essencial à vida, não é o mais importante. Há outros valores mais importantes do que ele. É necessário, portanto, buscarmos um viver ______________________________ como resultado da obediência aos princípios da Palavra de Deus. Em Cristo, o centro de toda _______________________________ bíblica, temos toda a _________________________________ de que precisamos. Aleluia!
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
GARNER, Paulo . Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, João Rea - CPAD.
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD.
25 Maneiras de Valorizar as Pessoas - Autores: João C. Maxwell & Les Parrott, PH. D. - Editora: SEXTANTE
Estudo no Livro de Provérbios - Antônio Neves de Mesquita
http://www.gospelbook.net
www.ebdweb.com.br
http://www.escoladominical.net
http://www.portalebd.org.br/

sábado, 5 de outubro de 2013

CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE

1. Sexo com intimidade.
A Santidade do Sexo
O ato conjugal é essa bela relação íntima de que partilham marido e mulher, na sedução de seu amor — e ela é sagrada.
Na verdade, Deus determinou para eles esse relacionamento.
Prova disso é o fato de que Deus tenha apresentado esta experiência sagrada em seu primeiro mandamento para o homem: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra." (Gn 1.28.) Esse encargo foi dado ao homem antes de o pecado entrar no mundo; portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados por Deus, e o homem experimentou-o ainda quando se achava em seu estado original de inocência.
Isso inclui o forte e belo impulso sexual, que marido e mulher sentem um pelo outro. Sem dúvida, Adão e Eva o sentiram no Jardim do Éden, como fora intenção de Deus, embora não haja um registro ou prova escrita de que tal tenha acontecido, mas é razoável supormos que Adão e Eva tenham tido relações sexuais antes de o pecado entrar no jardim. (Ver Gênesis 2.25.)
A ideia de que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer parece surpreender algumas pessoas. Mas o Dr. Henry Brandt, um psicólogo cristão, nos relembra que: "Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, ele olhou para tudo e disse: 'Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom." (Gn 1.31.) E outra vez lembramos que isso ocorreu antes de o pecado macular a perfeição do Paraíso.
Após vinte e sete anos de ministério e o aconselhamento de centenas de casais com problemas pertinentes à intimidade conjugai, estamos convencidos de que muitos abrigam, escondida em algum canto da mente, a ideia de que há algo errado com o ato sexual. Temos que reconhecer que a má vontade dos líderes cristãos, através dos anos, em abordar abertamente este assunto, tem lançado dúvidas sobre a beleza desse tão necessário aspecto da vida conjugai; mas a distorção dos desígnios de Deus, feita pelo homem, é sempre posta a descoberto, quando recorremos às Escrituras.
Para desfazer essa noção falsa, ressaltamos que há registros na Bíblia de que os três membros da Santíssima Trindade apoiaram esse relacionamento. Já citamos o selo aprobatório de Deus, o Pai, em Gênesis 1.28. Todas as pessoas que assistem a um casamento evangélico provavelmente ouvem o oficiante relembrar que o Senhor Jesus escolheu um casamento para ser o cenário de seu primeiro milagre; os pastores, quase que universalmente, interpretam isso como um sinal divino de aprovação. Além disso, Cristo afirma claramente em Mateus 19.5, o seguinte: "E serão os dois uma só carne."
A cerimônia nupcial em si não é o ato que realmente une o casal em santo matrimônio aos olhos de Deus; ela simplesmente concede, publicamente, a permissão para que eles se retirem para um local isolado, e realizem o ato pelo qual se tornam uma só carne, e que realmente os transforma em marido e mulher.
Tampouco o Espírito se manteve em silêncio com relação à questão, pois ele apoia esta experiência sagrada em muitos textos das Escrituras. Nos capítulos subsequentes consideraremos a maioria deles, mas citaremos um logo aqui, para exemplificar sua aprovação. Em Hebreus 13.4, ele inspirou o autor a escrever o seguinte princípio: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula."
Nada poderia ser mais claro do que esta declaração. Qualquer pessoa que sugerir que pode haver algo de errado com o ato sexual entre marido e mulher simplesmente não entende as Escrituras. O autor do livro poderia ter afirmado apenas: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio", o que já teria sido suficiente. Mas, para ter a certeza de que todos entendessem bem o que queria dizer, ampliou a mensagem com a declaração: "bem como o leito sem mácula". Ele é "sem mácula" porque constitui uma experiência sagrada.
