INVISTA NO REINO DE DEUS ONDE ESTÁ TEU TESOURO AI ESTA TAMBÉM O SEU CORAÇÃO

sábado, 24 de agosto de 2013

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ULTIMA TROMBETA

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IGREJA EVANGELICA PENTECOSTAL A ULTIMA TROMBETA. RUA AMERICO MIRANDA, 331, SÃO MARCOS, SERRA - ES.
SERRA - ES, BRASIL · iepaut.blogspot.com

LOUVOR E MÚSICA EVANGÉLICA


É lamentável que, muito do que ouvimos hoje em boas igrejas, não chega perto do que a Bíblia ensina a respeito de como devemos adorar a Deus.
Há músicas que procuram honrar e exaltar o cantor com estilos românticos, contendo letras que tratam Deus como se fosse seu namorado!

A MÚSICA DEVE MINISTRAR AO CORAÇÃO, NÃO AOS PÉS. Ela é para focalizar a Deus, e não apenas para nos dar um sentimento gostoso por dentro. Colossences 3.16 e Efésios 5.19 nos orientam a usarmos Salmos, hinos e cânticos espirituais, ensinando e admoestando uns aos outrosA boa música evangélica certamente contém riqueza de doutrinas, que nos ensinam a respeito da pessoa de Deus. Da próxima vez, ouça as palavras do cântico, e observe o quanto você aprenderá do nosso Santo Deus.

A Bíblia tem muito a nos ensinar sobre como devemos adorar ao Senhor. O evangelho de João nos lembra a adorá-lo em espírito e em verdade (João 4.24).

Há igrejas onde a bateria é o principal destaque, ritmando um tempo de louvor que consiste em letra repetitiva.

A adoração deve ser mais cognitiva do que emocional. A palavra “espírito” se refere á nossa nova natureza que temos em Cristo, e “verdade”, se refere á escritura revelada.

Muito da música Gospel coloca a ênfase na apresentação e glorifica a si mesmo, ao invés de glorificar a Deus.

Louvar é adorar a Deus. Pelo louvor, O glorificamos pelas Suas virtudes e misericórdias, Seu poder,  Sua salvação, Seu nome, etc. (1 Pe 2.9).

Bendizer, adorar, glorificar, exaltar, são expressões sinônimas do louvor a Deus.

1.    Só a Ele devemos louvor: Ex 20.3-5, Mt 4.10, Ap 22.9

2.    É uma de nossas obrigações espirituais: Sl 30.4, 149.5, 1 Pe 2.9, Ap 19.5

3.    Faz muito bem á pessoa que pratica: Sl 92.1, 147.1

4.    Como louvar a Deus?
·      Com os lábios e boca: Sl 63.3, 5, 51.15, com orações: Lc 2.37
·      Com júbilos e brados: 2 Cr 29.30, Ne 12.43, em alta voz: Ap 5.11,12, em proclamação: Sl 9.11
·      Ações de Graças:  Ne 12.24, Sl 116.17
·      Com palmas: Sl 47.1, de joelhos: Ex 34.8, Sl 95.6, de mãos estendidas: Ne 8.6; com danças: Sl 150.4
·      Com agradecimentos: Jn 2.9 e sacrifícios: Hb 13.15
·      Com nossas obras e ações: Mt 5.16, Jo 15.8, com nosso corpo: 1 Co 6.20
·      Com salmos, hinos e cânticos espirituais: Sl 105,2 , Ef 5.19, Cl 3.16

5.    A música pode fazer parte do louvor: 1 Cr 16.41,42, Sl 150.3-5

6.    Deve ser oferecido, mesmo em meio ás provações: Jó 1.20, Hc 3.17-19, At 16.25, 1 Pe 4.16

7.    Podemos pedir habilidade de louvar a Deus: Sl 5l.l5, 119.175

8.    O universo e o homem foram criados para Seu louvor: Sl 19.1-4, Is 61.3, Ef 1.12, Fp 2.10-11

9.    O louvor será uma prática perpétua: Sl 84.4, Ap 4.8

Uma das vontades expressas de Deus é que nós Lhe rendamos o louvor devido. Entretanto, o que acontece com frequência a nós? Reclamamos, nos lamentamos das situações difíceis... e nada de louvor!

O louvor tem um poder histórico, cuja eficácia é comprovada na Bíblia:

1.    As vitórias em Jericó e Jeruel foram obtidas em meio ao louvor: Js 6.16,20, 2 Cr 20.22
2.    A igreja de Jerusalém crescia em meio ao louvor: At 2.47
3.    Quando praticado, gera edificação individual e para a congregação dos santos: Ne 8.10, Sl 92.1, Cl 2.7
4.    Deus se agrada do louvor e enche o lugar com Seu Espírito: 2 Cr 5.13-14, 7.1-3, At 4.31
5.    Jó foi um dos homens que experimentou grande provação. Mas ele fez Satanás calar-se ao render adoração a Deus, após a morte de seus 10 filhos (Jó 1.20), e experimentou uma bênção grandiosa (Jó 42.5)
6.    Jonas experimentou libertação após exaltar ao Senhor (Jn 2.9-10). O mesmo aconteceu com Paulo e Silas (At 16.25-26). Veja o ensino de 2 Co 12.9

Louvar a Deus por qualquer circunstância exige fé. Mas a base de nossa fé para este louvor é Romanos 8.28: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

A pior coisa que pode acontecer a um cristão é desesperar-se numa situação difícil, perder sua fé e deixar de louvar a Deus.

Um dos motivos que o louvor é tão forte é porque ele evita que desperdicemos nossas forças com lamentações, lamúrias e preocupações desnecessárias. Assim, restabelecidos, recebemos a renovação de Deus em nosso espírito para enfrentar a situação e vencer pela fé.

Satanás quer que o louvor seja restrito e vazio, pois ele sabe que o louvor genuíno liberta o homem de suas garras e o conduz á graça de Deus (1 Co 10.13, 1 Pe 5.8-9, Tg 1.2-4).

O tempo de louvar a Deus é sempre, em qualquer ocasião (Sl 34.1, 1 Ts 5.18, Hb 13.15)

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” - Ap 5.12

Quais as atitudes de quem canta ou toca algum instrumento em louvor a Deus?

1.    Reverência e humildade: Hc 2.20
2.    Alegria: Sl 63.5, 90.4, Jr 33.11
3.    Santidade: Sl 93.5, 119.7
4.    Dedicação espiritual: Jo 4.24, 1 Co 14.15
5.    Como para o Senhor, e não para os homens: Cl 3.23
6.    Deve ter em mente o exemplo das crianças: Mt 21.15-16. Por esta passagem, deve entender que nunca deverá ter vergonha em adorar a Deus.

Sua atitude deve ser de louvor permanente (Sl 34.1). Não apenas na “apresentação”, mas nos ensaios, no caminhar, no seu lazer, enfim, toda sua mente deve ser do Senhor para que seu louvor possa ser perfeito a Ele! Este músico ou cantor evita a música mundana e carnal, pois seu único objetivo é louvar Aquele que é “digno de todo o louvor”!

ATENÇÃO! O maior perigo daquele que tem dom de cantar ou tocar algum instrumento é o orgulho. Foi este pecado que tirou Satanás do coral original de anjos: Ez 28.12-16.

Irmandade Muçulmana está querendo “eliminar o cristianismo do Egito”



Por GOSPELPRIME

Dezenas de igrejas, escolas, instituições, casas e lojas cristãs foram saqueadas e queimadas, somente nos últimos três dias. Os ataques seriam uma ordem da Irmandade Muçulmana. Em alguns dos templos queimados foram colocadas bandeiras do grupo terrorista Al Qaida.

Em um país à beira de uma guerra civil, quem mais está sofrendo são os cristãos. Minoria que soma cerca de 10% da população, eles têm sido o alvo preferencial nesse período “sem lei” que o Egito vive desde que o presidente Mohammed Morsi foi deposto. Na última sexta-feira, a Irmandade Muçulmana, grupo extremista que deseja controlar o país decretou o “dia de fúria”, que deixou centenas de mortos.

Grupos defensores dos direitos humanos denunciam os ataques a cristãos e as igrejas queimadas, além de um número de mortos que pode chegar a 600. Foram pelo menos 40 novos ataques que deixaram igrejas saqueadas e incendiadas, enquanto 23 outros locais foram atacados.

Os ataques ocorreram em cidades como Cairo, Alexandria, Suez e Minya. O grupo cristão mais atingido são os coptas, mas ocorreram ataques contra igrejas evangélicas e católicas, assim como instituições e escolas cristãs.

Enquanto o país está dividido em grupos favoráveis e contrários a Morsi, milhares de cristãos falam em sair do Egito. Eles temem que a Irmandade cumpra sua ameaça de “eliminar o cristianismo” da nação. Nos últimos dias, centenas de cristãos estão abandonando o país e teme-se que milhares sigam o mesmo caminho nas próximas semanas.

Embora a justificativa seja uma declaração do líder copta, Tawadros II, que apoiou a derrubada de Morsi, as ameaças são antigas. Segundo um homem que se identifica apenas como Sr. Awad “As relações entre cristãos e muçulmanos costumava ser boas… Nós éramos vizinhos e amigos, fazíamos negócios e conversávamos uns com os outros. No entanto, quando eles tiveram que escolher entre religião e a amizade, eles escolheram a religião”.

Em Suez, o bispo anglicano Mouneer Anis, escreveu em uma carta aberta relatando que sua igreja foi atingida por “pedras e coquetéis Molotov”. Há registros de pessoas sendo arrastadas para fora das igreja e executadas no meio da rua. Três freiras foram forçadas a andar pelas ruas do Cairo como “prisioneiras de guerra”. Em Minya, província ao sul do Cairo ocorreram os ataques mais violentos. Ali os cristãos representam cerca de 35% da população.

A Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos pediu ao governo americano que tome providência para reprimir a repressão religiosa. O presidente Obama citou isso em seu último discurso, onde pediu que cessassem os ataques contra igrejas.

A Christian Solidarity Worldwide, grupo com sede no Reino Unido, também expressou preocupação. Daniel Sinclair, um porta-voz da organização, que defende que os governos internacionais ajam em favor das minorias religiosas. “Exortamos o nosso governo para garantir a segurança de todos os egípcios, independentemente de sua religião”, disse em nota.

Diversas campanhas de oração em favor dos cristãos no Egito tem sido convocadas por igrejas evangélicas e católicas de todo o mundo. Com informações de AP, Huffington Post e CS Monitor.

Mapa dos Ataques a instituições cristãs no Egito.