Até recentemente, eu estava relutante em empregar a palavra coito para designar o ato sexual, embora sabendo que se trata de um termo legítimo. Essa situação mudou quando descobri que a palavra que o Espírito Santo usou em Hebreus 13.4 foi o grego koite, que significa: "coabitar; implantar o erpermatozóide masculino."1 O vocábulo koite deriva de Keimai, que significa "deitar", e que é relativo a koimao, que significa "fazer dormir".2 Embora a palavra coito derive do latim coitu, o termo grego koite tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama;, coabitar. Baseados neste significado da palavra, poderíamos traduzir assim o verso de Hebreus 13.4: "O coito no casamento é honroso e sem mácula." O casal que pratica o coito, está fazendo uso de uma possibilidade e privilégio, dados por Deus, de criarem uma nova vida, um outro ser humano, como resultado da expressão de seu amor.
O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE SEXO
Como a Bíblia, clara e reiteradamente, condena o abuso sexual, taxando-o de adultério e fornicação, muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade — interpretam erradamente estes conceitos, e dizem que Deus condenou toda e qualquer manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a casais casados. A única proibição da Bíblia diz respeito a atos sexuais extra ou pré-conjugais. A Bíblia é inquestionavelmente clara a esse respeito, condenando esse tipo de conduta.
Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou os instintos humanos, não com o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e senso de realização pessoal.
Conservemos sempre em mente como foi que isto se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de toda sorte, ele não tinha uma companhia que fosse de sua espécie. Então, Deus retirou de Adão um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher — semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente. Que Deus iria ter o trabalho de preparar suas criaturas, dando-lhes a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los de realizá-la? Certamente, não seria o Deus de amor tão claramente descrito na Bíblia. O verso de Romanos 8.32 afiança-nos que "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas?" Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugai.
Para termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais, consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado "à imagem de Deus" (Gn 1.27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da terra. O verso seguinte explica: "E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos." (Gn 1.28.) A seguir, ele faz um comentário pessoal acerca de sua criação. "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom." (Gn 1.31.)
O capítulo 2 de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus conduziu Eva até Adão (v. 22), e, evidentemente, apresentou-os um ao outro, e deu-lhes ordem para serem fecundos. Em seguida o texto descreve a inocência deles com as seguintes palavras: "Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam." (V. 25.) Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem; sua mente não estava preconcebida quanto à culpa, pois ainda não havia sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.
Tim e Beverly LaHaye. O Ato Conjugal Orientação sexual equilibrada, clara e sem rodeios. Editora CPAD. pag. 15-19.

SEXUALIDADE - MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 132-133.



É notável que quando o homem se torna mais depravado, ele começa a criar sua própria linguagem ou gíria. Palavras que são comuns e que condenam suas ações são trocadas por outras ou, às vezes, o sentido do termo é mudado. A definição, o sentido original fica esquecido.
Para escapar da realidade, as palavras da gíria expressam atos, mas não indicam os sentidos morais desses atos.
Assim o homem esconde-se em suas mentiras e palavras mascaradas. Os termos seguintes mostram essa realidade:
Homossexual Gay
Adulterar Fazer Amor
Fornicar Transar
Bastardo Fruto do amor
Beijo Francês Beijinho
Lascívia Sensualidade, admiração
Sodomia Sexo anal e oral
Criança não nascida Feto
Devemos fundamentar nossa vida na verdadeira realidade e não termos medo de sermos condenados. Isso é melhor do que ocultar e mentir sobre nossos pecados e conduta. George Oswell em Política e Linguagem Inglesa diz que há uma ligação entre destruição política e corrupção da linguagem. Como nossa linguagem fica corrompida debaixo da necessidade de defender nossas ações e condições perversas, ela chega a ser mais inexpressível e mais perversa, criando piores condições e um outro tipo de linguagem, ainda mais perverso e indefinido, gerando uma decadência constante.
Foi Deus quem colocou as palavras em nossa linguagem e elas expressam exatamente o que Ele pensava sobre certos atos. Quando o homem muda o sentido ou não usa mais essas palavras, ele corrompe a linguagem ordenada por Deus.
Essa cegueira que cria cretinos mente o resultado de terem rejeitado única autoridade sobre moral e ética.
“Porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram, graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos...”, Romanos 1: 21-22.
A Bíblia diz que por não querer nada de Deus, o homem está entregue ao sexo perverso, a uma mentalidade perversa, que produz palavras pervertidas que não têm sentido moral.