Veja o que essa onda de violência devastadora atingiu até agora:
Sociedade Bíblica – queimada (Fayoum)•
Sociedade Bíblica – queimada (Asuit)
Biblioteca da Sociedade Bíblica – queimada (Cairo)•
Casas de cristãos atacadas e saqueadas (Minya)•
Propriedades e Lojas de Cristãos – Queimadas (Arish)•
Escritórios da Fundação Evangélica– queimados (Minya)
Igreja Anglicana de São Salvador – queimada (Suez)
Igreja Evangélica de S Miguel – sitiada e saqueada (Asuit)
Igreja Evangélica de Minya – queimada (Minya)•
Igreja Adventista – queimada, pastor e esposa sequestrados (Asuit)•
Igreja Batista em Beni Mazar – queimada (Minya)•
Igreja dos Apóstolos – queimada (Asuit)•
Igreja da Renovação – queimada (Asuit)•
Igreja Evangélica de al-Zorby – Saqueada e destruída (Fayoum)•
Lojas, farmácias e hotéis de cristãos – atacados e saqueados (Luxor)•
Igreja e escola franciscana (Estrada 23) – queimada (Suez)
Convento e hospital Bom Pastor – queimada (Suez)•
Igreja do Bom Pastor, Convento do Bom Pastor – queimada com coquetéis molotov (Asuit)•
Igreja de S George – queimada (Minya)
Igreja dos Jesuitas – queimada (Minya)
Basilica de Fatima – atacada- Heliopolis•
Igreja Copta de São Marcos – queimada (Minya)
Convento Franciscano (Sisters of the Immaculate Heart of Mary) – queimado (Beni Suef)•
Igreja of Sta Teresa – queimada (Asuit)•
Igreja e Escola Franciscana – queimada (Asuit)•
Convento de S José e escola – queimada (Minya)•
Igreja Copta do Sagrado Coração – calcinada (Minya)•
Convento das Irmãs de Santa Maria – atacado (Cairo)•
Escola do Bom Pastor – atacada (Minya)
Igreja Copta Ortodoxa de S George – queimada (Minya)•
Igreja de Al-Esla – queimada (Asuit)•
Diocese Otodoxa Copta de Qusiya – queimada (Asuit)•
Igreja de S George – queimada (Arish)•
Igreja de S George de al-Wasta – queimada (Beni Suef)•
Igreja da Virgem Maria – atacada(Maadi, Cairo)•
Igreja da Virgem Maria – atacada (Mostorod, Cairo)•
Igreja Copta Ortodoxa de São George – atacada (Helwan, Cairo)•
Igreja de S Maria El Naziah – queimada (Fayoum)•
Igreja de Santa Damiana – saqueada e queimada (Fayoum)•
Igreja de S Theodore – queimada (Fayoum)•
Igreja de S José – queimada (Fayoum)•
Escola Franciscana – queimada (Fayoum)•
Igreja Copta Ortodoxa do Centro de S Paulo – queimada (Gharbiya, Delta)•
Igreja Copta Ortodoxa de S Antonio – queimada (Giza)•
Igreja Copta Ortodoxa de S George – queimada (Atfeeh, Giza)•
Igreja da Virgem Maria e do Pai Abrãao – queimadas (Delga, Deir Mawas, Minya)•
Igreja de S Mina Abu Hilal Kebly – queimada (Minya)•
Igreja de Amir Tawadros – queimada (Minya)•
Igreja de Anba Moussa al-Aswad- queimada (Minya)•
Igreja dos Apóstolos – queimada (Minya)•
Igreja de Santa Maria – tentativa de incêndio (Qena)•
Igreja Copta de S George – queimada (Sohag)•
Igreja de Santa Damiana – Atacada e queimada (Sohag)•
Igreja da Virgem Maria – queimada (Sohag)•
Igreja de São Marcos e o Centro Comunitário – queimada (Sohag)•
Igreja de Anba Abram – destruída e queimada (Sohag)
Casa do Frei Angelos (vigários da Igreja da Virgem Maria e Pai Abraão) – queimada (Minya)•

  Palavras-chave: perseguiçãocristianismo

Homossexuais perseguem e castigam héteros, diz Nobel da Paz



Por Exame


Varsóvia - O prêmio Nobel da Paz e ex-presidente polonês Lech Walesa disse nesta terça-feira que suas opiniões sobre a homossexualidade levaram ao cancelamento de suas duas conferências nos Estados Unidos, o que demonstra que a minoria gay é "efetiva" e "persegue e castiga a maioria".

Walesa, considerado o herói na luta contra o comunismo e símbolo da chegada da democracia à Polônia, disse há algumas semanas que os homossexuais "deveriam se sentar na última fila do Parlamento ou até mesmo atrás de um muro", e não pretender impor suas posturas minoritárias frente à maioria da população.

Em entrevista à emissora "RMF", Walesa lamentou hoje que as declarações tenham levado ao cancelamento de duas conferências nos Estados Unidos e que ele tenha deixado de ganhar US$ 70 mil.

O político se considera uma "vítima" do "lobby gay", que acusa de "usar sua influência diretamente" contra ele e de ser uma força que se baseia "na dor e no ressentimento".

Após as declarações polêmicas, várias organizações de gays e lésbicas o acusaram de ser um inimigo das minorias, de representar a extrema direita e de ser um antidemocrata.

"Têm que fazer alarde (de sua tendência sexual) diante da maioria?" questionou novamente hoje o político polonês, se referindo à parada anual do orgulho gay em Varsóvia e outras cidades do mundo.

"Deveriam ser recatados, se fechar a sua intimidade, não mostrar (sua sexualidade)", queixava-se o ex-líder do Solidariedade.

A Polônia é um dos países mais conservadores e católicos da Europa, embora, paradoxalmente, seu Parlamento tenha um deputado abertamente homossexual, Robert Biedron, e um parlamentar transexual, Anna Grodzka, ambos do partido anticlerical Movimento Palikot.

Lech Walesa, que tem oito filhos e é reconhecidamente um católico praticante, foi o primeiro presidente da Polônia democrática e suas opiniões ainda são referência entre grande parte da sociedade polonesa.

  Palavras-chave: homossexualismo

Obama critica países que votam leis contra gays e cita Rússia



Por UOL


O presidente americano, Barack Obama, criticou os países que adotam leis discriminatórias contra os homossexuais, após a adoção pela Rússia de medidas que punem a "propaganda" gay.

"Se discriminam com base na raça, religião ou orientação sexual, violam a moralidade básica que penso que deveria transcender cada país", disse Obama ao responder a uma pergunta sobre a adoção da nova lei russa, em um programa noturno de entrevistas, na terça-feira (6).

"Não tenho nenhuma tolerância com os países que tentam tratar os gays, lésbicas ou pessoas transgênero de uma maneira que os intimide ou prejudique", destacou Obama, acrescentando que a Rússia "não é o único país" que adota este tipo de legislação contra os homossexuais.

O presidente americano se referiu a países da África, não citando-os especificamente, onde "gays e lésbicas (também) são perseguidos de alguma maneira".

Uganda, por exemplo, propôs uma medida que defendia a aplicação da pena de morte para a "homossexualidade agravada", um projeto que não chegou a se tornar lei.

"Isto faz com que as coletivas de imprensa sejam incômodas às vezes", disse Obama.

"Mas uma das coisas que acredito que sejam muito importantes para mim é garantir que o povo seja tratado de forma limpa e justa", acrescentou.

A medida tomada pela Rússia e transformada em lei pelo presidente Vladimir Putin permite aplicar multas de mais de 5.000 rublos (156 dólares) a cidadãos que divulgarem informação sobre a homossexualidade entre menores, mas os críticos temem que pode levar a legitimar uma maior discriminação.

Esta lei provocou controvérsias diante da proximidade dos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014 e gera preocupação ante a visita de atletas e espectadores gays, que podem enfrentar atos discriminatórios e inclusive ações legais.

Obama minimizou tais temores, afirmando que Putin e a Rússia tinham o maior interesse em garantir que as Olimpíadas funcionem bem.

  Palavras-chave: homossexualismo

JEJUM BÍBLICO


Jejum é abstinência de alimento durante algum tempo.
Há diferença entre:
JEJUM RITUAL: praticado regularmente, com objetivos ritualísticos, característica da lei e prática judaica e de outras religiões: Lv 16.29-31.
JEJUM ESPONTÂNEO: sempre acompanhado de orações, tendo somente objetivos especiais. É sempre secreto: Mt 6.18. Na Bíblia, o jejum espontâneo tem os seguintes objetivos:
1) honrar a Deus: Is 58.3-7, Mt 6.18
2) humilhar-se perante os juízos divinos: Sl 35.13, 2 Sm 12.16, Ne 9.1-3, Jl 2.12
3) como período de preparação para as batalhas espirituais: Mt 4.1-3, 17.21.
CARACTERÍSTICAS DO JEJUM BÍBLICO ESPONTÂNEO:
1) Quebrantamento: Sl 69.10, Ne 9.1
2) Reservado e secreto: Mt 6.18
3) Com um (ou mais) dos 3 objetivos: honrar a Deus, humilhar-se e preparar-se
4) Sempre acompanhado de orações: Sl 35.13, At 13.3
QUAL O PERÍODO DO JEJUM ?
Indeterminado, podendo ser por um pequeno período. O que importa não é sua extensão, mas suas características bíblicas. Exemplo: Dn 9.3-19.
PORQUE O JEJUM É SECRETO ?
Para evitar qualquer orgulho e hipocrisia. O fariseu deu mau exemplo, ao declarar em público seu jejum: Lc 18.9-14.
PODE-SE BEBER DURANTE O JEJUM ?
É necessário, para evitar desidratação. A maioria dos jejuns bíblicos era somente de alimento. O jejum de Jesus no deserto foi somente de alimento: Mt 4.2 (“teve fome”, não se menciona a sede).
O JEJUM É SÓ DE ALIMENTO ?
Não. Recomenda-se abster-se de televisão, internet, lazeres, relações conjugais e outras distrações. É preferível um pequeno período de jejum completo do que um grande período cheio de “atividades”, sem alimentação.
TODO CRISTÃO DEVE FAZER JEJUM ?
Não. Somente aqueles que tiverem condições físicas para isto. Jejuar não é obrigação, mas um recurso espiritual. Observe que Jesus não jejuava sempre: Mt 9.14-15, Lc 5.33-35.
Texto de Júlio César Zanluca

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Capítulo 2: Teoria do Design Inteligente: Mitos & Fatos

2.4: Mito 2. TDI é preguiça intelectual, então "vamos pescar"!