O leitor possivelmente vai achar dificuldade em acreditar que você mesmo, a humanidade e muitos na Igreja organizada estão longe do caminho de Deus e morais é inevitável dá Deus, que é a constantemente praticam coisas que são totalmente inaceitáveis a Ele. Mas isto é exatamente o que elevemos esperar quando o sentido das definições das palavras, que são guias morais, estão ignorados e esquecidos.
Nunca teremos um avivamento moral ou uma mudança em nossa conduta até que comecemos a entender e a usar as palavras que descrevem a má conduta.
Se o leitor duvida da existência de tanta corrupção, é bom considerar as palavras de Deus falando sobre o povo antes do dilúvio. Deus, que sabia todos os pensamentos, imaginações de todas as crianças, adolescentes, homens e mulheres na face da terra, disse:
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuam ente”, Gênesis 6 :5.
Gostaríamos de pensar que aquela geração era mais corrompida que a nossa, mas Deus indicou que a mesma mentalidade perversa iria continuar.
“E o Senhor cheirou o suave cheiro, e disse o Senhor em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz ”, Gênesis 8: 21.
Para entender o que os vícios sexuais são e como eles estão sendo praticados, precisamos entender o que a Palavra de Deus diz e o que as palavras querem dizer ao descreverem estes vícios. Jesus diz em João 13: 3: “Vós estais limpos pelas palavras que vos tenho falado”. Jesus diz que sua palavra limpa, lava, mas se as palavras da Bíblia não são entendidas e recebidas, a limpeza é impossível.
“Porque as obras da carne são manifestas as quais são: prostituição, impureza, lascívia, etc”, Gálatas 5:19.
“Acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”, Gálatas 5: 21b.
“Fazei, poik, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria: por estas cousas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência”, Colossenses 3: 5,6.
É muito evidente que as pessoas que praticam lascívia, impureza e avareza não herdarão o reino de Deus.
A Bíblia simplesmente diz que a pessoa que pratica lascívia está perdida. Este estudo vai analisar estas palavras:
a) Lascívia
Esta palavra, que é raramente usada, é pouco entendida e pouco explicada. Isso porque o homem quer escapar à condenação do que essa palavra expressa. Veja os sentidos do termo:
Lascívia: Aquilo que produz inclinação à luxúria; o que é desregradamente sensual; libidinagem (definição da Biblioteca do amor e sexo).
Luxúria: Desejos sexuais ilícitos e maus; libertinagem, sensualidade. Lascívia: A tendência de excitar desejos sexuais fortes ou avareza imoral, fora do contexto do casamento.
Atos de exibicionismos obscenos e sensuais, sujos e eróticos (Webster New Universal Dictionary).
Lascívia: Caracterizada como cobiça, desejos sexuais.
A maioria das literaturas populares consiste em contos ou narrativas lascivas. Significa falta de controle e disciplina, não se domina sexualmente. Excitam-se a si ou a outra pessoa. (Heritage Dictionary Edition).
Em poucas palavras, lascívia são atitudes, atos, procedimentos e imaginações que estimulam e excitam a si ou a outras pessoas séxualmente, fora do casamento; também inclui atos obscenos de gestos imorais.
Observe uma breve lista das maneiras pelas quais uma pessoa pode praticar lascívia:
• Beijos e abraços ardentes entre os que namoram são uma forma de lascívia.
• Imaginações e fantasias eróticas, manipulação da vagina e do pênis para excitar-se a si ou a outras pessoas.
• Músicas como rock and roll, cujo ritmo sugere o ato sexual; exibir-se numa maneira que cria desejos sexuais numa outra pessoa.
• Nudez pública é lascívia; uso de minissaias, roupas de banho (biquinis) são procedimentos escandalosos em público.
• Gestos e movimentos do corpo semelhantes às relações sexuais entre homens e mulheres.
• O homem ao imitar os gestos ou modos de falar e andar de um efeminado está cometendo lascívia. Os beijos ardentes e abraços frenéticos dados por casais em público, sejam casados ou não, são considerados lascívia.
• Sinais que sugerem interesses sexuais para com outras pessoas fora do casamento é lascívia.
• Danças que sugerem o ato sexual e outros contatos físicos que excitam é lascívia.
• Gestos indecentes que homens ou rapazes fazem para mulheres, quando passam, é lascívia.
• O uso de pornografias indecentes, imorais e maliciosas sobre sexo e seu uso é lascívia.
• Gracejos e piadas que fazem menção ao sexo ilícito é lascívia.
• A onda de pornografia que invade o mundo é lascívia.
• A avalanche de livros e revistas pornográficas que infestam o mundo é lascívia.
Há inúmeras maneiras de se praticar a lascívia. Ela coloca a humanidade e muitos na Igreja em estado de condenação, do qual somente o arrependimento verdadeiro poderá libertar e salvar da perdição.
Possivelmente, o leitor, agora, pode entender melhor porque Deus, olhando a humanidade, disse:
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicava sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”, Génesis 6 :5 .
Imaginações eróticas têm ocupado uma grande parte do pensamento do homem e da mulher. Deus não teria dito isso sobre o povo antes do dilúvio, se estas imaginações eróticas não fossem erradas e condenáveis.
Esta realidade será mais evidente na continuação deste estudo.
A tristeza e frustração de Paulo é muito evidente na seguinte passagem, e qualquer pessoa que já tenha ensinado nesta área tem enfrentado a mesma frustração e tristeza por causa da incredulidade do povo e da Igreja.
Esta é uma das escrituras bíblicas mais importantes que falam contra o pecado do vicio sexual. Paulo repetiu três vezes, em poucas palavras, a triste realidade de que aqueles que praticam impureza, lascívia e avareza estarão perdidos eternamente se não abandonarem seus pecados.
Quando Deus, pelas suas palavras, repete por três vezes o mesmo aviso, o leitor deve acatar.
“Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas, ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos; ( i) nem conversação torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, cousas essas inconvenientes, antes, pelo contrário, ações de graça. (2) Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. (3) Ninguém. vos engane com palavras vãs; porque por estas cousas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. (4) Portanto não sejais participantes com eles”, Efésios 5: 3-7.
O vocábulo grego "pornos" está traduzido neste texto pelas palavras impudicícia e incontinência. Esses termos englobam todos os vícios sexuais bem conhecidos e nominados, como prostituição, adultério, homossexualismo, etc.
Mas impureza engloba todos os tipos de emissões sexuais, até entre os casais. Mas quase sempre o tipo de emissões sexuais está identificado pelas palavras cobiça e idolatria, que censura ou condena.
O apóstolo Paulo está falando, no texto acima, sobre pecados nomeados, como a prostituição, que é bem conhecida, mas também está falando sobre vícios sexuais que não são nomeados, mas são reconhecidos e identificados pelas transgressões de cobiça, lascívia e impureza.
Este grupo é chamado de idólatra. O texto fala sobre “toda sorte de impureza”, mostrando que toda sorte de pecados sexuais está categorizado na palavra impureza, Efésios 4: 19. As palavras “toda sorte de impureza” também.
Provavelmente não fosse necessário para Paulo usar as palavras cobiça e idolatria, para descrever vícios como fornicação e adultério, que são nomeados na Bíblia e bem conhecidos e condenados. Mas era muito importante usar cobiça, lascívia e impureza para identificar pecados ou vícios sexuais não nomeados nem designados. Vemos novamente esta divisão em:
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza que é a idolatria”, Colossenses 3: 5.
Mais uma vez temos um grupo de pecados designados por cobiça e idolatria. Este grupo também é chamado de impureza. Novamente vemos esta classificação em: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis, nem os impuros, nem os idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas etc., herdarão o reino de Deus”, I Coríntios 6 :9 .
Paulo colocou os impuros e idólatras juntos novamente, o que indica que há uma classe de pecados que está separada daqueles que já foram nomeados e são melhor conhecidos. A impureza está colocada em primeiro lugar e todos os pecados nomeados depois são diferentes formas de impureza.
O maior problema dos líderes das Igrejas não é o de convencer o povo de que adultério, fornicação, prostituição, homossexualismo são condenados, mas sim de que os pecados não nomeados são condenados pelas transgressões de cobiça e idolatria. Todos os dicionários concordam que as palavras lascívia e cobiça são palavras sinônimas.
b) Impureza
Para entender melhor a palavra impureza do ponto de vista dos judeus vê-se que emissões dos órgãos sexuais tornavam o homem e a mulher impuros. Os escritores do Novo Testamento eram judeus e para eles, quando um homem tinha um orgasmo, então ele tornava-se impuro e deveria ficar fora do acampamento e tomar um banho. Qualquer orgasmo voluntário ou involuntário colocava um homem em estado de impureza.