 
Mito 2. Propor e defender a TDI é vergona e preguiça intelectual! (Figura 1Figura 1. Nada mais a ensinar em Ciência se a TDI for aceita?
Uma vez me perguntaram: O senhor não tem vergonha de propor a estudantes uma teoria em que já está tudo resolvido, foi o Designer e pronto, e vamos pescar (Figura 2)? Esta pergunta, notem, é sobretudo enganosa, pois carrega consigo total ignorância sobre a história da Ciência e o pressuposto básico da ciência. Assim, a resposta a ela é simples e direta: O grande problema da pergunta é a própria pergunta! Porque faz-se uma pergunta baseada em uma afirmação falsa, a que afirma ser certo que o fato de admitirmos o Designer resolveria tudo e que nos deixaria a todos preguiçosos, sem nada mais a fazer em Ciência. Que admitir o Designer seria então coisa de preguiçoso intelectual, o qual dando um péssimo exemplo, ensinaria a seus estudantes a serem também, como o são os teóricos da TDI, preguiçosos. Desmotivados a fazer ciência, vamos então todos pescar: "class dismissed"!
Mas não se deixe enganar pela falácia da pergunta. Primeiro porque não há vergonha ou preguiça alguma em defender a TDI, pelo contrário, é um privilégio, e hoje ainda, de poucos! Pois propor e defender a TDI na academia é defender a Ciência com C. É procurar livrar a Ciência de sua amarra naturalista, de seu tapa-olho, de seu maior engôdo! Da maior falácia científica de todos os tempos. É ainda preguiça alguma. Pois é tarefa árdua, intelectualmente desafiadora. É contrapor com o paradigma predominante, um quase consenso, uma "Teoria do Quase-tudo", entrincheirada há 150 anos nas nossas mentes e livros, calcificada na mente dos que já frequentaram uma escola pública ou foram alcançados pela mídia em geral, que lêem por exemplo a Folha ou a Veja, ou a Super Interessante, ou assistem o Fantástico.
É desafiar um gigante, erros não são perdoados. Propor e defender a TDI é um grande privilégio, mas é ser um "maluco beleza". É se defender da acusação de "herege" e assim a tarefa exige conhecimentos profundos multidisciplinares, de química, física, bioquímica, biologia, de cosmologia, filosofia e história da ciência, arqueologia, genética, e geologia. É tarefa então para os buscam erudição ampla, que leva a uma procura constante e incessante por mais e mais conhecimento. É tarefa para quem está pronto a reconhecer a enormidade do desafio e a se preparar para a diversidade de qualificações de seus oponentes. Propor e defender a TDI não é tarefa, então, para neófitos, vacilantes, ou preguiçosos intelectuais. É coisa de gente grande como Willian Dembski, Jonathan Wells, Paul Nelson, Michael Behe, David Berlinsck, Willian Johmson, e Antony Flew, entre outros grandes cientistas e acadêmicos em todo o mundo. Um desafio intelectual que o preguiçoso defensor da TDI (Figura 2) trava na mais alta esfera do conhecimento humano. Argumentos medievais obscurantistas que emanem de fundamentalistas religiosos ou seus escritos sagrados não são, portanto, úteis.
Figura 2. Ilustrando o mito do: "se a TDI for aceita, então oba, vamos pescar".
Tarefa bem menos árdua é defender, porém, o paradigma predominante. Bem menos desafiadora é a teoria para nossos alunos, pois já de antemão falamos que só existe matéria e energia e a la Hawking espaço neste Universo e damos, portanto a eles, opção alguma a não ser concluir que foi mesmo. Vergonhoso é ter que ensinar que peixe mutante virou réptil, que dino virou canário e que urso, nadando de boca aberta, virou baleia! Vergonhoso é disser, em alto e bom tom, que inúmeros dados sólidos acumulados nos últimos 150 anos confirmam a FATO inquestionável da evolução, e da ação exclusiva das Forças Naturais na Vida e no Universo, e que ...a genômica comparada é a cereja no topo do sorvete evolucionista,1 e citar uma meia dúzia de artigos filtrados, interpretados e algumas vezes censurados pela ótica míope do paradigma predominante, e acrescentar que os principais pesquisadores e periódicos sustentam esta tese (como se pudesse ser diferente) e ponto final, ninguém questiona, quando os dados e fatos científicos, de fato, mostram justamente o contrário.
Preguiça intelectual demonstra mesmo quem foge do debate, ou procura censurá-lo, suprimi-lo, ou classificá-lo como "não coerente com a política editorial de nossa revista", usando o subterfúgio fácil do descrédito, da subjetividade, da difamação mitológica medieval e obscurantista de argumentos e proponentes.
Outra falácia é admitir que concluir pelo designer nos deixa sem nada mais a fazer em Ciência. Isto é uma grande mentira, e a pergunta revela grande ignorância sobre os fundamentos mais primordiais da própria Ciência! Pois veja o exemplo dos Pais da Ciência. Os grandes criadores de quase todas as principais áreas científicas, como Newton, Boyle, Pascal, Faraday e tantos outros. Todos eles foram aberta e claramente defensores do Design Inteligente e da existência de um Designer, o qual entendiam teria orquestrado o Universo e a Vida. E esse fundamento mestre para os Pais da Ciência -é lógico e evidente- não os impediu em nada em investigar o Universo e a Vida. Pelo contrário, foi exatamente o pressuposto que tinham de que o Universo teria sido criado por um ser inteligente, racional e legislador, e por um único, e portanto, com uma única lógica e coerência, por uma mente inteligente, coerente e racional, a qual teria estabelecido, como legislador que era, leis precisas e exatas para governar seu reino (o Universo), e ainda mais o entendimento que nós, seres criados à sua imagem e semelhança, teríamos então, como ele, a capacidade de analisar racionalmente e adequadamente esse Universo - ordenado e racional (Figura 3)-e portanto bem comportado, que impulsionou os homens a criarem a Ciência, para através dela investigar os mecanismos que regem o Universo e a Vida.
Figura 3. O Universo matemático e racional em que vivemos.
Ou seja, admitir o designer é voltar as origens da boa e velha Ciência, da Ciência com C, da Ciência de Newton, de Boyle, e Pascal, e tantos outros. É fazer exatamente o mesmo que fez a imensa maioria dos Pais da Ciência quando a criaram e com ela estabeleceram as bases de todo a investigação científica e todas as suas principais áreas de investigação que hoje temos em Ciência, como fez Boyle, o Pai da Química. Boyle (Figura 4) separou a Química da Alquimia, foi um Cientista com C em sua essência, e ao mesmo tempo um Cristão também com C, fazendo por exemplo grande esforço para a divulgação, impressão e tradução, pasmem todos os ateus, daquele livro proscrito, a Bíblia.
Figura 4. Robert Boyle (1627-1691) é considerado o Pai, ou um dos pais da Química. Ele escreveu um dos maiores clássicos da literatura científica (The Sceptical Chymist: or Chymico-Physical Doubts & Paradoxes) publicado em 1661 em Londres, onde fez uma distinção clara entre a Química e a Alquimia. Orgulho santo de ser como Boyle -um inteligentista- e de como ele ser também um "Químico Cético" e ter, como ele teria certamente hoje, dúvidas e encontrar paradoxos insolúveis na "alquimia da evolução".   
E quanto a mim, me junto a Boyle, mas também a J. J. Thomson (Figura 5), o descobridor dos elétrons e o Pai da física atômica e da Espectrometria de Massas que também -como eu- era um racionalista e inteligentista de carteirinha, e que uma vez escreveu, pasmem, na Nature: "As we conquer peak after peak we see in front of us regions full of interest and beauty, but we do not see our goal, we do not see the horizon; in the distance tower still higher peaks, which will yield to those who ascend them still wider prospects, and deepen the feeling, the truth of which is emphasized by every advance in science, that 'Great are the Works of the Lord'." (Thomson 1909, Nature, vol. 81, p. 257). Ou seja, em bom português, Thomson diz que qual é a verdade que é "corroborada" em cada avanço que a Ciência faz? Teria sido que há só matéria e energia e espaço nesse Universo, como os "grandes eruditos" desse século tem afirmado? Teria sido que a Ciência acabaria se assim não fosse? Não! Thomson disse que a verdade é esta, de que "grandes são as obras (o Universo e a Vida) do Senhor (a mente inteligente segundo a interpretação filosófica e teológica de Thomson, e a minha também!).
Figura 5. J. J. Thomson, o Pai da Espectrometria de Massas, vendo -como eu vejo- pico após pico com seu espectrômetro de massas, que "grandes são as obras do Senhor". 
Defender a TDI é, portanto, revitalizar a Ciência. É se juntar em Química a Boyle, em espectrometria de massas, a Thomson! É como cientista e professor, motivar os alunos a fazerem uma Ciência livre e despreconceituosa. É imitar os Pais da Ciência. É seguir os dados, doa a quem doer. É combater gigantes e grandes preconceitos. É procurar colocar a ciência de volta a sua boa e velha origem! É tentar remover da Ciência o seu "tapa-olho" naturalista que hoje a impede de ver o óbvio, e a faz prospectar inultimente por respostas aonde simplesmente elas não existem. É evitar que a ciência insista no erro, e insistir no erro -todos sabemos- é burrice!
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1 Evolução e Religião, Sergio D. Pena, Ciência Hoje On-Line, 8/11/2009. Em sua coluna no Ciência Hoje o famoso geneticista brasileiro Sérgio D. Pena disse: "...É absolutamente incontestável o fato da evolução (fatos absolutamente incontestáveis são Dogmas, isso não é Ciência). Não se trata de uma simples teoria da evolução (com certeza é muito mais do que uma teoria, é uma crença). Dados paleontológicos (leia sobre o registo fóssil nesse web-book), geológicos e fisiológicos (a la comparação de bicos de passarinhos, veja sobre a Falácia dos tentilhões de Darwin) já forneceram ampla evidência da origem única da vida na Terra (LUCA inviável e a árvore da Vida, que é na realidade uma floresta, leia sobre essas falácias nesse web-book também) e de sua evolução progressiva (leia sobre a Explosão Cambriana, que nada tem de progressiva) para formar as milhões de espécies (temos mais diversificações intra-espécies e menos filos hoje do que no passado) de animais e plantas que aqui habitam. Mas a genômica comparada foi a cereja no topo do sorvete, o elemento que nos deu a prova final da verdade incontestável (verdade incontestável é de novo coisa de religioso, coisa de fanatismo religioso) da evolução."
Leia esse web-book e os destaques acima e, veja por exemplo a comparação genômica "fajuta" que fizeram entre homens e chimpanzés e responda: Genômica comparada: Cereja ou Abacaxi?

Entrevista exclusiva: Karl Kienitz, professor do ITA, fala sobre ciência e fé cristã






Karl Kienitz é engenheiro de eletrônica formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1983.

Concluiu seu mestrado no ITA em 1985 e obteve o doutorado em Engenharia Elétrica na Escola Politécnica Federal de Zürich (ETHZ), Suíça, em 1990.

Foi oficial engenheiro da ativa da FAB até 1993.

Atualmente é Professor Associado do ITA.

Foi bolsista de pesquisa da Fundação Alexander von Humboldt e pesquisador visitante do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) em 1996/7 e 2004/5.