Mas há uma impureza composta totalmente de cobiça, que é idolatria. Quando uma pessoa pratica a cobiça, que é a idolatria, orgasmos (impureza) são inevitáveis, voluntários ou involuntários. Pelo processo de eliminação, não temos outra definição, mas a impureza é uma palavra que engloba todos os vícios sexuais. E todos os vícios sexuais são diferentes maneiras de provocar orgasmos. Cobiça e impureza são inseparáveis. O Novo Testamento sugere que os orgasmos noturnos não são totalmente inocentes e fazem o homem impuro fisicamente, senão também moralmente. Orgasmos noturnos são evidentemente censurados aqui. São considerados involuntários. A pergunta que o leitor deve fazer a si mesmo é a seguinte: O que Deus deve pensar sobre orgasmos voluntários, provocados de propósito pelos desejos malignos e paixões lascivas?
“E contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne...”, Judas 1:8.
Até os orgasmos noturnos são em muitos casos ligados com sonhos eróticos de cobiça e lascívia.
Há muitas maneiras de praticar impureza, ou provocar orgasmos, mas nem um deixa de ser fruto dar cobiça ou de desejos malignos, se fora do contexto do casamento praticados.
Quando analisamos bem a palavra impureza nós não achamos outra definição alternativa. Por isso os judeus ultra ortodoxos consideram masturbação um dos pecados mais graves.
O texto de Efésios 5: 3-7 fala sobre “toda sorte de impureza”, mostrando que todos os tipos de pecados sexuais estão caracterizados na palavra impureza. Efésios 4: 19 também usa a expressão “toda sorte de impureza”.
Outros textos das Escrituras, igualmente, afirmam que a cobiça produz impureza.
Paulo admoestou seus leitores a deixarem a impureza, Romanos 6: 19, que fora provocada pela cobiça, Romanos 1: 1. O texto de II Pedro 2: 10, no grego, fala sobre a cobiça que contamina, polui, suja.
Efésios 4: 19 diz: “os quais, tendo se tornado insensíveis, se entregaram a dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza”.
A palavra impureza fala de impureza física (emissões), mas também impureza espiritual e moral estão incluídas. Paulo nos diz que há dois tipos de impureza:
física e espiritual.
“Tendo, pois, á amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espirito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”, II Co. 7 :1 .
Não importa como a palavra impureza seja interpretada, quer seja física, quer espiritual. Nenhuma das emissões sexuais fora do contexto do casamento escapa às duas definições de impureza. E o pecado de cobiça, que é idolatria, acompanha a impureza:
“Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer, é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo”, I Co. 6:18.
c) Cobiça
A palavra cobiça já tem sido bastante usada neste estudo, mas também não é bem entendida. Por isso muitos erram. Para entender por que masturbação e outros vícios são frutos da cobiça é necessário entender bem o que cobiça quer dizer.
“Deus disse: não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do seu próximo”, Êxodo 20: 17.
A definição de cobiça é a seguinte:
1. desejar o que é da outra pessoa;
2. querer excessivamente, culpadamente;
3. desejar fortemente (The American Heritage Dictionary da Linguagem Inglesa).
A Bíblia diz que não devemos desejar fortemente coisas que pertençam a outra pessoa. Então, melhor dizendo, temos mais um princípio que nós não devemos desejar o que é ilícito, ilegal, imoral, sujo, perverso, inaceitável e vergonhoso. Essas coisas não pertencem ao homem bom e reto. Elas são do diabo e pertencem ao reino da maldade. Sexo não pertence de qualquer forma aos solteiros, separados, divorciados, e desejar sexo é paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria. Nós temos exemplos claros de cobiça na Bíblia, que mostram todos estes princípios:
“Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes e escorpiões e de secura, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha do seixo; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram: para te humilhar, e para te provar para no fim te fazer bem ”, Deuteronômio 8: 15-16.
Em todos os passos o povo de Israel era guiado por Deus. O povo sabia disso. Fie sabia que Deus tinha um plano para sua vida, como Ele tem um plano para todas as vidas dos que se entregam a Ele.
Quando nossos desejos não estão cm harmonia e conformidade com os desejos, leis e lideranças de Deus, nós estamos cobiçando coisas más e somos avarentos. Cobiçar a ponto de ficar excitado é cobiça c lascívia e inevitavelmente leva ao orgasmo voluntário ou involuntário, que é impureza.