É Pesquisador de Produtividade em Pesquisa do CNPq (nível 2).

De janeiro de 2007 a fevereiro de 2011, Karl coordenou o Curso de Graduação em Engenharia Eletrônica do ITA, que em 2009 foi reconhecido pelo MEC como o melhor curso de engenharia do país.

Sua atuação profissional concentra-se nas áreas de Engenharia Elétrica e Engenharia Aeroespacial, com ênfase em Sistemas de Controle.

Karl mantém um site pessoal sobre Fé e Ciência no endereço www.freewebs.com/kienitz.

Em entrevista exclusiva ao blog, Karl faz uma reflexão objetiva sobre ciência e fé cristã.

Muitos cientistas, no início da ciência moderna, eram cristãos. Qual foi a importância da visão de mundo cristã para o desenvolvimento da ciência moderna?

Muitos cientistas desde o início - e não apenas no início - da ciência moderna têm sido cristãos. Ciência depende de certos pressupostos devidamente organizados acerca do mundo. E foi na cultura europeia do final da Idade Média, permeada pelo Cristianismo, que condições adequadas a esse respeito se apresentaram propiciando o desenvolvimento do método experimental da ciência como o conhecemos. Cristãos como Robert Grosseteste e o seu aluno Roger Bacon (século XIII) estiveram entre os primeiros a enfatizar o uso da experimentação para aferir afirmações sobre fenômenos naturais, e deixaram clara uma sólida motivação para tal, enraizada numa visão de mundo cristã. Foram seguidos pelos primeiros cientistas modernos propriamente ditos, cristãos como Agricola, Kepler, Pascal e Boyle. Séculos mais tarde, o cristão James Joule continuaria enfatizando a ligação positiva entre fé cristã e ciência ao dizer que "após conhecer e obedecer à vontade de Deus, o próximo alvo deve ser conhecer algo dos Seus atributos de sabedoria, poder e bondade evidenciados nas obras de Suas mãos." Pois ciência mostrou servir de modo sobremodo excelente para conhecer, explorar e fazer bom uso das "obras de Suas mãos", de tudo aquilo que Deus criou.

Para fazer ciência é necessário pressupor que as ferramentas da ciência – a lei da lógica, a lei da causalidade, o princípio da uniformidade – sejam verdadeiras. A visão de mundo cristã tem algo a dizer sobre essas ferramentas da ciência?

A visão de mundo cristã não chancela esta ou aquela ferramenta da ciência, da filosofia ou de outro ramo da atividade intelectual humana. Mas ela pode nos predispor a esperar que elas funcionem, como acontece no caso das três citadas. Por exemplo, a Bíblia nos revela que Deus é consistente em seu governo da criação, e não cheio de caprichos. Portanto podemos de antemão esperar descobrir padrões regulares no estudo da natureza. Esse tipo de argumento comprovadamente contribuiu para que se investigasse a natureza com uma sistemática que foi sendo aperfeiçoada, resultando no método científico.

Em casos específicos, é possível reconhecer ainda outras contribuições das convicções cristãs. Deixe-me ilustrar com dois exemplos. Kepler servia-se de suas descobertas para destacar a glória e sabedoria do Criador. Galileu argumentava que não se pode presumir que os caminhos e pensamentos de Deus sejam os nossos, e por isso aplicou-se a observar sistematicamente o mundo que Ele criou.

Em síntese, eu não chegaria a dizer que uma visão de mundo cristã foi a base da ciência moderna. A base da ciência moderna foi o árduo trabalho de pessoas de intelecto invejável, tenazmente dedicadas ao estudo da natureza. Mas sua visão cristã do mundo decisivamente as motivou e favoreceu no desenvolvimento e uso do método científico.

Stephen Jay Gould, destacado paleontólogo, biólogo evolucionista e filósofo da ciência, que lecionou em Harvard, e faleceu em 2002, afirmou que cristianismo e ciência podem coexistir, pois ocupam lugares separados na vida humana. O senhor concorda?

Cristianismo e ciência têm coexistido na cultura ocidental, basta estudar história da ciência para constatá-lo. Quando Gould tenta explicar que isso ocorre porque os dois "ocupam lugares separados na vida humana", não acompanho seu raciocínio. De que "lugares separados" ele estaria falando? Contudo sei que para cientistas como James Clerk Maxwell e Max Planck, cristianismo e ciência não têm apenas coexistido; têm existido em união. Planck reiterou que os dois "combatem unidos numa batalha incessante contra o ceticismo e o dogmatismo, contra a descrença e a superstição". E Maxwell sugeriu que "os cristãos cujas mentes dedicam-se à ciência são chamados a estudá-la para que sua visão da glória de Deus possa ser tão extensa quanto possível".

O senhor acredita em milagres?

No Moderno Dicionário da Língua Portuguesa (Melhoramentos), milagre é definido como "fato que se atribui a uma causa sobrenatural". Existem fatos que eu atribuo a causas sobrenaturais. Considero a ressurreição de Jesus Cristo o mais significativo deles.

Não é uma contradição que um cientista acredite em milagres?

Não, pois é o materialista e não o cientista que crê que tudo (no sentido mais amplo do termo) pode ser explicado – ou algum dia o será – em termos de leis naturais.

Se milagres acontecem, há eventos com causas sobrenaturais. Isto é, o senhor atribui certos eventos a causas sobrenaturais quando, na realidade, esses eventos podem ter causas naturais ainda não descobertas. Essa crença não passaria a ideia de que o senhor acredita no Deus das lacunas?

Cientistas geralmente não fazem menção ao sobrenatural em suas assertivas por receio de cometerem a "falácia do deus das lacunas", que consistiria em apelar para o sobrenatural quando de fato existiria uma explicação – ainda não conhecida – em termos de leis naturais. Quando uma pessoa crê que tudo pode(rá) ser explicado em termos de leis naturais, muitas vezes estará propensa a acusar outros da "falácia do deus das lacunas", mesmo sem ter certeza de que um dia existirá uma explicação material/natural adequada. Em última análise, tal pessoa estará simplesmente rejeitando uma explicação que não lhe convém, acusando seu interlocutor de uma suposta "falácia" que pode muito bem não existir. Como exemplo cito a ressurreição de Jesus, para a qual é notória a falha das tentativas naturalistas de explicação. As alternativas – pouco honestas, infelizmente – são simplesmente negar ou ignorar o fato, grotescamente desconsiderando a evidência existente.

Ao contrário do materialista, reconheço como distintos o conjunto daquilo "que é" e o conjunto daquilo "que pode(rá) ser sabido/conhecido por meios naturais". No meu entender é equivocada uma mentalidade como a materialista, na qual a ontologia (a teoria daquilo que é) é derivada da epistemologia (a teoria daquilo que pode ser sabido). Cientistas que professam a fé cristã, e outros cientistas também (como por exemplo Gödel e Einstein) se opõe / opuseram a esse tipo de mentalidade. Eu creio no Deus pessoal e relacional revelado na Bíblia e sei que milagres acontecem. Como cientista tenho um padrão elevado para aceitar milagres, mas não os nego. Se eu algum dia for acusado da "falácia do deus das lacunas", tal acusação será motivada pela fé materialista do acusador e não por falta minha de rigor científico.

Norman Geisler, filósofo cristão, acredita que o materialismo e o naturalismo levam alguns cientistas a ignorar, por exemplo, o design inteligente. Por que a visão de mundo materialista é falsa?

Alvin Plantinga apresentou vários argumentos de peso contra o materialismo, por exemplo no artigo "Against Materialism", publicado na revista "Faith and Philosophy", em 2006. De um ponto de vista mais prático, eu considero que o principal descaminho do materialismo / naturalismo se manifesta no seu procedimento de procurar por explicações para o que talvez seja inacessível por princípio. Assim o materialista se fecha ao discernimento de que existe o perigo da falácia quando busca explicar o inexplicável.

Então, porque ainda existem materialistas e naturalistas?

De fato existem muitos materialistas e naturalistas apesar dos sólidos argumentos contra o materialismo e o naturalismo. A meu ver há (pelo menos) duas explicações possíveis para esse tipo de fenômeno, ambas apontadas por Blaise Pascal (na coletânea Pensèes, fragmentos 245, 259 e 277). (1) Tanto a razão quanto o hábito podem ser fontes de crenças. Muitas pessoas simplesmente adquiriram o hábito de serem materialistas / naturalistas e nunca lhes ocorreu refletir seriamente sobre sua visão de mundo. (2) As pessoas tem o poder de decidir sobre o que irão ou não pensar. Assim também refletir acerca da própria visão de mundo ocorre por decisão própria. Pascal diz que "o coração tem suas razões, que a razão desconhece. … o coração naturalmente ama a Deus, e também naturalmente a si mesmo, dependendo de a quem se entregar; e se endurece contra um ou outro de acordo com sua vontade".

O que um materialista deve fazer para se tornar cristão?

À luz da minha resposta à pergunta anterior, considero que o primeiro passo é reconsiderar objetivamente a própria visão de mundo. Aqueles que desejam trabalhar uma argumentação mais detalhada podem ler os escritos de Alvin Plantinga e William Lane Craig. Aqueles que desejam excelentes textos, porém mais acessíveis, talvez prefiram os textos de Norman Geisler e Josh McDowell.

Qual deve ser o procedimento de um universitário cristão que está sendo confrontado com a visão de mundo materialista e naturalista?

Ao invés de responder a essa pergunta, eu gostaria de remeter a um texto do Prof. Alderi Souza de Matos (Universidade Presbiteriana Mackenzie), que trata de forma muito completa o que está sendo perguntado. Sua "Carta a um universitário cristão" pode ser lida emhttp://www.freewebs.com/kienitz/carta.htm.

  Palavras-chave: cristianismociênciaKarl Kienitznaturalismomaterialismo

Enviado por: Johannes Janzen 

Proporção de cristãos no mundo caiu de 35% para 32%; Europa e América registraram queda, ao contrário da África


por João Novaes, Opera Mundi

A proporção de cristãos no mundo diminuiu nos últimos cem anos. A conclusão é de um estudo global realizado pelo instituto Pew Research Center divulgado nesta segunda-feira (19/12) (Leia a íntegra do estudo aqui). Em números absolutos, segundo a pesquisa, os seguidores do cristianismo quase triplicaram de 600 milhões para mais de 2 bilhões de 1910 até o ano passado. Entretanto, esse crescimento segue a o crescimento da população mundial, de 1,8 bilhões para 6,9 bilhões no mesmo período. Como resultado, o percentual de cristãos no mundo caiu de 35% para 32%.

Outro dado relevante do estudo “Cristianismo Global: informe sobre o tamanho e distribuição da população cristã no mundo” é a diminuição da influência da religião nos dois continentes onde ela possui tradicionalmente sua maior base de seguidores. Na Europa a proporção caiu em 19 pontos percentuais, de 95% para 76%. Entre os europeus, a fé cristã responde a 76% (contra 95% no passado), contra 86% dos americanos (que eram representados por 96% em 2010). Juntos, os dois continentes representam 63% da população cristã no mundo, contra 93%em 2010.

O estudo não comparou o cristianismo com outras religiões. Entretanto, comparado com estudos anteriores do próprio instituto Pew, os muçulmanos representam 1,6 bilhões de pessoas (ou 23,4% d população mundial).

Por outro lado, a religião apresentou um crescimento altamente significativo na África sub-saariana, área relativamente pouco habitada por cristãos no início do século XX. Nessa porção do continente africano, que não corresponde aos países locais de origem árabe e sob forte influência do islã, a proporção cresceu de 9% em 1910 para 63% em 2010. Houve também registro significativo de crescimento na da Ásia e do Oceano Pacífico (sem contar o Oriente Médio). Lá, os cristãos subiram de 3% para 7%.

Segundo o Pew Research Center, conclui-se que o cristianismo está mais espalhado pelo mundo, tornado-se uma religião “mais global“ e menos concentrada no Ocidente.

O estudo é baseado em dados oficiais de todos os países, utilizando-se de mais de 2.400 fontes, incluindo censos e pesquises de abrangência nacional representativas. Em alguns países como a China, por exemplo, o Pew levou em conta estatísticas de grupos relacionados a igrejas.

Diversidade
Segundo o Pew, o catolicismo também permanece como a corrente majoritária, com 1,1 bilhão de seguidores. O Brasil é o país com mais católicos: 133,660 milhões, ou 68,6% de sua população. Esse número equivale a 12% dos católicos no mundo. É seguido em números absolutos pelo México (96 milhões), Filipinas (75 milhões), Estados Unidos (74 milhões) e Itália (50 milhões).

Os protestantes chegam a 801 milhões de fiéis. Apesar de suas origens europeias, eles estão mais representados em outros continentes. Os Estados Unidos são o país onde estão mais representados, com 159 milhões de seguidores (51% de sua população e 20% do total no mundo). São seguidos pela Nigéria (59 milhões), China (58 milhões, embora estes representem somente 4,3% de sua população), Brasil (40 milhões, ou 20,8% de sua população, equivalente a 5,1% no mundo) e África do Sul (36 milhões). Só depois aparece um país europeu: o Reino Unido, berço da Igreja Anglicana, com 33 milhões de pessoas.

Distribuição estimada da população de protestantes por país e território em 2010.


Os ortodoxos somam 60 milhões e estão majoritariamente na Rússia (39%) e em outros países do leste europeu e da África. Correspondem a 12% da população cristã. Outras correntes não chegam a 1% da representatividade cristã, incluindo mórmons e Testemunhas de Jeová. No total, somam 28 milhões de pessoas ao redor do mundo.

No total de cristãos, os EUA são o país com maior população (246 milhões, ou 79,5%), com o Brasil em segundo lugar (175 milhões, com 90%).

Outros dados
Os cristãos são a religião majoritária em 158 países. Já a região com menor concentração de cristãos é Oriente Médio, com 4% - região predominantemente muçulmana. Já na Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo, abriga mais cristãos do que vinte países africanos de maioria cristã combinados. Cerca de 90% dos cristãos, ainda segundo o Pew, moram em países onde representam a religião majoritária.

  Palavras-chave: cristãoscristianismoprotestantes

HOMOSSEXUALISMO Á LUZ DA PALAVRA DE DEUS

HOMOSSEXUALISMO Á LUZ DA PALAVRA DE DEUS
Quando buscamos o certo, buscamos a verdade. E nada melhor que buscar a verdade na Verdade Eterna, a Palavra de Deus (a Bíblia).
BIBLICAMENTE, o homossexualismo sempre foi rejeitado. Se os tempos são “outros “, isto não importa, porque a Palavra de Deus permanece eternamente (Is 40.8, Mt 5.17-19, 24.35, 1 Pe 1.25). O “modernismo” quer mudar o que é pecado e abominação a Deus (Lv 18.22, 20.13, 1 Co 6.9-10, Rm 1.26-27), em coisa aceitável. 
Nós, os cristãos, não nos amoldamos ao mundo e ao seu pensamento (Rm 12.2), e sabemos o altíssimo valor da Bíblia como norma de vida.
Examine atentamente os textos seguintes: Sl 119.9, 105, Pv  4.12, 30.5, Ez 33.9, Os 14.9, Mc 3.35, Lc 11.28, Ef 6.17, Ap 22.19, e você constatará a grande utilidade e seriedade das Escrituras. Por causa do homossexualismo, duas cidades foram destruídas: Sodoma e Gomorra (Gn 19.4-11).
A Bíblia recomenda:
FUGIR: 2 Tm 2.22, 1 Co 6.18
RESISTIR: Gn 4.7, Tg 4.7
DESVIAR: Pv 4.14-15
ARREPENDER-SE E CONFESSAR: Rm 6.12-14, 1 Jo 1.9
MUDAR DE ATITUDES: 1 Jo 3.8-9, 5.18
REPROVAR: Ef 5.11
DECLARAR VITÓRIA PELA FÉ: Gl 2.20, 1 Jo 5.4-5, Rm 8.37
Conclusão: a prática do homossexualismo (sob qualquer forma) é condenada na Bíblia. O homossexual deve ser ajudado, caso deseje se arrepender e sair das práticas que o escravizam. A libertação é pelo perdão de Deus, manifestada por Cristo, e fortalecimento do Espírito para uma nova vida.

ESCATOLOGIA – APOCALIPSE - Prof. Eliseu Pereira

CURSO ESCATOLOGIA II – APOCALIPSE
Prof. Eliseu Pereira

LIÇÃO 1 – INTRODUÇÃO GERAL

Texto devocional:
“Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17-18)

[1]       Título: apocalupsis (gr. Apokalutw) significa revelação, desvendamento, descobrimento de algo que está encoberto, tirar o véu. 

[2]       Autor e data: apóstolo João, bispo de Éfeso, quando exilado na ilha de Patmos, entre 90-96 d.C., durante o reinado do imperador Domiciano.  

[3]       Contexto histórico:  durante o reinado do imperador Domiciano.  

[4]       Modos de interpretação:


1 – 3
4 – 19
20 – 22
Preterista: a maioria das profecias (ou todas), se cumpriram no passado;
Igrejas históricas;
Simbolismo das condições atuais;
Simbolismo do céu e da terra;
Histórica: as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja, inclusive a Tribulação (pós-milenista e amilenista);
Igrejas históricas;
Simbolismo dos acontecimentos da história: queda de Roma, islamismo papado, Reforma;
O juízo final, milênio, estado eterno;
Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias; as passagens proféticas apenas ensinam idéias ou verdades;
Igrejas históricas;
Simbolismo do conflito entre  bem e o mal;
A vitória do bem;
Futurista: crêem que todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio (pré-milenista);
Igrejas históricas e/ou sete estágios da história da igreja;
A futura tribulação; julgamentos concentrados sobre a igreja apóstata e sobre o anticristo; a vinda de Cristo;
O reino milenar; julgamento dos ímpios mortos; estado eterno;

[5]       Hermenêutica:
a. Bíblia X Jornais: o enfoque é a Palavra de Deus e não as manchetes de jornais;  
b. Simbologia: necessidade de separar o que linguagem simbólica da literal;
c. Profecias do AT: muitas porções do Apocalipse são recorrentes nos profetas do Antigo Testamento.
d. Números: três (trindade) – quatro (terra) – seis (imperfeito, incompleto) – sete (perfeito) – dez (plenitude) – doze (governo) -
e. Tempo: “as coisas que em breve devem acontecer” ou o “tempo está próximo”
Esboço:[1]
a. Passado: as coisas que viste (1);
b. Presente: as que são (2-3);
c. Futuro: as coisas que hão de acontecer (4-22); 
i.     Os ímpios serão julgados (4-19)
ii.    Os justos serão abençoados (20-22)
d. Diagrama:





3º QUADRO
Cap 4-11
Céu















1º QUADRO
Cap 1
Jesus 

2º QUADRO
Cap 2-3
Igreja

4º QUADRO
Cap 12-16
Terra

Trombetas
Taças

6º QUADRO
Cap 19-20
Reino 

7º QUADRO
Cap 21-22
Cidade














5º QUADRO
Capítulos 17-18
Mundo Espiritual





“cousas que viste”
“e as que são”
“e as que hão de acontecer depois destas.”













LIÇÃO 2 – A VISÃO DO TRONO, O LIVRO SELADO E OS JUÍZOS

Texto devocional: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” (Carta à Igreja de Éfeso, Ap 2.7)

[1]       Conceitos:
a.   tempo: “as coisas que viste”, “as que são” e “as que hão de acontecer”
b.  já x ainda não: o reino de Deus está entre nós, mas ainda não foi implementado inteiramente.

[2]       Esboço: Apocalipse cap 4-11
a.  Visão no céu: cap 4 e 5;
i.     Deus (cap 4):
(1)                       descrição da glória de Deus (v 2-8a);
(2)                       adoração a Deus: 2 hinos (8b e 11) e narrativa (9-10);
ii.    Jesus (cap 5):
(1)                       descrição da glória de Cristo (v 5-7);
(2)                       adoração a Cristo: 2 hinos (9-10 e 12) e narrativa (11-12a);
iii.  Adoração a Deus e Jesus (cap 5): v 13,14;
b.  Abertura dos selos: cap 6 e 8.1-5
c.   Os servos de Deus: cap 7
i.     144 mil judeus (v 1-8);
ii.    Santos da tribulação (v 9-17);

[3]       Visão do céu:
a.  3ª seção: “mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.”
b.  Trono: poder (relâmpagos, trovões e vozes) e misericórdia (arco-íris);
c.   Personagens:
i.     Deus: primeira descrição do que se assenta no trono. Deus é espírito; aparência não é antropomórfica;
ii.    24 anciãos: são o “Conselho de Deus”; não são anjos; são homens que representam o governo de Deus sobre Israel (12 patriarcas) e sobre a igreja (12 apóstolos). Eles se assentam em tronos (Mt 19.28), usam coroas (Ap 2.10), estão vestidos de branco (Ap 3.4-5).
iii.  4 seres viventes: o pano de fundo são os querubins de Ezequiel (1.5,10; 10.20) e de Isaías (6.2) inclusive com respeito ao cântico.
iv.  Messias que venceu: estava no meio do trono (7.17) como o Leão da tribo de Judá (Gn 49.9-10) e Raiz de Davi (Is 11.1; ver Hb 1.3);
v.    Cordeiro de Deus (Lc 24.26): 7 chifres(onipotente Mt 28.18); 7 olhos (onisciência, cf. Zc 4.10); 7 espíritos (Espírito Santo Jo 16.7; At 2.33).