Mas o povo em geral reage de uma maneira perversa ao amor e cuidado de Deus.
“II o povo falou contra Deus e contra Moisés: por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois que nem pão nem água há; e nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o Senhor mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam o povo; e morreu muito povo de Israel”, Números 21: 5-6.
Neste caso o povo estava cobiçando coisas que não eram más. Comida boa não é pecado, se providenciada por Deus, mas neste caso eles sabiam que não era a vontade de Deus que tivessem a comida cobiçada. Sexo é bom, mas só no contexto do casamento. F, totalmente proibido para solteiros, separados e divorciados; todos sabem disso.
O que não se pode conseguir legalmente não deve ser desejado.
Uma coisa deve ser bem entendida: cobiçar não quer dizer que a pessoa que está cobiçando irá praticar o que está desejando. Quando se pratica o adultério ou fornicação já se passou da cobiça para a concretização do ato. Há pessoas que vivem praticando cobiça, mas acham que se não praticam o que estão desejando não são culpados desses atos. F, possível que a pessoa, quando está cobiçando, ache errado, perigoso e que não é a vontade de Deus praticar essas coisas. Porém o fato de que eles estão desejando ou que não estão em conformidade com os desejos de Deus no seu estado de solteiro, coloca-os em oposição e conflito com as leis e desejos de Deus. O povo de Israel não voltou para o Egito porque na realidade não queria ser escravo de novo, c tinha medo de desobedecer a Deus. Assim vivem muitos crentes. O Egito sempre foi um símbolo de pecado.
Cobiça c sempre misturada com murmuração.
Uma pessoa que pratica masturbação e outros vícios sexuais sente vergonha e remorso, mas geralmente quer justificar-se. Uma pessoa que justifica a sua maldade condena a Deus. O povo de Israel condenava a Deus por seu estado de insatisfação. O homem e a mulher viciados dizem: Por que Deus me criou assim? Ninguém aguenta tantos desejos sexuais. Por que Deus deu tanto desejo sexual para uma pessoa que é nova demais para casar-se?
Por que há tantos demônios que me tentam? etc. Não têm fim os argumentos usados pelo homem para se auto-justificar, mas que culpam e condenam a Deus.
Agora é possível entendermos as palavras de Jesus que falam sobre a cobiça.
“Ouviste o que foi dito aos antigos, não cometerás adultério. l:u, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”, Mateus 5: 27 e 28.
Jesus nos disse que cobiça é um ato de adultério mental. Deve ser repetido que cobiça não quer dizer que a pessoa, desejando sexo com uma mulher, adulteraria com ela ou que uma pessoa que está desejando uma coisa iria roubar aquilo. Há muitas pessoas que acham errado adulterar, mas praticam todas as coisas iniciais ao adultério. Na realidade já cobiçaram e estão gozando de todos os prazeres preliminares do adultério ou fornicação física. E a cada momento eles ficam se beijando e se abraçando, se excitam mais e cobiçam mais, numa orgia de lascívia. Jesus não estava falando simplesmente de olhar de perto, mas de levar a mulher para o quarto, nas imaginações, para ter sexo com ela.
É muito difícil para as pessoas que estão constantemente praticando cobiça acreditar que estão transgredindo as leis de Deus e que são adúlteros e idólatras. Mas nós vimos este princípio claramente ensinado em uma outra situação. Por exemplo: uma pessoa é assassina se desejar atos de vingança contra outra. A vingança pertence a Deus e está proibida aos homens. O Senhor exige que se peça perdão.
“Qualquer que aborrecer o seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem nele vida eterna”, I João 3: 15.
Uma vez o autor perguntou a um grupo de mocidade da Igreja se eles acreditavam nas palavras de Jesus neste texto. Todos disseram que sim. Fu lhes disse:
“Vocês não acreditam no que Fie disse. Vocês já passaram este ponto muitas vezes e não estão só olhando e desejando, mas já estão gozando o prazer do corpo dela.
Estão excitando-se a si mesmos e a ela. Estão a cada momento que passa cobiçando mais e mais”. A mocidade da Igreja em geral está escravizada nos pecados sexuais.
Os jovens na sua maioria, não ficam juntos cinco minutos sozinhos e já se agarram e o maior divertimento deles é a cobiça, lascívia, impureza e masturbação.