[4]       Abertura dos selos:
a.  Livro: selado com 7 selos na mão de Deus;
i.     Formato: livro ou rolo de papiro ou pergaminho, geralmente escrito apenas na parte interna;
ii.    Selado: lacre de cera; os selos não indicam o conteúdo do livro, mas ao serem abertos, são acompanhados de juízos;
b.  Selos: do latim sigilus ou segredo; não revelam o conteúdo do livro, mas indicam que o conteúdo será revelado após a abertura dos selos;
i.     7 selos: costume de lacrar um testamento diante de 7 testemunhas que colocavam cada uma seu próprio selo para conferir validade;
ii.    Testamento: a morte de Cristo o qualifica para abrir o livro e mostra que ele tem toda autoridade no céu e na terra. Somente Cristo conhece o conteúdo do livro os acontecimentos atuais e futuros;
iii.  Significado: o rolo é símbolo da promessa do Reino de Deus que será dado em herança ao povo comprado para Deus;
iv.  Herança: 1 Pe 1.4 dá a entender que Deus havia determinado na eternidade dar em herança o seu reino a um povo comprado para si;

[5]       Caixa de texto: Selos  Trombetas   Taças  Relações sugeridas entre selos, trombetas e taças:
a.  arranjo simultâneo: os julgamentos são vistos como ocorrendo simultaneamente, com a repetição mostrando a intensificação dos juízos;


b.  Caixa de texto: Selo ó trombetas ó taças arranjo consecutivo: todos os juízos dos selos, trombetas e taças em seqüência cronológica;

c.   arranjo telescópico: apresenta o 7º selo introduzindo a série de 7 trombetas e sendo explicado por ela; a 7ª trombeta introduz a série de 7 taças e é explicada por ela. Assim, as 7 taças se igualam a 7ª trombeta e as 7 trombetas se igualam ao 7º selo.

7º selo
7ª trombeta



   1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6                  1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6       1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6
            selos                                           trombetas                              taças
 



d.  arranjo consecutivo e posicional: apresenta o 7º selo introduzindo a série de 7 trombetas e as 7 taças, sendo que as trombetas são as causas provocadas no céu e as taças são os efeitos vistos na terra e no mundo espiritual.

Céu
 6 Selos  ►
7º selo

7 trombetas



Terra

7 taças
e


Inferno











7 anos de tribulação



LIÇÃO 3 – A ABERTURA DOS SELOS E OS SERVOS DE DEUS

Texto devocional: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.” (Carta à Esmirna Ap 2.11)

[1]       Abertura dos selos:
a.  Abertura: os selos não revelam o conteúdo do livro, mas liberam as forças que estarão em ação durante o julgamento da grande tribulação: a guerra, a forme e todo tipo de praga que resultará em juízo e morte;
b.  Conteúdo dos selos: pano de fundo em Zacarias 6.1ss;
i.     1º selo: cavalo branco – anti-Cristo ou evangelização do mundo??? A figura do arco nunca está associada a Deus, a Cristo ou à igreja.
ii.    2º, 3º e 4º selos: cavalos – referência a juízo – anjos que recebem poder para causar dano na terra e no mar (7.2)
iii.  5º selo: referência aos mártires da igreja;
iv.  6º e 7º selo: referência ao dia do Senhor e à 2ª vinda de Jesus

c.   Efeitos dos selos:

SELO
DESCRIÇÃO / EFEITOS
1º Selo
Cavalo branco: cavaleiro armado com arco para vencer; conquista
2º Selo
Cavalo vermelho: cavaleiro armado com espada para tirar a paz da terra; guerra
3º Selo
Cavalo preto: cavaleiro com uma balança indicando fome, escassez e carestia; escassez e crise econômica
4º Selo
Cavalo amarelo: cavaleiro chama Morte tem poder para matar ¼ da população da terra (guerras, fome, peste e feras); mortandade
5º Selo
Visão dos mártires: promessa de vingança; justiça
6º Selo
Terremoto, efeitos no sol, na lua e nas estrelas; o céu se abre e há forte abalo na terra, nas ilhas e nos mares; pânico entre as nações;
7º Selo
Silêncio no céu

d.  Comparação com Sermão Profético:

Mateus 24
Apocalipse 6
v. 4-5 – falsos cristos e engano;
cavaleiro armado com arco para vencer; conquista
v. 6-7 – guerras e rumores de guerras; nação contra nação, reino contra reino;
espada para tirar a paz da terra; guerra
v. 7 – fome;
fome, escassez e carestia;
V 8 – guerra, fome e terremotos em vários lugares;
Morre ¼ da população da terra (guerras, fome, peste e feras);
9-13: perseguição, martírio, ódio, traição e falsos profetas e apostasia
Visão dos mártires: promessa de vingança; justiça
29-31: “o sol escurecerá , e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.”
12-17: efeitos no sol, na lua e nas estrelas; o céu se abre e há forte abalo na terra, nas ilhas e nos mares; pânico entre as nações;


[2]       Os servos de Deus:
a.  Povo comprado para Deus (5.9): costume de resgatar escravo para uma divindade perante a qual o preço era pago; a expressão “tribo, língua, povo e nação” aquela altura era profética quanto à expansão do reino de Deus;

b.  Os 144 mil selados em Ap 7.1-8:
i.     Cenário: terra
ii.   Origem: tribos de Israel nacional
iii. Identidade: judeus remanescentes que se converterão a Cristo
iv.  Relação com igreja: Israel distinto da igreja ou símbolo da igreja?
v.    Selo de Deus: contraste com a marca da besta; não sofrem os danos no juízo de Deus sobre a terra durante a grande tribulação;

c.   Os 144 mil selados em Ap 14.1-5:
i.     Cenário: estão no céu diante do Cordeiro (v.1), junto com o seres viventes e dos anciãos (v.3), selados com o nome de Deus e de Cristo e cantam um novo cântico exclusivo (v 3.b);
ii.    Origem: comprados da terra (v. 3.c);
iii.  Identidade: homens puros e virgens, sem mácula, redimidos dentre os homens e primícias para Deus e para o Cordeiro (v.4,5);

d.  Santos da tribulação (7.9-17):
i.     Cenário: céu
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: salvos crentes em Cristo;
iv.  Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;

e.  Cântico de Moisés (15.1-4):
i.     Cenário: céu
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: vencedores da besta, da sua imagem e do número do nome;
iv.  Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;

f.    Numerosa multidão (19.1-10):
i.     Cenário: estão no céu, junto com o seres viventes e anciãos (v 1, 4, 5);
ii.    Origem: de todas as nações, tribos, povos e línguas;
iii.  Identidade: a noiva do Cordeiro formada por todos os servos de Deus; Relação com a igreja: salvos durante a perseguição da Grande Tribulação;
 
AS SETE BEM-AVENTURANÇAS NO APOCALIPSE

1)      Bem-aventurado os que lêem e os que ouvem e guardam a profecia deste livro (1.3).
2)      Bem-aventurado os mortos, que morrem no Senhor (14.13).
3)      Bem-aventurado aquele que vigia (arrebatamento) – (16.15).
4)      Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro (19.9).
5)      Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição (20.6).
6)      Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro (22.7).
7)      Bem-aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro (22.14).


LIÇÃO 4 –  O JUÍZO DAS TROMBETAS E DAS TAÇAS

Texto devocional: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (Carta à Igreja de Pérgamo, Ap 2.17)

[1]       Revisão:
a.  1º selo: cavalo branco – anti-Cristo;
b.  2º, 3º e 4º selos: cavalos – referência a juízo: guerra, fome, morte; 
c.   5º selo: referência aos mártires da igreja;
d.  6º selo: referência ao dia do Senhor e à 2ª vinda de Jesus;

[2]       Abertura do 7º Selo:
a.  há silêncio no céu: manifestação de expectativa e reverência; 
b.  7 anjos recebem 7 trombetas: anunciam os julgamentos de Deus;   
c.   orações dos santos:  são oferecidas no altar de ouro e o incenso é lançado sobre a terra provocando trovões, vozes, relâmpagos, e terremotos;
d.  selos: as forças liberadas pela abertura dos selos estarão em ação durante o juízo das trombetas e das taças;

[3]       Trombetas:
a.  dividem-se em 2 grupos:
i.     as quatro primeiras atingem a natureza;
ii.    as três últimas (também chamadas de ais) atingem os homens ímpios “os que moram na terra" (3.10; 6.10; 11.10; 13.8; 17.2);
b.  características: atingem cerca de 1/3 do alvo; tem o objetivo de julgar e produzir arrependimento;
c.   relação com pragas do Egito: figura do juízo de Deus sobre os ímpios - água se transformam em sangue; escuridão;

[4]       Efeitos das trombetas:
a.  1ª trombeta: atinge a terra e queima 1/3 da vegetação da terra;
b.  2ª trombeta: atinge o mar; mata 1/3 da vida marinha e 1/3 dos navios;
c.   3ª trombeta: atinge 1/3 da água doce; mata muitas pessoas (ver Jr 9.15);
d.  4ª trombeta: atinge 1/3 do sol, da lua e das estrelas; produz escuridão; a luz do dia diminuirá para cerca de 16 horas;
e.  5ª trombeta (1º ai): um anjo abre o abismo e libera seres que têm poder de ferir os homens que adoram a besta durante 5 meses; (Lc 10.19; Jl 2.4-10);
f.    6ª trombeta (2º ai): atinge o Rio Eufrates e solta 4 anjos malignos, líderes de um exército demoníaco de 200 milhões que matam 1/3 dos ímpios (9.15) por meio de fogo, fumaça e enxofre;
g.  7ª trombeta (3º ai): o reino de Cristo é anunciado; adoração e louvor; 



QUADRO COMPARATIVO DAS TROMBETAS E DAS TAÇAS:

 

TROMBETA
ALVO
EFEITOS

EFEITOS
ALVO
TAÇA
1ª trombeta
saraiva e fogo sobre a Terra;
queimou 1/3 terra, vegetação (árvores e ervas);
Úlceras malignas e perniciosas
Terra e adoradores da besta
1ª taça
2ª trombeta
grande montanha em chamas cai no mar;
1/3 da águas se tornam sangue; morre 1/3 da vida marinha; destrói 1/3 das embarcações;
As águas do mar se tornam em sangue e mata toda a vida marinha
Mar
2ª taça
3ª trombeta
Grande estrela em chamas cai sobre rios e água doce;
1/3 se torna absinto; morte de muitas pessoas;
As águas se tornam em sangue
Rios e fontes de água doce
3ª taça
4ª trombeta
Fere o 1/3 do sol, lua e estrelas;
1/3 do dia e da noite na escuridão;
Queimar os homens com intenso calor; blasfêmias;
sol
4ª taça
5ª trombeta – 1º ai
Anjo solta seres ferozes do abismo;
Ferir os homens que não têm o selo de Deus por 5 meses sem matar;
Escuridão e os homens remordiam a língua de dor; blasfêmias;
Trono da besta
5ª taça
6ª trombeta – 2º ai
Soltos os quatro anjos do Eufrates: fogo, fumaça e enxofre;
200 milhões de soldados matam 1/3 dos homens; os demais não se arrependem;
Reis do oriente: ajuntam os reis para a batalha do Armagedom 
Eufrates
6ª taça
7ª trombeta – 3º ai