Nossas tradições e nossos maus costumes por muitas gerações têm anulado a Palavra de Deus. Chegamos a ser totalmente cegos. O que os pais fizeram os filhos fazem; e o que os pastores fizerem as suas congregações também o farão; e o que não c controlado é legalizado. A Bíblia não perde tempo ou espaço em descrever as inúmeras maneiras pelas quais uma pessoa pode praticar impureza e provocar um orgasmo ou lascívia e cobiça. A lista com detalhes seria mais um livro de pornografia. Por isso o Espírito Santo colocou masturbação e outros vícios sexuais na categoria de impureza, paixão lasciva, desejos malignos e avareza, que é a idolatria. E não há dúvida de que há uma infinidade de maneiras de praticar impureza.
O leitor acha que Deus vai dizer que não se deverá provocar o orgasmo dançando, lendo pornografias, pelas intimidades criadas pelos dois quando ficam sozinhos, etc. A palavra impureza engloba todos os pecados sexuais que o homem ou a mulher podem cometer. Às vezes a palavra prostituição deve ser traduzida como impureza.
Por exemplo pomeia é às vezes traduzida como prostituição (às vezes), mas engloba também qualquer desregramento sexual e não somente prostituição. Com nosso melhor conhecimento das palavras que descrevem os vícios sexuais, temos condições de entender melhor esta afirmação bíblica.
“Adas por causa da impureza cada um tenha a sua própria mulher e cada uma tenha o seu próprio marido. ( 1 ) 0 marido pague à mulher a devida benevolência, da mesma sorte a mulher para o marido. (2) A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido. E também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o próprio corpo, mas tem-no a mulher”, I Coríntios 7: 2-4.
Se confrontarmos esta passagem com as outras escrituras com a qual está ligada, somos obrigados a aceitar esta interpretação. Por causa de impurezas e vícios sexuais o marido e a esposa devem cumprir as suas obrigações sexuais um para com o outro. Porque nenhum deles tem o direito ou a autoridade de excitar-se e praticar a impureza para procurar obter prazer só para si.
Todas as atividades sexuais que não sejam com seu cônjuge são chamadas de impurezas.
Um dia uma senhora queria conversar comigo. Eu vi que ela estava muito perturbada e triste. Ela me disse que o marido (um crente) não queria ter relações sexuais com ela; disse-me que a casa dela estava cheia de livros pornográficos e que seu marido foi achado masturbando-se e por isso ela se julgava muito rejeitada. Ela queria saber o que deveria fazer. A preocupação dela era tão grande que foi aconselhar-se com vários pastores. E possível duvidar que o marido dela vivia constantemente cobiçando mulheres das suas fantasias, as mulheres de revistas pornográficas? Pela informação que já temos acerca da cobiça, lascívia, impureza, é impossível duvidar que este homem vivia constantemente no estado de adultério mental e que vivia cobiçando mulheres da sua fantasia e ignorando e rejeitando a sua própria esposa? Essas fantasias são uma forma de loucura que vêm diretamente do inferno. E cada geração faz o mesmo.
“Este é o mal que há entre tudo o que se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo; que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu coração, na sua vida e que depois se vão aos mortos”, Eclesiastes 9: 3.
E quase toda a mocidade vive esta loucura. Há homens e mulheres que imaginam outros parceiros quando tem relações sexuais com seu cônjuge. E outras pessoas leem revistas de pornografias antes de ter sexo com seu companheiro e, na realidade, estão cobiçando essas mulheres c estão se excitando ao desejá-las. Isto é adultério mental.
John Wenkley, o homem que tentou matar o presidente Reagan, ficou apaixonado pela foto de Jodie Foster seminua. Os desejos sexuais tornaram-se uma obsessão e a cobiça por ela crescia tanto que ele faria qualquer coisa para impressioná-la, ate o assassinato. Foi fantasia de loucura que levou-o a fazer um absurdo desses.
E deve ser dito que o marido não deve cobiçar a sua própria esposa quando ela não está ou não tem condições de manter relações sexuais. A cobiça pela esposa pode levar a tantos desejos sexuais que conduzem uma pessoa à masturbação e a procurar outras mulheres.
Sem dúvida isso tem acontecido milhares de vezes.
E quantas vezes essas fantasias eróticas têm levado um homem ou uma mulher a uma loucura de masturbação, fornicação, estupro, assassinatos e até a se suicidar.
Por isso Deus diz: “Não cobiçarás”. Abandone o que não pertence a você moral e livremente 1 1 0 seu estado como solteiro, divorciado, separado.
Prezado leitor, esses pecados não são brincadeiras, mas pecados tão sérios que não há nada demais que um homem ou uma mulher podem fazer para evitá-los e possam ser libertos deles. Jesus, continuando a orientar sobre cobiça, diz:
“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te è melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno”, Mateus 5: 29-30.
Jesus disse que é melhor arrancar os olhos que . provocam cobiça, se não se pode dominá-los, e até mesmo cortar o braço direito.
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!”, Mateus 6: 2,2-23.
Jesus nos diz que os olhos são a candeia do corpo e a luz da candeia ilumina; mostra e chama a atenção. A luz neste caso, como qualquer luz, pode ser boa ou ruim.
A luz má pode iluminar pornografia, áreas eróticas das moças que passam e todos os tipos de maldade. Se existe esta luz nos seus olhos, que constantemente iluminam estas coisas no seu corpo ou moradia, você está em perigo de escuridão total.
O versículo diz: “se portanto a luz que em ti há são trevas, quão grandes trevas serão ”y Se os olhos são levados a olhar e desejar coisas más, evidência existe de que o seu olhar está sendo influenciado pelo maligno. Os demónios manifestam, iluminam coisas más e eróticas, e uma pessoa pode sentir esta influência maligna, e deve fazer tudo para resistir a luz que ilumina a tentação má e erótica. Lúcifer quer dizer “portador de luz”. Esta luz originalmente dada por Deus é agora iluminadora da maldade.
O autor sentia esta força maligna, experimentando levar os seus olhos a olhar as moças e coisas que não prestam muitas vezes. Ele também era diretor de uma casa de recuperação e ensinava frequentemente sobre estes assuntos. Depois os recuperandos foram informados sobre esta realidade e todos reconheceram a influência do maligno nos olhos, experimentando focalizá-los nas pessoas e coisas que tentam. Esta cobiça que pode ser criada nos olhos pelos demónios é uma parte da concupiscência mencionada em Romanos, nos capítulos 6-7.
A Bíblia fala sobre olhos de adultério em II Pedro 2: 14:
“Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engordando as almas inconstantes, e tendo o coração exercitado na avareza, filhos da maldição”.
Jesus nos diz não há nada demais que possamos fazer para escapar às influências do maligno.
A Bíblia indica que a maldade que passa pelos olhos do homem é como o inferno. Os olhos do homem nunca estão repletos de maldade mas sempre têm mais um lugar quando os iluminadores dos olhos são os demônios. Não há maldade que chega.
“O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos dos homens nunca se satisfazem”, Provérbios 27: 20.
O demônio apresenta ao homem e à mulher visualizações mentais ou possivelmente espirituais. Por exemplo uma pessoa pensa em outra do sexo oposto e, sem querer, numa visualização, apresenta-se uma cena erótica. Essas visualizações vêm do maligno e podem criar na pessoa uma corrente de imaginações eróticas que são imaginações de cobiças e lascívia.
As visualizações são dirigidas aos olhos das pessoas.
O autor leu uma vez que a mocidade pensa em sexo oposto quarenta ou cinquenta por cento do seu tempo (como eles sabem disto não sei). Um moço contou quantas vezes a mente dele foi levada a imaginações eróticas. Ele disse 600 vezes em um dia (provavelmente isto seja um exagero). Mas a pergunta que podemos fazer é quanto tempo a mocidade pensa sobre o sexo. A resposta é bastante evidente. Se esses pensamentos e imaginações não fossem errados (repetimos), Deus não teria dito, falando ao povo antes do dilúvio, que todas as imaginações do coração do homem eram más continuamente.
Jó reconheceu esta força maligna e disse: “Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem ?”, Jó 31: 1.
Todos nós devemos fazer o mesmo concerto com os nossos olhos como Jó fez e resistiremos a todo apelo de sexualidade, erotismo e pornografias que tentam invadir-nos.
O leitor sem dúvida está perplexo, um pouco confuso, e provavelmente sente dor e tristeza sobre sua vida e pode perguntar-se: F, possível que muitos na Igreja estejam tão errados? A resposta é muito simples: somente oito pessoas foram salvas do dilúvio, onde milhões de pessoas morreram.
Mais do que dois milhões de israelitas saíram do Egito, porém poucos entraram na Terra Santa. “(1) E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos são os que a encontram. (2) Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores... (3) Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demónios, e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: (4) Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (5) Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”, Mateus 7: 14-23. “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”.