Louvor e adoração; abre-se o santuário de Deus; relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada; 
relâmpagos, vozes, trovões, grande terremoto destrói muitas cidades; grande saraivada 
Ar
7ª taça


LIÇÃO 5 – AS BESTAS DO APOCALIPSE

Texto devocional: E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à igreja de Tiatira – Ap 2.26-29)

[1]       Glossário:
a.  Besta: no sentido escatológico é um domínio, conforme as visões de Daniel.
b.  Cabeça: também significa domínio, mas talvez em um sentido mais específico;
c.   Chifre: a pessoa do dominador; um rei; um tirano;
d.  Mulher: cidade, ou sistema político e / ou religioso;
e.  Dragão: o diabo

[2]       Descrição das bestas:
Besta do mar (Ap 13)
Besta da terra (Ap 13)
Besta do abismo (Ap 17)
7 cabeças, 10 chifres e 10 diademas (v.1)
2 chifres de cordeiro (v.11)
Vermelha (v.3), 7 cabeças, 10 chifres (v. 3,7)
Semelhante ao leopardo, pés de urso e boca de leão
--
--
Dragão: dá poder, trono e grande poderio
Dragão: fala como ele (v.11)
--
Poder sobre tribo, língua e nação
Exerce todo o poder da besta do mar (v. 12)
--
1 nome de blasfêmia sobre as cabeças (v. 1)
--
Corpo cheio de nomes de blasfêmias (v. 3)
Boca profere grandes coisas e blasfêmias contra Deus, guerra contra santos (v. 5, 6)
promove adoração à besta do mar (v.12, 14) obriga sob pena de morte (15-17)
--
Tempo de atuação: 42 meses
Faz grandes sinais, desce fogo do céu; engana
--

[3]       Besta do mar / abismo:
a.  Fundo profético: a visão dos animais em Daniel:
i.     4 animais (leão, urso, leopardo e um animal terrível) sendo que o leopardo tem 4 cabeças, totalizando 7 cabeças (7.1-8);  
ii.    o animal terrível: tem 10 chifres; 1 pequeno chifre cheio de olhos derruba três chifres; ele tem uma boca que fala grandes coisas;
b.  Identidade: em sentido amplo é o sistema de governo mundial; mas é também o ‘iníquo’, homem da perdição” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2:3-8);
c.   Mar: representa os povos, multidões, nações e línguas (17.15)
d.  Cabeças: representam poderes;
i.     7 montes: sobre os quais a cidade está assentada – Roma (17.9);
ii.    7 reis: 5 reis já caíram (Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia, Grécia), 1 está presente (Roma) e outro virá e durará pouco tempo (Anticristo) (17.10);
e.  10 chifres: representam 10 reis que reinarão com a besta por 1 hora, se voltarão contra meretriz e a destruirão;
f.    Besta que era, não é mas virá (17.7-8): a própria besta é o oitavo rei; é dos 7 reis e caminha para a destruição

[4]       Besta da terra:
a.  Identidade: falso profeta (16.13; 19.20; 20.10); é um homem e não um sistema;
b.  Terra: Palestina??
c.   2 chifres: exerce dupla autoridade – política e religiosa ?
d.  Número da besta: controle total – “pequenos e grandes, ricos e pobres’;
e.  Significado: o que o nome e o número da besta significam será conhecido dos santos que estiverem na terra na época em que a besta estiver aqui em pessoa. De uma coisa temos certeza: ninguém na terra atualmente tem sabedoria suficiente para compreender o número da besta. [2]

[5]       Meretriz:
a.  Identidade: a grande Babilônia que domina sobre os reis da terra (17.18);
b.  Mulher: vestes: vestida de vermelho e púrpura; adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; cálice de ouro com abominações e da imundícia da prostituição; tem escrito na testa “Mistério, a grande Babilônia, mãe das prostituições e abominações da terra”; está embriagadacom o sangue dos santos e testemunhas de Jesus.
c.   Este sistema religioso dará sustentação ao governo do Anticristo;

[6]       A visão da mulher no céu:
a.  Mulher:
i.    Identidade: judeus? Maria? Cristandade?
ii.    Visão: vestida com o sol, com a lua sob os pés, uma coroa de 12 estrelas na cabeça, grávida em trabalho de parto; após o nascimento do filho, a mulher foge para o deserto, e é protegida por 1260 dias;
b.  Filho:
i.     Identidade: ressurreição de Cristo? ou  arrebatamento da igreja? 
ii.    Visão: arrebatado por Deus para o seu trono e reinar sobre as nações
c.   Dragão:
i.     Identidade: Satanás, diabo e acusador
ii.    Visão: não consegue atingir o filho da mulher e persegue a sua descendência. É derrotado por Miguel e lançado sobre a terra.
d.  Interpretações:
i.     A mulher representa Israel (povo judeu) do qual descende o Cristo. O varão então representa Cristo em seu ministério terreno. O arrebatamento para Deus é a ascensão de Cristo após a ressurreição. Satanás perseguirá os judeus, mas  estes serão poupados por Deus.
ii.    Por coerência, se a meretriz representa o sistema religioso, a mulher representa outro sistema – a cristandade; o filho varão representa os cristãos verdadeiros que serão arrebatados para o trono de Deus (ver Ap 3.21 quando diz que o vencedor se assentará com Cristo em seu trono). O diabo imporá terror à igreja porque não sabe a hora do arrebatamento, mas Deus livrará os escolhidos. A descendência da mulher – restante dos cristãos – serão poupados e salvos por um período de tempo (3,5 anos e meio).

[7]       Duas testemunhas:
a.  Identidade: os dois ungidos Moisés e Elias (ver Zacarias)
b.  Tempo de atuação: 1260 dias (=42 meses)
c.   Poder: poder de reter chuva e amaldiçoar as águas e outras pragas
d.  Morte e ressurreição: serão mortos pela 1ª besta em Jerusalém – haverá comemoração em todo o mundo;
e.  Ressurreição: sobem ao céu
f.    Terremoto: cai a décima parte da cidade e mata 7 mil homens
g.  Glória: Pessoas dão glória a Deus






LIÇÃO 6 – O ANTICRISTO E A BABILÔNIA

Texto devocional: O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à igreja de Sardes – Ap 3.1-6)

[1]       Glossário:
a.  Besta: no sentido escatológico é um domínio, conforme as visões de Daniel.
b.  Cabeça: também significa domínio, mas talvez em um sentido mais específico;
c.   Chifre: a pessoa do dominador; um rei; um tirano;
d.  Mulher (prostituta): cidade, ou sistema político e / ou religioso;

[2]       Besta do mar – o Anticristo:
a.   Identidade:
i.     em sentido amplo é o sistema de governo mundial;
ii.    em sentido estrito é também o ‘iníquo’, homem da perdição” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2:3-8); tentará sentar-se no trono de Deus como se fosse deus (2 Ts 2.4); será um homem dotado de inteligência e capacidade de persuasão (Dn 7:8, 20; 8:23)
b.   Interpretação:
i.     um sistema político que envolve 7 ou 10 reinos, encabeçado por um líder anticristo; ele eliminará 3 reis para chegar ao poder (Dn 7.8,24);

[3]       Besta da terra:
a.   Identidade: falso profeta (16.13; 19.20; 20.10); é um homem e não um sistema;
b.  Interpretação: um líder religioso que promove o culto à primeira besta;
i.     um sistema religioso que blasfema contra Deus e exige adoração; persegue os “santos”; proferirá grandes coisas (Dn 7.20; 11.36);
ii.    um sistema econômico: controle do comércio e do abastecimento; identificação com a adoração à besta;

[4]       Descrição da besta e da meretriz:
a.  Besta do abismo: é a mesma besta do mar (Ap 13) - vermelha (v.3), 7 cabeças, 10 chifres (v. 3,7), corpo cheio de nomes de blasfêmias (v. 3);
b.  Meretriz:
i.     montada sobre a besta do abismo,
ii.    vestida de vermelho e púrpura; adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; tem na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundícia da prostituição (17.4);
iii.  tem escrito na testa “Mistério, a grande Babilônia, mãe das prostituições e abominações da terra” (17.5);
iv.  está embriagada com o sangue dos santos e testemunhas de Jesus (17.6);



[5]       Besta do abismo:
a.  Besta era, não é mas virá (17.7-8): a própria besta é o oitavo rei; é dos 7 reis e caminha para a destruição (17.8,11); será admirada pelos ímpios (17.8)
b.  Cabeças: representam poderes;
i.     7 montes: sobre os quais a cidade está assentada – Roma (17.9);
ii.    7 reis: identidade controvertida – seriam os impérios mundiais: 5 reis já caíram (Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia, Grécia), 1 está presente (Roma) e outro virá e durará pouco tempo (Anticristo) (17.10);
c.   Chifres: são 10 reis que entregam seu governo à besta;

[6]       Meretriz - A Grande Babilônia:
a.  Identidade: a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17.18);
b.  Roma ou Jerusalém: Jerusalém é retratada como prostituta pelos profetas;
c.   Mar: representam os povos, multidões, nações e línguas;
d.  Relação com o anticristo: dá sustentação ao sistema político-religioso do anticristo, mas afinal é destruída por ele (17.16,17);
e.  Babilônia: relação com todos os reis da terra e comércio mundial (18.3);
f.    Julgamento e queda:
i.     Juízo repentino: em um só dia (18.8) em uma hora (18.10, 17, 19);
ii.    Ver advertência de Paulo: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Ts 5.3);
iii.  flagelos: morte, pranto, fome e fogo enviados da parte de Deus (18.8);
iv.  grande comoção e impacto sobre os países (18.9), sobre o comércio (18.11-13); sobre o meios de transporte (18.17,19);
v.    ruínas: morada de demônios e covil de espíritos imundos (18.2, 14);





LIÇÃO 7 – A VINDA DE JESUS E OS JULGAMENTOS

Texto devocional: Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Carta à Igreja de Filadélfia 3.11-13).

[1]       Revisão:
a.  Besta do mar: era, não é, mas virá; 7 cabeças e 10 chifres; blasfêmia; perseguição contra os que não aceitam adorar;
b.  Meretriz: Babilônia, a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17.18);
c.   Julgamento e queda:
i.     Juízo repentino: em um só dia (18.8) em uma hora (18.10, 17, 19);
ii.    Paulo: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Ts 5.3);
iii.  Cântico (18.20): Deus julgou a causa dos profetas e cristãos perseguidos;
iv.  Pedra da mó (18.21-24): lançada ao mar, desaparecimento;

[2]       Bodas do Cordeiro (19.1-10):
a.  Cânticos (19.1-2;3;4;5;6-7):
b.  Esposa: pronta para as bodas – vestida de linho fino, puro e resplandecente; 
c.   Linho fino: obras de justiça dos santos (19.8);

[3]       Vinda de Jesus (19.11-21):
a.  Visão do Senhor Jesus:
i.     Aspecto: montado em um cavalo branco (19.11); olhos como chama de fogo (19.12); muitos diademas na cabeça (19.12b); veste salpicada de sangue (19.13a);
ii.    Título: Fiel e Verdadeiro (19.11b); nome desconhecido (19.12c); chamado Palavra de Deus (19.13b); Rei dos reis e Senhor dos senhores (19.16);
iii.  Juízo: julga e peleja com justiça (19.11c); espada afiada: instrumento de justiça e juízo contra os ímpios (19.15); pisa o lagar da ira de Deus (19.15.b); 
b.  Exércitos do céu: seguem o Senhor Jesus, montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro (19.14);

[4]       Visão do julgamento:
a.  Convocação (19.7-18): figura de vitória em batalhas; 
b.  Armagedom: exércitos reunidos para a batalha sob o comando da besta e do falso profeta (19.19); eles são presos e lançados no lago de fogo (19.20); os demais são mortos pela Palavra de Deus (19.21);
c.   Textos paralelos: “e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Isaías 11.4); “a quem [anticristo] o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts 2.8); 
d.  Satanás: é preso por mil anos (20.1-3); sua atuação é limitada e não pode enganar e agir;

[5]       Milênio:
a.  Visões:
i.     Amilenista: o milênio é simbólico e representa o reino de Cristo; 
ii.    Pós-milenista: o reino de Cristo começou com a ascensão de Cristo;
iii.  Pré-milenista: o milênio coincide com a prisão de satanás; 
b.  Definição: O Milênio é o período de 1000 anos em que Cristoreinará sobre a terra, dando cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.
c.   Designações: O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus” (Lc 19.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério” (At 3.19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).
d.  Textos bíblicos: reino de paz e comunhão sobre a Terra (Is 1:25-31; 2:1-22; Jr 23:5-8; Mq 4:1-4; Ez 34:11-24; Zc 14:1-21; Jo 3:5; Ap 12:10).
e.  A Bíblia deixa claro que Jesus será o Rei dos judeus e se assentará literalmente no trono de Israel (Lucas 1:32-33), cumprindo literalmente a promessa feita a Davi (Salmos 89:3-4).
f.    Governo:
i.     Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16)
ii.    Seu caráter: Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
iii.  Sua capital será Jerusalém (2.3).
g.   População: a nação israelense continuará existindo fisicamente (sem corpos glorificados) e muitas nações continuarão existindo, sob o governo do Mestre, mesmo aquelas que subirão contra Jerusalém (Zc 14:16; Ez 36:33-36).
h.  Relação com Satanás: Durante este período Satanás estará acorrentado, sendo liberto ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.

[6]       Batalha final (Ap 20.1.10)
a.  Soltura de Satanás: “é necessário que seja solto por um pouco de tempo” (Ap 20.3b); seduzirá as nações para a batalha final contra os santos;
b.  Batalha final: aliança de nações rebeldes contra o povo de Deus; eles são destruídos por intervenção de Deus (Ap 9.10);
c.   Condenação de Satanás: ele é lançado no lago de fogo (Ap 20.10; Mt 25.41; ver Is 14.10, 15, 24-27: “Tu também como nós estás fraco? e és semelhante a nós?...).

[7]       O Julgamento dos Mortos Não-Redimidos:
a.    Textos: Ap 20.11-15
b.  Tempo: Depois do Milênio.
c.    Lugar: Perante o Grande Trono Branco.
d.   Juiz: o Pai confiou todo julgamento ao Filho (Jo 5.22); Cristo foi constituído como juiz de vivos e mortos (At 10.42; 2 Tm 4.1); Paulo diz que Deus julgará o mundo com justiça por meio de Cristo (At 17.30-31);
e.  Réus: a terra e os céus (fim da velha ordem); as obras da terra (1 Pe 3.10-11); anjos caídos (Jd 6) e todos os mortos (Ap 20.12-13); todos os não-salvos desde o principio da humanidade.
f.    Juízo: quem não crê já está sumariamente julgado (Jo 5.38);
g.  Base: O que faz serem julgados é a rejeição da salvação em Cristo, mas o fogo do juízo é a demonstração de que pelas próprias más obras merecem a punição eterna.
h.   Resultados: O lago de fogo, segunda morte: a primeira morte é a morte física; a segunda morte é espiritual – condenação eterna (Ap 20.15);
i.    Livros: livro das obras de cada um e o livro da vida do Cordeiro (21.27);

[8]       Ressurreições
 
Ressurreição dos Justos: (Lc 14.14; Jo 5.28,29)
i.     Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no arrebatamento da igreja (1Ts 4.16).
ii.    Inclui os salvos durante o período da tribulação (Ap 20.4).
iii.  Inclui os santos do A.T. (Dn 12.2 - Alguns crêem que serão ressuscitados no arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda). Todos estes são incluídos na primeira ressurreição.
b.  Ressurreição dos Ímpios: Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda ressurreição resulta na segunda morte para todos os envolvidos.

[9]       Nova Jerusalém (Ap 21.1-22.5)
a.  Nova ordem: fim da velha ordem e início da nova ordem – novo céu e nova terra; Deus diz a João: ”eis que faço novas todas as coisas” (21.5); “esperamos novos céus e nova terra nos quais habita justiça” (2Pe 3.13);
b.  Mar: símbolo de luta e dominação, de mistério e perigo; por outro lado, diz que todas as coisas são recriadas (21.5);
c.   Cidade santa: assim como Babilônia é símbolo do sistema conta Deus, assim Jerusalém é símbolo da habitação de Deus e seu povo;
d.  Tabernáculo de Deus: Deus habitará com os homens – este é ponto máximo da bendita esperança cristã; “contemplarão a sua face” (22.4);
e.  Cidadãos dos céus: os vencedores têm acesso, mas há lista de pessoas que não têm permissão para entrar (ver 21.8; 22.15; ver Salmos 15);
f.    Descrição da cidade(21.9-22.5): a glória da Jerusalém celestial; suas medidas, portas e fundamentos;
g.  Templo: não há templo na cidade, porque Deus habita com os homens (21.22) e os santos contemplarão a sua face (22.4);
LIÇÃO 8 – REVISÃO GERAL

Texto devocional: Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Carta à Igreja de Laodicéia, Ap 3.20-22)

[1]       Esquema: pré-tribulacionista / pré-milenista



[2]       Legenda:



1
Revelação do Anti-Cristo
Arrebatamento
Batalha no céu:
Satanás lançado na terra
2
Trono de Cristo
Bodas do Cordeiro
3
tempo indefinido
santos da tribulação
6 selos
4
70ª Semana de Daniel
5
1ª parte – 3,5 anos:
Tribulação
início: aliança com o Anticristo
Encarnação de Satanás
6
2ª parte – 3,5 anos: 
Grande Tribulação
Rompimento da aliança
Abominação desoladora
Ministério das 2 testemunhas:
- morte e ressurreição
7º selo: 7 trombetas e 7 taças
7
Segunda Vinda de Jesus

8
Batalha do Armagedom
Derrota do Anticristo

9
Satanás é preso
Milênio
Julgamento dos vivos
10
Fim do Milênio:
Satanás é solto
Última batalha: Gogue e Magogue
Satanás é lançado no lago de fogo

11
Trono Branco: julgamento dos mortos
12
Lago de fogo
13
Eternidade








[3]       Bênçãos e exortações finais
a.  “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.” (Ap 22.7)
b.  “Continue o injusto fazendo injustiça; continue o imundo ainda sendo imundo;  o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.” (Ap 22.11)
c.   “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22.12)
d.  “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20)



NOTAS BIBLIOGRÁFICAS E LEITURAS RECOMENDADAS:
ALEXANDRE, Marcos. Notas introdutórias às cartas de 1ª, 2ª e 3ª de João e Apocalipse; acessado no site http://www.icegob.com.br/marcos/EpJOeAP.pdf
BAPTISTA. Walter Santos. O Apocalipse; acessado no site http://www.scribd.com/doc/23221954/Walter-Santos-Baptista-O-APOCALIPSE
BLOOMFIELD, Arthur E. O Futuro glorioso do Planeta Terra - as profecias do Apocalipse. Belo Horizonte: Editora Betânia, 1974. 
Coelho Filho, Isaltino Gomes. O Apocalipse de João; acessado no site http://www.isaltinogomes.com/2007/09/o-apocalipse-de-joao.
FERREIRA. João Cesário Leonel Estudos no livro do Apocalipse; acessado no site http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/estudosapocalipse.htm
GENTRY Jr, Kenneth L.. “A importância da carta do Apocalipse” in Beast of Revelation, cap. 8. Disponível no site www.monergismo.com.
HARBIN, Chrístopher B. Escatologia: Estudo Teológico das Coisas Finais (Vida além-túmulo, Parousia, Ressurreição, Julgamento, Fim do Mundo e o Apocalipse). Porto Alegre: Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul, 2006; acessado no site http://www.theotrek.org/resources/br/Escatologia.pdf.
HENDRIKSEN, William. Mais que Vencedores – Interpretação do Livro de Apocalipse, 1ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1987.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento, 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
LADD, George. Apocalipse. Introdução e Comentário, 5ª reimpressão. São Paulo: Edições Vida Nova, 1996.
LOCKYER,   Herbert. Apocalipse: o Drama dos Séculos, 3ª ed. Miami, Flórida: Editora Vida, 1988.
MCDOWELL, Eduward A. Apocalipse – Sua Mensagem e Significação. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1960.
PINHEIRO, Jorge. A esperança escatológica; acessado no site http://miriamz.sites.uol.com.br/Escatologia/Esperancaescatologica.htm.
POHL, Adolf. Apocalipse de João I. Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2001.
ROPE, David. Apocalipse. A verdade para hoje; acessado em http://www.biblecourses.com/Portuguese/NewTestament.aspx
SILVA, Mauro Clementino da. Análise Escatológica do Apocalipse de João, 1ª ed. Editora não identificada, 1994.




[1] Baseado no livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”, de Arthur Bloomfield. Editora Betânia.

[2]              Lockyer Herbert. Apocalipse: O Drama dos Séculos. Miami, Flórida EUA: Ed. Vida, 1982, pp. 141-142.